Rachel Anne Maddow (Castro Valley, 1º de abril de 1973) é uma apresentadora de telejornal da televisão estadunidense e comentarista política liberal. Maddow apresenta o , um programa de televisão semanal na MSNBC, e atua como co-âncora de eventos especiais da rede televisão a cabo. O seu foi transmitido pela de 2005 a 2010.

Maddow acumulou diversos prémios Emmy pelo seu trabalho de radiodifusão; no ano de 2021, recebeu também um prémio Grammy pela versão em audiolivro de 2019.

Maddow formou-se em políticas públicas pela Universidade de Stanford e um tem um doutorado em ciências políticas pela Universidade de Oxford e é a primeira apresentadora abertamente lésbica a apresentar um grande programa de notícias em horário nobre nos Estados Unidos.

Biografia

Primeiros anos e formação acadêmica Maddow nasceu em Castro Valley, na Califórnia. Seu pai, Robert B. Maddow, é um antigo capitão da Força Aérea dos Estados Unidos que demitiu-se da sua comissão no ano anterior ao seu nascimento e depois trabalhou como advogado para o . Sua mãe, Elaine (nascida Gosse), era administradora de programas escolares e tem um irmão mais velho, David. O seu avô paterno era de uma família judia (o apelido original da família era Medvedof), que chegou aos Estados Unidos vindo do Império Russo. A sua avó paterna era de ascendência holandesa. A mãe canadiana de Maddow, originária da Terra Nova e Labrador, tem ascendência inglesa e irlandesa.

Maddow disse que a sua família é “muito, muito católica” e que cresceu numa comunidade que a sua mãe descreveu como “muito conservadora”. Era uma atleta competitiva e participou no voleibol, basquetebol e natação do liceu.

Referindo-se aos filmes de John Hughes, Maddow descreveu-se a si própria como sendo “um cruzamento entre o atleta e a rapariga antissocial” no liceu. Licenciou-se na e frequentou a Universidade Stanford. Quando era caloura, foi revelada como lésbica pelo jornal da faculdade, quando uma entrevista com ela foi publicada antes que ela pudesse contar aos pais.

Formou-se em políticas públicas em Stanford no ano de 1994. Recebeu uma bolsa de estudos Rhodes e começou seus estudos de pós-graduação em 1995 no Lincoln College, na Universidade de Oxford. Rambém recebeu uma no mesmo ano, mas a recusou em favor da manutenção da bolsa Rhodes. Isso a tornou a primeira lésbica assumida a receber a bolsa Rhodes. No ano de 2001, obteve o título de Doutora em Filosofia (DPhil) em Ciência política na Universidade de Oxford. Sua tese foi intitulada “HIV/AIDS and Health Care Reform in British and American Prisons” e foi supervisionada por .

Rádio O primeiro emprego de Maddow como apresentadora de rádio foi em 1999, na (100,9 FM), em Holyoke, no interior do estado de Massachusetts, que na época apresentava o programa “The Dave in the Morning Show”. Inscreveu-se e ganhou um concurso realizado pela estação para encontrar um novo segundo apresentador para o apresentador principal do programa, . Após o programa da WRNX, apresentou o Big Breakfast na (93.9 FM) em Northampton, também no estado de Massachusetts, por dois anos, saindo em 2004 para se juntar à nova rede de rádio . Lá, ela apresentou o Unfiltered junto com Chuck D (do grupo de hip hop Public Enemy) e Lizz Winstead (co-criadora do The Daily Show) até seu cancelamento em março de 2005.

Duas semanas após o cancelamento do Unfiltered, em abril de 2005, o programa de rádio de duas horas de Maddow, , começou a ser transmitido; em março de 2008, ganhou uma terceira hora, indo ao ar das 18h às 21h, horário da costa leste do país, com preenchendo a terceira hora para a seção de chamadas, quando Maddow estava trabalhando na TV. Em 2008, a duração do programa voltou a ser de duas horas quando Maddow iniciou o programa noturno de televisão da MSNBC, também chamado .

