Diarra, também conhecido como Quingui (Kingui), Diafunu ou Caniaga (Kaniaga), era um estado soninquê no que é hoje o noroeste do Mali, centrado em torno da cidade de Diarra. Fundado no , era ocasionalmente independente, mas frequentemente esteve sob domínio de uma série de impérios saelianos até sua destruição final pelo Império Tuculor no .

Nome

O reino tem muitos nomes diferentes, que são usados ​​em diferentes contextos. Diarra (também escrito Jara ou Zara) é o nome da capital e, portanto, aplicado ao estado como um todo. O nome significa "povo de Dia" e era o nome pelo qual o reino era conhecido quando era uma província do Império do Gana e, mais tarde, do Império do Mali. Quingui é o termo fula para a região. Caniaga é um termo soninquê para as terras entre o alto rio Senegal e a curva do Níger, derivado de um termo maninca que significa 'norte'; às vezes é aplicado a Diarra e às vezes ao Império Sosso, pois ambos estavam localizados ao norte da região de Mandê. Diafunu (também escrito Zafunu) é uma região ao redor do alto rio Colimbiné.

História

Histórias locais relatam que os soninquês chegaram à área mais tarde conhecida como Diafunu vindos de Dia. A primeira capital foi a cidade de Saim Demba. Audagoste, uma sede real do Império do Gana (Uagadu), foi capturada pelo Império Almorávida na segunda metade do , época em que Saim Demba foi supostamente destruída e a cidade de Diarra foi construída. Os Mana Maga, como os reis de Diarra eram conhecidos, se separaram e estabeleceram um Estado independente sob a dinastia Niacate. O reino enriqueceu por meio do comércio transaariano, controlando grande parte das partes do sul do antigo Império do Gana e conquistando Tacrur. Durante este período, os Mana Maga estenderam sua autoridade para o deserto e além.

No início do , um rei de Diarra passou por Marraquexe em peregrinação. O estudioso e viajante árabe Iacute Alhamaui descreveu a cena, enfatizando o poder relativo do monarca Diafunu sobre sua hoste almorávida:

Diarra voltou ao domínio do Gana por volta de 1150, e depois o Império Sosso e o Império do Mali no começo do . A dinastia Niacate, no entanto, ganhou uma reputação de crueldade e tirania. No início do , o último Mana Maga da dinastia, Seriba Niacate, foi expulso ou fugiu de Diarra à área ao redor de Bamaco, deixando o poder para Damã Guilê Diauara, um renomado caçador originário de Mandê. Sob a nova dinastia, Diarra prosperou como um centro para o comércio de caravanas, traçando um curso cada vez mais independente da influência malinesa. Damã Guilê Diauara foi sucedido como rei por seu filho Curia Mamadu, que assumiu o título de Farém, que significa "governador", que foi seguido por seu filho Silamagã. Após a morte de Silamagã, o país foi dividido entre seus filhos, que frequentemente lutavam entre si.

Em 1501, o Império Songai conquistou a província malinesa de Diafunu, ao sul de Diarra propriamente dito. O senhor da guerra fula Tenguela invadiu Diarra em 1511, momento em que o reino pediu ajuda ao Império Songai. Omar Comajago, irmão do Ásquia Maomé I, liderou uma força poderosa numa marcha de dois meses pelo deserto, então em 1512 derrotou e matou Tenguela em batalha. Depois disso, Diarra provavelmente jurou fidelidade aos songais. Em 1754, o reino bambara de Reino de Caarta conquistou e vassalizou o reino. O último monarca de Diarra, Diauara, foi capturado e executado por Alhaji Omar Tal em 31 de maio de 1860.

Bibliografia

Categoria:Estados extintos do Mali Categoria:Estados extintos da África da Idade Média Categoria:Estados extintos da África da Idade Moderna Categoria:Estados extintos da África da Idade Contemporânea