miniaturadaimagem|215x215px|Ayrton Senna, patrono do esporte brasileiro Os Patronos da Nação Brasileira são figuras históricas importantes selecionadas para representar as diversas áreas de contribuição e influência na formação e desenvolvimento do Brasil. Eles foram oficialmente designados pelo Senado Federal do Brasil em 2006, como parte das celebrações do bicentenário da Independência do Brasil. Os Patronos da Nação Brasileira representam diferentes setores da sociedade e campos de atuação, incluindo Política, Literatura, Ciências, Artes, e Religião. A seleção dos patronos foi baseada em seus significativos feitos e contribuições para a história e cultura do Brasil, bem como em seu papel inspirador para as gerações futuras. Alguns dos Patronos da Nação Brasileira incluem figuras históricas como:
Aldo Augusto Voigt, patrono dos oficiais especialistas em controle de tráfego aéreo da Aeronáutica O tenente-coronel Aldo Augusto Voigt (1942-2001) foi oficial especialista em controle de tráfego aéreo. Destacou-se no processo de migração dos centros de controle aéreo do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Brasília para as novas instalações do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) I. Também reformulou e modernizou o curso de formação de oficiais especialistas em tráfego aéreo da Escola de Oficiais Especialistas e de Infantaria de Guarda, em Curitiba, participando da implantação do Cindacta II (Curitiba), em 1983.
Ayrton Senna, patrono do esporte brasileiro Ayrton Senna foi piloto de Fórmula 1 nas décadas de 1980 e 1990 e tornou-se o maior ídolo brasileiro do automobilismo. Nasceu em São Paulo em 1960 e morreu em 1º de maio de 1994, após colidir com uma mureta de proteção no Grande Prêmio de San Marino.
Aleijadinho, patrono da arte Antonio Francisco Lisboa (1738-1814) é considerado o maior representante do barroco mineiro, sendo conhecido por suas esculturas em pedra-sabão, entalhes em madeira, altares e igrejas, como as capelas do Convento de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em São João Del Rei. Aleijadinho sofria de uma doença que o deixou com dificuldade para se mover, o que o obrigou a trabalhar sentado e usar ferramentas especiais para continuar a criar esculturas.
Augusto Ruschi, patrono da ecologia Augusto Ruschi (1915-1986) foi um agrônomo, naturalista e ecologista, tornando-se um respeitado especialista em beija-flores e orquídeas do Brasil. Também deixou grande coleção de fotografias e produziu inúmeros desenhos científicos. Foi professor e pesquisador em diversas instituições, como Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Ruschi foi um defensor ativo da conservação da natureza e da preservação da biodiversidade e um dos primeiros a alertar para a importância da Amazônia e da Mata Atlântica.
Aureliano Tavares Bastos, Patrono dos Municípios Brasileiros Aureliano Cândido Tavares de Bastos, foi um escritor, jornalista e doutor em direito e político, Tavares Bastos (1839-1875) foi deputado por Alagoas. Militou contra a centralização do Segundo Reinado em favor de um modelo de governo como o norte-americano. Morreu aos 36 anos e foi homenageado por ter sido um dos pioneiros na defesa da pauta federalista e da independência dos municípios.
Carlos Gomes, patrono da música erudita Antônio Carlos Gomes (1836-1896) é considerado o mais importante compositor de ópera do Brasil. Teve carreira de destaque na Europa e foi o primeiro compositor brasileiro a ter uma obra apresentada no Teatro Scala de Milão, na Itália. É autor da ópera O Guarani, baseada no romance de José de Alencar.
Carmen Portinho, patrona do urbanismo Carmen Velasco Portinho (1903-2001) foi engenheira geógrafa, engenheira civil, urbanista e professora de matemática. Uma das fundadoras da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, em 1922, movimento integrado ao sufragismo internacional, que buscava igualdade entre os sexos e independência da mulher. Carmen Portinho foi também engenheira-chefe na diretoria de obras da prefeitura do Distrito Federal e diretora do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Sua nomeação foi proposta no projeto de lei apresentado pelo seu sobrinho-neto Senador Carlos Portinho e aprovada pelo Senado Federal em dezembro de 2022.
Chico Mendes, patrono do meio ambiente Francisco Alves Mendes Filho (1944-1988) foi um seringueiro, sindicalista e ativista político. Defensor ativo da causa ambiental, lutou contra a destruição da Floresta Amazônica por madeireiros. Foi um dos fundadores do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri (AC). Em 1988, Chico Mendes foi assassinado por um grileiro de terras local. A morte teve repercussão internacional e ajudou a despertar a consciência sobre a importância da preservação do meio ambiente.
Dom Helder Câmara, patrono dos direitos humanos Dom Hélder Pessoa Câmara (1909-1999) foi arcebispo emérito de Olinda e Recife por 21 anos. Um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi grande defensor dos direitos humanos durante a ditadura militar. Desempenhou funções em organizações não governamentais, movimentos estudantis e operários, ligas comunitárias contra a fome e a miséria. Seu primeiro título veio em 1969, de doutor honoris causa pela Universidade de Saint Louis, nos Estados Unidos. Também recebeu vários prêmios nacionais e internacionais, como o Prêmio Martin Luther King, nos Estados Unidos e o Prêmio Popular da Paz, na Noruega. Foi o único brasileiro indicado quatro vezes a Prêmio Nobel da Paz. Duque de Caxias, patrono do Exército Apelidado de "O Pacificador" e "O Marechal de Ferro", Luís Alves de Lima e Silva (1803-1880), o Duque de Caxias, foi militar, político e monarquista. Permaneceu leal ao imperador Pedro I e serviu como mestre de armas de Pedro II. Em 1866, foi nomeado comandante-chefe na Guerra do Paraguai. Com a tomada de Assunção, em 1869, Caxias deu por encerrada sua participação na guerra.
