Erythroxylum gracilipes é uma espécie de planta silvestre da família Erythroxylaceae. Distribui-se em partes da América do Sul e da América Central. A espécie contém o alcaloide cocaína e é utilizada por comunidades amazônicas por suas propriedades medicinais e como alimento.

Estudos filogéneticos e filogeográficos indicam que a partir do cultivo por comunidades originárias por suas propriedades medicinales se desenvolveram as espécies Erythroxylum cataractarum, E. coca e E. novogranatense.

Distribuição A espécie Erythroxylum gracilipes encontra-se na maior parte da bacia dos rios Amazonas e do Orinoco, em países como Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. Também já foi encontrada em Honduras.White et al. (2021): 3.

No Brasil, pode ser encontrada no Norte, nos estados de Amazonas, Pará e Rondônia, e no Centro-Oeste no estado de Mato Grosso. No Peru, foi encontrada no departamento de Huánuco.

Cresce principalmente no clima tropical úmido, como o bosque úmido montanhoso.

Descrição É um arbusto que distingue-se de outras espécies de Erythroxylum por suas folhas relativamente maiores (11 a 18 cm, em comparação a médias de 2,5 a 11 cm) com ápices acuminados.

Taxonomia A Erythroxylum gracilipes foi descrita pelo botânico austríaco Johann Joseph Peyritsch e a descrição publicada em Flora Brasiliensis 12(1): 159 em 1878. Pertence à secção Archerythroxylum do género Erythroxylum.

Um estudo de 2023 baseado em análise filogenéticos e filogeográficos de E. gracilipes, revelam que esta espécie é, provavelmente, parafilética e composta de ao menos duas clados principais, gracilipes1 e gracilipes2.

O estudo apontou que as variedades cultivadas de Erythroxylum coca var. coca (coca Huánuco) e E. c. var. ipadu (coca amazônica) são derivadas de gracilipes1, enquanto E. novogranatense e E. cataractarum podem ser derivar de gracilipes1 ou gracilipes2.White et al. (2021): 10.

Sinonimia Tem quatro sinônimos heterotípicos:

Erythroxylum cuatrecasasii W.A.Gentner em J. Washington Acad. Sci. 47: 6 (1957) Erythroxylum gracilipes var. exareolatum O.E.Schulz em H.G.A.engler (ed.), Pflanzenr., IV, 134: 83 (1907) Erythroxylum novogranatense var. macrophyllum Ou.E.Schulz em H.G.A.engler (ed.), Pflanzenr., IV, 134: 87 (1907) Erythroxylum recurrens Huber in Bol. Mus. Goeldi Hist. Nat. Ethnogr. 5: 417 (1909)

Importância cultural e econômica As folhas de E. gracilipes são utilizadas por suas propriedades relaxantes e para tratar reumatismos na medicina tradicional dos povos kichwa na parte superior do rio Napo, na amazônia equatoriana.

As análises de amostras provenientes da Venezuela identificaram uma quantidade de 0.0001–0.0005% de cocaína na folha.

Referências

Bibliografia

Ligações externas

Erythroxylum gracilipes no projeto Flora e Funga do Brasil Erythroxylum gracilipes no Índice Internacional de Nomes de Plantas. Documentos sobre Erythroxylum gracilipes na Biodiversity Heritage Library Observações de Erythroxylum gracilipes no iNaturalist Erythroxylum gracilipes no GBIF

Categoria:Plantas descritas em 1878 g Categoria:!Wikiconcurso Justiça Climática e Amazônia (artigos)