O Soneto 135 é um dos 154 Sonetos de Shakespeare.

Estrutura O Soneto 135 é um soneto inglês característico, composto de 3 quartetos e um dístico, com esquema rímico do soneto inglês, também chamado soneto shakespeareano.

Análise Este soneto, que faz dueto com o Soneto 136 e com ele relacionado, apresenta uma súplica do poeta para que possa voltar à cama da amante, a Dama Negra. É um soneto mais aberto na sexualidade do que a maioria dos outros, onde o poeta implora por sexo à Dama Negra.

O poeta, aí, faz um trocadilho e um jogo de palavras com "Will", onde ele se esconde com um codinome ou utiliza os verdadeiros significados. Este soneto e o seguinte (Soneto 136) marcam as mudanças em potenciais conotações obscenas de uma palavra, "will" (vontade). Comentaristas identificaram alguns significados relevantes (nem todos obscenos). Qualquer leitor dos dois sonetos (este e o seguinte) logo percebe que os significados ocultos são de maior importância do que o significado superficial. De fato, o significado óbvio de "will" como "desejo, intenção" é frequentemente suprimido por completo, e uma leitura direta do poema, ignorando ou ignorando todos os trocadilhos obscenos, tende a produzir um absurdo.

Traduções Tradução de Thereza Christina da Motta A tradutora fez uma tradução mais próxima da literal, sem se ater a ritmo, métrica ou rima.

Tradução de Pedro Debreix O tradutor manteve-se fiel ao esquema original do soneto, fazendo-o em decassílabos, ora heróicos, ora em pentâmetro iâmbico, mantendo também o esquema rímico.

Tradução de Milton Lins Na tradução deste soneto, o tradutor fugiu do decassílabo, fazendo-a toda em verso dodecassílabo alexandrino permanecendo, no entanto, o esquema rímico original.

Tradução de José Arantes Junior Este tradutor seguiu o esquema rímico do autor no soneto: ABAB CDCD EFEF GG, como um soneto inglês. Mas não o seguiu no ritmo nem na métrica, preferindo dar-lhe um aspecto plástico, com 36 caracteres em cada verso, que lhe mostram a forma, quando utilizada uma fonte monoespaçada.

Categoria:Sonetos de William Shakespeare