Luís Alves de Lima e Silva nasceu no dia 25 de agosto de 1803 em uma fazenda chamada São Paulo, próximo da Vila Estrela, hoje no território do município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Filho de Francisco de Lima e Silva e Cândida de Oliveira Belo, Luís Alves de Lima e Silva cresceu em meio a uma ilustre família de militares, já que seu pai, tio e avô faziam parte do Exército. Aos 5 anos de idade, em maio de 1808, o menino foi alistado e se tornou cadete do 1º Regimento de Infantaria do Rio de Janeiro, obviamente um título “honorífico” por ele ser filho de um oficial militar, prática bem comum na época. Em 1818, entrou para a Real Academia Militar de Artilharia, Fortificação e Desenho, tornando-se Tenente. Quatro anos depois, em 1822, é declarada a independência do Brasil e Luís Alves ingressa no “Batalhão do Imperador”, unidade de infantaria criada por Dom Pedro I e comandada pelo seu tio José Joaquim de Lima e Silva. Entre 1832 e 1839, o então Tenente-Coronel Luís Alves de Lima e Silva ocupou o comando do Corpo de Guardas Municipais Permanentes, uma das denominações da atual Polícia Militar do Rio de Janeiro ao longo de sua bicentenária história. Durante o período de seu comando, passou a ser chamado de “O Pacificador”, um reconhecimento por ter debelado inúmeras rebeliões em diferentes estados do país. Duque de Caxias, título conquistado mais tarde, não se tornou símbolo de inspiração dos militares brasileiros por acaso ou apadrinhamento de poderosos. Foi um personagem fundamental na construção do Brasil como Nação de porte continental, liderando o combate a inimigos externos e internos.
Eduardo Gomes, patrono da Força Aérea Brasileira Eduardo Gomes (1896-1991) fez sua carreira no Exército até o posto de coronel. Em 1935, comandou o 1º Regimento de Aviação contra a Intentona Comunista. Em 1941, com a criação do Ministério da Aeronáutica, foi promovido a brigadeiro. Participou da organização e construção das Bases Aéreas que atuaram no esforço dos aliados na Segunda Guerra Mundial. Também foi candidato presidente da República por duas vezes, não vencendo as eleições. Eduardo Gomes foi um dos líderes da campanha pelo afastamento de Vargas após o atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, em agosto de 1954. Com o suicídio de Vargas, assumiu o Ministério da Aeronáutica no governo de Café Filho. Em 1964, participou do golpe de Estado que depôs o presidente João Goulart.
Florestan Fernandes, patrono da sociologia Antropólogo, escritor, político, sociólogo, professor universitário, Florestan Fernandes (1920-1995) é considerado um dos mais importantes intelectuais da esquerda no país. Ficou conhecido por sua contribuição à análise da sociedade brasileira, especialmente sobre a questão racial e social. Defendeu a tese de que o Brasil era uma sociedade plural, composta por vários grupos étnicos e raciais, e argumentou que a desigualdade social no país estava ligada à discriminação racial.
Getúlio Vargas, patrono dos trabalhadores Getúlio Dornelles Vargas (1882-1954) foi líder da Revolução de 1930, que pôs fim à República Velha, depondo seu 13º e último presidente, Washington Luís, e impedindo a posse do presidente eleito em 1º de março de 1930, Júlio Prestes. Após tomar posse por meio de um golpe de Estado, foi presidente da República de 1930 a 1945. Em 1951 voltou à Presidência eleito e ficou até 1954. É lembrado por reformas importantes durante seu governo, incluindo a criação de leis trabalhistas que promoveram avanços como jornada de trabalho limitada, férias remuneradas e licença por doença. Vargas também foi responsável por criar o Ministério do Trabalho. Foi defensor da industrialização e do desenvolvimento econômico. Cometeu suicídio no ano de 1954, com um tiro no coração, em seu quarto, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.
Jeronymo Baptista Bastos, patrono do desporto na Aeronáutica O brigadeiro Jeronymo Baptista Bastos (1903-1987) chefiou a delegação brasileira na Copa do Mundo de 1970, no México. Foi vice-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e também representou a extinta Confederação Brasileira de Desportos (CBD) nos Jogos Olímpicos de Roma (1960), dos Jogos Olímpicos de Tóquio (1964) e dos Jogos Olímpicos do México (1968), foi empossado na presidência do Conselho Nacional de Desportos (CND) em 1970 por indicação do presidente Médici.
Jorge da Silva Prado, patrono do material bélico da Aeronáutica Tenente-coronel Jorge da Silva Prado (1921-1991) foi especialista em armamento e dedicou toda a sua carreira à área de material bélico. Também foi chefe da Seção de Material Bélico do 1º Grupo de Caça na campanha da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália durante a Segunda Guerra Mundial.
Juscelino Kubitschek, patrono da urologia Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902-1976) foi presidente da República de 1956 a 1961. É lembrado pela campanha desenvolvimentista "50 anos em 5" e pela construção de Brasília. Antes de iniciar a carreira política, Juscelino se formou em medicina e se especializou em urologia, em Paris. De volta ao Brasil, atuou como médico cirurgião junto às tropas mineiras que lutavam contra os paulistas, na Serra da Mantiqueira, durante a Revolução Constitucionalista de 1932.
José Bonifácio, patrono da Independência