Luís Cláudio Lapena Barreto, mais conhecido como Doutor Lapena (Araraquara, 26 de agosto de 1964), é um médico, cirurgião plástico e político brasileiro, filiado ao Partido Liberal (PL). É o atual prefeito de Araraquara.

Carreira política Foi anteriormente eleito vereador na eleição municipal de 2008 pelo PV e reeleito em 2012 pelo PSDB. Também teve passagens por PSB e Patriota antes de filiar-se ao PL no final de 2023.

Foi eleito prefeito de Araraquara após eleger-se com 55.158 votos, o equivalente 49,18% dos votos válidos na eleição municipal de 2024, tendo como companheira de chapa e vice-prefeita eleita a enfermeira Meire Laurindo (União Brasil).

Desempenho eleitoral AnoEleiçãoPartidoCargoVotos%ResultadoRef2004Municipal de AraraquaraPSBVereador5000,48%2006Estaduais em São PauloDeputado estadual6.4660,03%2008Municipal de AraraquaraPVVereador1.3571,22%2012Municipal de AraraquaraPSDB2.2652,04%2018Estaduais em São PauloPSBDeputado estadual12.1290,06%2020Municipal de AraraquaraPatriotaPrefeito37.77435,97%2022Estaduais em São PauloDeputado estadual26.8080,12%2024Municipal de AraraquaraPLPrefeito55.15849,18% Governo Seu governo é composto por 16 Secretarias Municipais, além da Chefia de Gabinete, Procuradoria Geral do Município e o cargo de Ombudsman (ouvidor), criado em sua gestão.

Fazem parte da administração indireta: a autarquia Departamento Autonomo de Água e Esgoto (DAAE); as fundações municipais Fungota, Fundart e Fundesport; o Fundo Social de Solidariedade (presidido pela primeira-dama); e a empresa de economia mista Morada do Sol Turismo e Eventos.

Primeiro ano de mandato (2025) Luís Cláudio Lapena Barreto tomou posse como prefeito de Araraquara em 1.º de janeiro de 2025, após vencer as eleições municipais de 2024. O primeiro ano de sua gestão foi marcado por forte ênfase no diagnóstico fiscal do município, medidas administrativas de contenção de gastos, reorganização da estrutura do Executivo e controvérsias envolvendo promessas de campanha e decisões relacionadas ao funcionalismo público.

Nos primeiros dias de governo, a administração municipal realizou coletiva de imprensa para apresentar um levantamento da situação financeira herdada das gestões anteriores. De acordo com dados divulgados pela prefeitura, o município possuía dívidas de curto prazo estimadas em cerca de R$ 246 milhões e dívidas de longo prazo superiores a R$ 470 milhões, incluindo precatórios judiciais. Ainda segundo a administração, aproximadamente R$ 100 milhões precisariam ser quitados ao longo de 2025, além de haver insuficiência orçamentária para cobrir despesas com folha de pagamento e encargos sociais.

Reportagens da imprensa regional indicaram que o passivo total do município poderia ultrapassar R$ 1,1 bilhão, considerando obrigações contratuais, previdenciárias, precatórios e ações judiciais em andamento.

Como resposta ao cenário fiscal, a gestão Lapena priorizou a revisão de contratos e promoveu uma reforma administrativa aprovada pela Câmara Municipal, que reorganizou secretarias e cargos do Executivo. O governo municipal afirmou que a medida tinha como objetivo melhorar a eficiência da gestão e adequar a estrutura administrativa às restrições orçamentárias.

Apesar do discurso de austeridade, a nomeação de cargos de confiança ao longo do ano foi alvo de críticas por parte de setores da oposição e de veículos de comunicação locais.

Outro ponto de destaque no primeiro ano de mandato foi a demissão de servidores públicos aposentados que permaneciam em atividade. A medida, baseada em entendimento jurídico sobre a acumulação de aposentadoria e vínculo ativo, gerou ampla repercussão negativa, especialmente por ter ocorrido no final do ano. Sindicatos e familiares dos servidores criticaram a decisão, classificando-a como socialmente insensível.

Durante a campanha eleitoral, Lapena defendeu a ampliação de políticas de gratuidade no transporte público. No entanto, em 2025, o prefeito vetou integralmente um projeto de lei que previa a criação de transporte escolar gratuito no município, alegando inviabilidade financeira. O veto foi criticado por vereadores e movimentos sociais, que apontaram descumprimento de promessas feitas durante o período eleitoral.

Ao longo de 2025, a administração municipal enfrentou embates públicos com representantes políticos locais e estaduais, incluindo críticas relacionadas à condução fiscal, atrasos em pagamentos e priorização de gastos. Esses conflitos evidenciaram um ambiente de forte polarização política no município, especialmente após o encerramento de um longo período de hegemonia partidária anterior.

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