Pucará de Tilcara é um sítio arqueológico de um assentamento indígena pré-colombiano da cultura inca Omaguaca, localizado na Quebrada do Vale de Humahuaca, na cidade de Tilcara, província argentina de Jujuy.Zaburlín, María Amalia. (2009). Historia de ocupación del Pucará de Tilcara (Jujuy, Argentina).(em espanhol). Intersecciones en Antropología 10, Nº. 1, p.p.89-103. ISSN 1666-2105.

História

Origem e declínio Até o momento, os estudos indicam que o assentamento se originou por volta do século VIII d.C., com início da ocupação na região da encosta baixa da colina. Entre os anos de 1200 d.C. e 1430 d.C. houve um crescimento populacional, expandindo o assentamento até o topo. Por volta de 1430 d.C., durante a ocupação Inca do sítio, sob a liderança de Túpaq Yupanqui, ocorreram mudanças na arquitetura dos edifícios; foram atribuídas novas funções, como oficinas metalúrgicas e lapidários para a confecção de produtos de luxo; e houve uma reorganização socioeconômica da população do assentamento. Em 1493, o assentamento foi fortificado pelos incas; e com a chegada dos espanhóis na região, em 1563, o assentamento foi abandonado.

Descoberta e preservação As ruínas foram descoberta por Juan Ambrosetti e, entre 1908 e 1910, realizou intensos estudos sobre o sítio arqueológico.

Em 1935, em homenagem aos primeiros arqueólogos, construíram uma plataforma com uma pirâmide, destruindo parte de estruturas arqueológicas do sítio. No ano 2000, o sítio foi declarado como Monumento Histórico Nacional através do Decreto nº 1.012/2000.

Características O sítio abrange uma área de 18 hectares, com 600 estruturas divididos em 32 setores, que se conectam através de trilhas. Acredita-se que o assentamento chegou a abrigar 2.500 indivíduos.

Práticas funerárias Em uma escavação de uma residência, foi descoberto um ossuário e cinco sepultamentos sobre o piso da casa, totalizando o enterro de 21 indivíduos, sendo 11 adultos e 10 crianças menores de 4 anos. Os ossos estavam cobertos com cinzas e carvão; algumas crianças foram enterradas com os corpos dentro de urnas de cerâmica; e, junto aos enterros, haviam vasilhas de madeira com pigmento vermelho em seu interior, polidores de silício, calabaças cortada, pequenos fragmentos de ossos de animais e jarros de cerâmica.

Estruturas inca No sítio há 6 ruínas de estruturas inca. Em um edifício, foi encontrado peças de bronze e uma argamassa com partículas moídas de óxido de cobre; este edifício foi denominado pelos arqueólogos de "Casa dos Cobres". Em outro edifício, denominado pelos arqueólogos de "Casa do Joalheiro", possui piso de laje de pedra, o único do sítio com esta característica; e em um dos recintos deste edifício, foi descoberto um nicho com vários fragmentos pequenos de sílex, conchas e malaquitas, polidores de pedras, entre outros artefatos. No terraço superior da colina, localiza-se o edifico denominado pelos arqueólogo de "A Igreja"; este edifício possui 3 recintos que se comunicam com dois pátios grandes e um curral; em frente de um dos recintos, há uma mesa de pedra talhada. Próximo do edifico "A Igreja", se localiza o edifício denominado pelos arqueólogos de "Casa 2". E na encosta da colina há duas estruturas de formato retangular, uma com 15 metros por 12,5 metros, e outra com 7 metros por 12 metros.

Categoria:Sítios arqueológicos da Argentina