(bra: O Rio Fuefuki ou Murmúrio do Rio Fuefuki) é um filme japonês de drama histórico de 1960, dirigido por Keisuke Kinoshita e estrelado por Hideko Takamine. É baseado em um romance do escritor japonês Shichirō Fukazawa.
Sinopse O filme se passa no período Sengoku do Japão, abrangendo desde a Batalha de Iidagawara e o nascimento de Takeda Shingen, em 1521, até a Batalha de Tenmokuzan e a queda do clã Takeda, em 1582. Ele conta a trajetória de cinco gerações de uma família de agricultores, que vive numa casa às margens do rio Fuefuki, e cujo destino está indissociavelmente ligado ao poderoso clã Takeda. Os principais protagonistas são o casal de agricultores Sadahei e Okei, cujos dois filhos mais velhos viriam a se tornar guerreiros, e sua única filha, Ume, que acaba por seguir o caminho de serva da corte. Após a batalha final, Sadahei é o único sobrevivente da família. Ao descobrir uma bandeira do clã Takeda destruída e flutuando perto da margem do rio, ele a pega e eventualmente a joga de volta no rio.
Takahiro Tamura como Sadahei Hideko Takamine como Okei Ichikawa Somegorō VI como Sozo, primeiro filho Kichiemon Nakamura como Yasuzo, segundo filho Shinji Tanaka como Heikichi, terceiro filho Shima Iwashita como Ume, única filha do casal Yusuke Kawazu como Jiro Matsumoto Kōshiro VIII como Uesugi Kenshin Nakamura Kanzaburō XVII como Takeda Shingen
Recepção Fuefukigawa foi a segunda adaptação que Kinoshita fez de um livro do escritor Shichirō Fukazawa, após A Balada de Narayama, lançada 2 anos antes.
As opiniões de críticos e historiadores do cinema sobre Fuefukigawa são divididas. Alexander Jacoby detectou um "simples pacifismo" em seu tema central anti-guerra, carente de investigação das causas, fato que Jacoby já achava evidente em filmes anteriores de Kinoshita. Donald Richie, chamando Fuefukigawa de o último filme importante do diretor, considerou seu antitradicionalismo uma mera aparência, pois "rejeita apenas o pior da vida tradicional", mas aprova o resto, principalmente em relação a instituição da família. Marcus Stiglegger viu-o como uma versão pessimista inédita acerca do mito da grandeza do samurai, em contraste com os filmes épicos de samurai que Akira Kurosawa realizou na mesma época, e um dos filmes mais experimentais e espetaculares de Kinoshita.
Outros críticos também ressaltaram as técnicas que Kinoshita incorporou ao filme, sendo uma delas a adição de cor às imagens monocromáticas, efeito que Jacoby chamou de "um tanto esquemático". Segundo Richie, o uso da cor imita a xilogravura japonesa e enfatiza a teatralidade do filme. Além disso, Kinoshita inseriu fotografias, especialmente durante cenas de batalha, que "param e seguram a ação" (Richie), lembrando os efeitos visuais empregados no teatro kamishibai. Stiglegger comparou o congelamento das imagens com a rigidez de um sistema social que se esgotou em suas tradições.
Ligações externas
Categoria:Filmes da Shochiku Categoria:Período Sengoku na ficção Categoria:Filmes baseados em romances de autores do Japão Categoria:Filmes realizados por Keisuke Kinoshita Categoria:!Identificador IMDb igual ao Wikidata Categoria:!Predefinição Data do filme com 1 data de lançamento Categoria:Filmes do Japão de 1960 Categoria:Filmes de drama do Japão