Franco da Rocha é o nome de duas estações ferroviárias localizadas no município homônimo:
O Conjunto da Estação Ferroviária de Franco da Rocha é um monumento histórico da cidade de Franco da Rocha, em São Paulo. Baseia-se no conjunto da antiga estação ferroviária Franco da Rocha, inaugurada em 1 de fevereiro de 1888, na antiga Parada Feijão, pela The São Paulo Railway Company, inicialmente empregando a denominação de Juquery. Quando inaugurada, a estação tinha como finalidade conectar a população da Vila de Parnahyba à metrópole, e servir como passagem da produção do interior até o litoral de São Paulo. Em 1934, foi transferida para o município de Juquery, e em 1944, ao município de Franco da Rocha. Em 2011, com o andamento das obras da nova estação Franco da Rocha, o conjunto da velha estação foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat), visando sua preservação e valorização como patrimônio cultural de São Paulo. As tipologias arquitetônicas do monumento refletem o partido adotado pelos ingleses nas primeiras construções ferroviárias de São Paulo, com a introdução de novas técnicas, como a alvenaria de tijolos e o ferro fundido.
A nova estação de Franco da Rocha, construída entre 2009 e 2014, inaugurada em 10 de maio de 2014 pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Atualmente, pertencente à concessionária TIC Trens, que assumiu em definitivo a linha em 26 de novembro de 2025.
História Estação original thumb|left|A estação de Franco da Rocha, construída na década de 1890, tombada pelo Condephaat em 2011. A estação de Juquery foi aberta pela São Paulo Railway (SPR) em 1 de fevereiro de 1888. Dez anos depois, ainda era uma estação de pequeno porte, quando seu crescimento foi impulsionado pela construção do Hospital Psiquiátrico do Juqueri entre 1895 e 1898. Em 22 de outubro de 1898 a estação recebeu a visita do presidente de São Paulo Peixoto Gomide e comitiva, que visitavam o recém-aberto Hospital Psiquiátrico. Com o crescimento do movimento de passageiros, a São Paulo Railway promoveu a reforma e ampliação do edifício da estação na década de 1890.
Durante a administração da Rede Ferroviária Federal, a estação foi poupada das depredações ocorridas em Caieiras e Jaraguá (que foram completamente destruídas) durante os tumultos ocorridos em 28 de outubro de 1983. Em 14 de outubro de 1996 a estação foi destruída junto com outras seis (Francisco Morato, Baltazar Fidelis, Caieiras, Perus, Jaraguá e Vila Clarice) durante os Tumultos na CPTM em 1996.
Diante da destruição das estações, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) realizou contratações emergenciais para a reconstrução das estações e fechou a ferrovia entre Jundiaí e Pirituba por seis meses para reparos. Franco da Rocha foi incluída em um lote com Vila Clarice, vencido pela empresa Concrejato S/A em 19 de novembro de 1996 pelo valor de R$ 648.670,00. A estação Franco da Rocha foi reformada e reaberta em 1 de maio de 1997, junto com a linha. Durante a reabertura da estação, o governador Mário Covas inspecionou as instalações (inclusive o sanitário feminino, para espanto dos jornalistas presentes, embora Covas tenha verificado antecipadamente a ausência de mulheres no recinto).
Apesar da reforma, a estação era considerada obsoleta e sem acessibilidade uma década depois. Dessa forma a CPTM realizou uma série de audiências públicas em junho de 2007 anunciando a reforma/reconstrução de suas estações mais antigas. Franco da Rocha foi incluída no grupo de estações que necessitavam de reconstrução. Apesar da CPTM garantir preservar o patrimônio histórico, estações não tombadas, como a de Comendador Ermelino (à época ostentava oitenta anos e sua abertura em 1926 era considerada data de nascimento do bairro Ermelino Matarazzo), foram demolidas. Até aquele momento, a estação construída no século XIX não era tombada. O processo de tombamento foi iniciado em 2007 no Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat) pelo pesquisador ferroviário Ralph Mennucci Giesbrecht e garantiu a preservação da estação até sua conclusão. Após quatro anos de análise, o Conjunto da Estação Ferroviária de Franco da Rocha foi tombada pelo Condephaat em 19 de agosto de 2011.
A estação Franco da Rocha operou até 9 de maio de 2014, quando foi desativada e substituída por uma nova edificação.
Nova estação Em 28 de abril de 2005 a CPTM contratou, por R$ 1.221.905,20, o consórcio formado pelas empresas Planservi e Estra para a elaboração de projetos para o lote formado pelas estações Itaim Paulista e Franco da Rocha. Com o projeto realizado, a CPTM lançou o edital de licitação para a reconstrução das estações Francisco Morato e Franco da Rocha. O edital de concorrência nº 8334090011 foi vencido pelo consórcio formado pelas empresas Consbem/TIISA/Serveng, pelo valor de R$65.697.942,51. As obras da nova estação de Franco da Rocha foram paralisadas após erros da CPTM no projeto, que previa o uso de áreas envolvidas no processo de tombamento da estação original, aberto desde 2007 e concluído em 2010. Esses erros e problemas no projeto da estação de Francisco Morato fizeram com que o consórcio Consbem/TIISA/Serveng desistisse das obras das estações.
Posteriormente, a CPTM contratou o Escritório Arquiteto Pedro Taddei e Associados para realizar um novo projeto para a estação, concluído em 2010. Uma nova licitação para a estação Franco da Rocha foi lançada em novembro de 2012. A licitação, de número 852112001, foi vencida em janeiro de 2013 pelo Consórcio Rubi Franco da Rocha, formado pelas empresas Cronacon Ltda., Construtora Massafera Ltda., Multipla Engenharia Ltda. e Lopes Kalil Engenharia e Comércio Ltda. O valor do contrato foi de R$ 15.754.965,43. Mais tarde, essa licitação foi questionada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.
A nova estação Franco da Rocha foi inaugurada em 10 de maio de 2014.
Em fevereiro de 2024, foi concedida para a concessionária TIC Trens, composta pelo Grupo Comporte e pela CRRC Corporation Ltd, com a concessão para operar a linha por trinta anos. A transferência de operação foi concluída em 26 de novembro de 2025.
Tabela
SiglaEstaçãoInauguraçãoIntegraçãoPlataformasPosiçãoNotasFDRFranco da Rocha10 de maio de 2014Bilhete Único da SPTransCentralSuperfícieEstação construída pela CPTM
Toponímia thumb|right|Franco da Rocha, 1887. A estação foi aberta em 1888 e batizada Juqueri em referência ao rio homônimo, que atravessa aquela região. Segundo o filólogo Eduardo Navarro, a palavra Juqueri é originada do tupi antigo îukeri, nome pelo qual ficou conhecida pelos indígenas a planta Mimosa pudica.
Na década de 1940 a estação teve seu nome alterado para "Franco da Rocha". Francisco Franco da Rocha (1864-1933) foi um psiquiatra e professor brasileiro. Ficou conhecido por ter idealizado e dirigido o Hospital Psiquiátrico do Juqueri. Após seu falecimento, o distrito de "Franco da Rocha" foi criado em 21 de setembro de 1934.
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