No início de 2009, depois de renovar seu contrato com a Air America, o programa de rádio de Maddow foi transferido para um horário de uma hora, às 5h da manhã, horário do leste dos Estados Unidos. Essa versão do programa começava com uma breve introdução de Maddow, seguida de uma transmissão baseada no áudio do programa de televisão de Maddow transmitido pela MSNBC na noite anterior. Pouca explicação ou aviso foi dado para essa mudança, exceto pelos comentários de Maddow de que fazer dois programas diários era muito cansativo. O programa de rádio de Maddow terminou em 21 de janeiro de 2010, quando a Air America encerrou suas operações.

Televisão No mês de junho de 2005, Maddow tornou-se participante regular do programa da MSNBC, apresentado por Tucker Carlson. Durante e após a eleição de novembro de 2006, ela foi convidada do programa da CNN. Também foi correspondente da The Advocate Newsmagazine, uma revista de notícias curtas voltadas para a comunidade LGBT para a Logo TV, derivada de notícias publicadas pela The Advocate.

Em janeiro de 2008, Maddow tornou-se analista política da MSNBC e participou regularmente do painel Race for the White House, da MSNBC, com , e da cobertura eleitoral da MSNBC, além de ser colaboradora frequente do programa .

Ainda em 2008, Maddow foi a apresentadora substituta do Countdown with Keith Olbermann, sua primeira vez como apresentodora de um programa na MSNBC. Maddow se descreveu no ar como “nervosa”. elogiou seu trabalho, e ela foi reconduzida à apresentação do Countdown no mês seguinte. O programa que ela apresentou foi o noticiário de maior audiência entre pessoas de 25 a 54 anos de idade. Por seu sucesso, Olbermann classificou Maddow em terceiro lugar no segmento de seu programa “as melhores pessoas do mundo”. Em julho de 2008, Maddow substituiu novamente Maddow em várias transmissões. Maddow também substituiu David Gregory como apresentadora do programa Race for the White House.

Olbermann defendeu que Maddow apresentasse seu próprio programa na MSNBC e acabou conseguindo persuadir Phil Griffin a lhe dar o horário de .

The Rachel Maddow Show miniaturadaimagem|Maddow preparando coquetéis durante a gravação de um podcast do no msnbc.com digital café no Rockefeller Center.No mês de agosto de 2008, a MSNBC anunciou que o substituiria o Verdict with Dan Abrams no horário das 21h00 no mês seguinte. Após sua estreia, o programa superou o Countdown como o programa de maior audiência da MSNBC em diversas ocasiões. Após ficar no ar por mais de um mês, o programa de Maddow dobrou a audiência naquele horário. Esse programa fez de Maddow a primeira apresentadora abertamente gay ou lésbica de um programa de notícias em horário nobre nos Estados Unidos.

As críticas iniciais ao programa foram positivas. A jornalista do Los Angeles Times, Matea Gold, escreveu que Maddow “encontrou a fórmula certa na MSNBC”, e o jornal birtânico The Guardian escreveu que Maddow havia se tornado a “estrela do noticiário a cabo dos Estados Unidos”. O colunista da agência de notícias Associated Press, David Bauder, a viu como “[Keith] a alma gêmea política de Olbermann” e descreveu os programas de Olbermann-Maddow como um “bloco liberal de duas horas”.

Sobre seu relacionamento colegial com Roger Ailes, da Fox News, a quem ela procurou para obter conselhos técnicos sobre ângulos de câmera, Maddow disse que não quer falar sobre isso porque “não quero que ninguém mais use isso. Foi uma coisa boa que ele fez por mim e foi valiosa para mim; ajudou-me a obter uma vantagem sobre meus concorrentes.

Em meados de maio de 2017, em meio a várias controvérsias envolvendo a administração Trump, a MSNBC ultrapassou a CNN e a Fox News nas classificações de notícias. Na semana de 15 de maio, o The Rachel Maddow Show foi o programa não esportivo nº 1 na TV a cabo pela primeira vez. Ela foi chamada pela revista Rolling Stone de “a âncora mais curiosa dos Estados Unidos” que “atravessou o caos da administração Trump - e se tornou o nome mais confiável nas notícias. Maddow argumentou que essas questões “são os escândalos mais sérios que qualquer presidente já enfrentou".

