Um paralogismo (do grego antigo παραλογισμός, palavra composta do prefixo παρά- pará, expressando oposição ou desvio, e λογισμός, logismós, 'raciocínio: 'falso raciocínio',) é um argumento ou raciocínio falaz, ou seja, falso, embora possa ter a forma de um silogismo e a aparência de verdade. Para alguns, o paralogismo é um tipo de sofisma; para outros, não é, pois entendem que sofisma é um raciocínio que simula estar de acordo com as regras da lógica, com a finalidade de produzir a ilusão da verdade e iludir o antagonista, enquanto o paralogismo é um raciocínio falso que se estabelece involuntariamente, não de má fé, isto é, não intencionalmente produzido para enganar.Ferrater Mora, José. Dicionário de Filosofia: "paralogismo"Dicionário Houaiss: 'sofisma' e 'paralogismo'.

Para Aristóteles, o paralogismo é como qualquer falso silogismo, isto é, como qualquer raciocínio errado quanto à forma, em razão da presença de um termo médio (termo comum às duas premissas) não unívoco, cujo significado é diferente em cada uma das premissas. Vocabolario Treccani: paralogismoBreve Resumo das Regras do Silogismo Aristotélico. Por Paulo Margutti. Assim, Aristóteles refere-se ao paralogismo como um raciocínio incorreto, apoiado em pressupostos não verdadeiros; nasce do erro, de uma "falha de definição". Não se trata, portanto, de contrafação ou deformação da racionalidade.Berti, Enrico.As Razões de Aristóteles. Loyola, 1998, p. 27.Aristóteles. Tópicos. Livro I. In Aristóteles. Volume I; seleção de textos de José Américo Motta Pessanha; tradução de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim da versão inglesa de W.A. Pickard. São Paulo: Nova Cultural, 1987.

Na filosofia kantiana, paralogismos transcendentais são os raciocínios errôneos aos quais a razão é induzida quando ultrapassa os limites da experiência, entrando nas contradições da dialética. Para Kant, o paralogismo consiste na transferência indevida da função transcendental para o plano da realidade empírica. Paralogismo. Por Guido Calogero. Enciclopedia Italiana (1935)] miniaturadaimagem|150x150px Exemplo esquemático para explicar o que é um Paralogismo: Suponhamos que temos uma teoria matemática (ou outra) onde foram deduzidas um conjunto de propriedades, numa sequência como a que está no esquema. Por exemplo, sabemos que a propriedade G depende de todas as anteriores, que a propriedade F não depende de A, mas que surgiu na sequência de B, C e E:

O José numa aula vai demonstrar a propriedade E e encontra uma forma fácil de a demonstrar à custa da propriedade G. Aí o Bruno dirá: isso é um paralogismo.

(darei mais tarde um exemplo concreto e frequente). Jmegsalazar 21h30min de 8 de fevereiro de 2021 (UTC)

Ver também Falácia

Categoria:Falácias lógicas