O Gabinete Herriot III foi o ministério formado sob "concentração republicana" e liderado por Édouard Herriot entre 03 de junho de 1932 e 14 de dezembro do mesmo ano. Foi o 90º gabinete da Terceira República Francesa, sendo antecedido pelo Gabinete Tardieu III e sucedido pelo Gabinete Paul-Boncour.

Contexto O terceiro e último gabinete de Édouard Herriot foi o primeiro governo após as eleições legislativas de 1932, sendo formado após uma ampla vitória do segundo "Cartel das Esquerdas".

Devido à crise econômica, Herriot buscou implementar uma política de austeridade, evitando, portanto, oferecer aos socialistas qualquer participação no governo. Para tornar essa austeridade eficaz, ele intensificou a luta contra a fraude fiscal, o que levou ao "Caso do Banque commerciale de Bâle".

Após ter sido derrotado durante um debate sobre a dívida interaliada, seu governo renunciou, em 12 de dezembro de 1932, sendo substituído, dias depois, por um gabinete liderado por Joseph Paul-Boncour, então ministro da Guerra.

Composição Presidente da República: Albert Lebrun Presidente do Conselho de Ministros: Édouard Herriot Ministro dos Estrangeiros: Édouard Herriot Ministro da Justiça: René Renoult Ministro do Interior: Camille Chautemps Ministro da Guerra: Joseph Paul-Boncour Ministro das Finanças: Louis Germain-Martin Ministro da Educação Nacional: Anatole de Monzie Ministro das Obras Públicas: Édouard Daladier Ministro da Agricultura: Abel Gardey Ministro do Comércio: Julien Durand Ministro dos Correios, Telégrafos e Telefones: Henri Queuille Ministro do Trabalho e Segurança Social: Albert Dalimier Ministro das Pensões: Adrien Berthod Ministro da Saúde Pública: Justin Godart Ministro das Colônias: Albert Sarraut Ministro da Marinha: Georges Leygues Ministro do Ar: Paul Painlevé Ministro da Marinha Mercante: Léon Meyer Ministro do Orçamento: Maurice Palmade

Realizações

Implementação de uma política de deflação.

Bibliografia

BERSTEIN, Serge. Édouard Herriot ou la République en personne. Paris: Presses de la Fondation nationale des sciences politiques, 1985.

Referências