Maddow declarou que a missão de seu programa é “aumentar a quantidade de informações úteis no mundo”. Ela disse que sua regra para cobrir o governo Trump é: “Não preste atenção no que eles dizem, concentre-se no que eles fazem (...) porque é mais fácil cobrir uma história que se move rapidamente quando você não se distrai com quaisquer que sejam as negações da Casa Branca.

Maddow geralmente começa uma transmissão com uma longa história, às vezes com mais de 20 minutos, à qual ela se refere no ar como “bloco A”. Isso geralmente começa com clipes de filmes e outras mídias de eventos de anos ou décadas passadas, que ela acaba conectando com as notícias do dia. Sobre esse processo, ela descreve como: “O que define se você é bom ou não nesse trabalho é se você tem algo a dizer quando é hora de dizer algo. Porque você terá que dizer algo quando a luz se acender... Quero ter algo a dizer que as pessoas ainda não saibam todas as noites, todos os segmentos, e isso torna difícil acertar o processo porque essa é a única coisa com a qual me preocupo.

Durante a Pandemia de COVID-19, Maddow foi uma defensora declarada da vacinação. Ela incentivou as pessoas a se vacinarem, para o benefício delas mesmas e da sociedade como um todo.

Maddow teve um hiato em seu programa de fevereiro a abril de 2022 para coincidir com a produção da adaptação cinematográfica de Bag Man. A partir de maio de 2022, seu programa passou a ser transmitido semanalmente às segundas-feiras.

Herring Networks, Inc. v. Rachel Maddow Em 10 de setembro de 2019, a (OAN) entrou com uma ação no contra Maddow, exigindo 10 milhões de dólares, após Maddow descrever a rede como "propaganda russa paga" em seu programa de 22 de julho de 2019. Maddow reproduziu uma reportagem do Daily Beast que identificava um funcionário da OAN como também trabalhando para a Sputnik, agência controlada pelo governo russo através da Rossiya Segodnya, acusada de disseminar desinformação e frequentemente descrita como um veículo de propaganda. Também foram mencionados na ação a Comcast, MSNBC e NBCUniversal.

No dia 22 de maio de 2020, o caso foi indeferido pela juíza , que concluiu que "a declaração contestada é uma opinião que não pode servir de base para uma ação por difamação". A empresa-mãe da OAN, Herring Networks, anunciou que pretendia recorrer.

Após análise do recurso da Herring, em agosto de 2021, a decisão a favor de Maddow foi confirmada pelo Tribunal de Apelação dos Estados Unidos para o Nono Circuito. O Tribunal de Apelações também confirmou uma decisão da corte de primeira instância que exige que a Herring pague os honorários advocatícios de Maddow.

Produção textual Maddow escreveu em 2012 sobre o papel dos militares na política americana do pós-guerra. Após seu lançamento, Drift alcançou a primeira posição na lista dos mais vendidos do The New York Times para não-ficção de capa dura.

No mês de dezembro de 2013, o The Washington Post anunciou que Maddow escreveria uma coluna de opinião mensal para o jornal, contribuindo com um artigo por mês em um período de seis meses.

Em 2 de março de 2018, o The New York Times publicou as primeiras palavras cruzadas de Maddow, em colaboração com Joe DiPietro. Na véspera da publicação, ela disse: “É mais ou menos isso, como se nunca houvesse um bebê, mas há essas malditas palavras cruzadas, e estou muito, muito animada com isso".

O segundo livro de Maddow, : Corrupted Democracy, Rogue State Russia, and the Richest, Most Destructive Industry on Earth foi publicado em outubro de 2019. Em março de 2021, a versão em audiolivro de Blowout, gravada por Maddow, ganhou o prêmio no Grammy Awards de 2021.

Seu terceiro livro, Bag Man: The Wild Crimes, Audacious Cover-up, and Spectacular Downfall of a Brazen Crook in the White House, escrito com Michael Yarvitz, foi publicado em dezembro de 2020.

O quarto livro de Maddow, , foi publicado em 17 de outubro de 2023. Ele é baseado em seu podcast Ultra.

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