Jéssica Iancoski (Curitiba, 10 de fevereiro de 1996) é uma escritora, poeta, designer gráfica, editora e articuladora cultural brasileira. Também publica sob o pseudônimo Eugênia Uniflora. É fundadora da associação e editora Toma Aí Um Poema, dedicada à difusão da poesia e à publicação de autorias contemporâneas.
Ganhou projeção nacional ao ser finalista do Prêmio Jabuti de 2022, na categoria Poesia, com o livro A Pele da Pitanga, e ao integrar a lista Forbes Under 30 Brasil 2025 na categoria Música e Literatura. Também atuou como curadora do Prêmio Literário da Cidade de Curitiba, em 2024.
Biografia Jéssica Iancoski Guimarães Ramos nasceu na cidade de Curitiba, estado do Paraná, em 10 de fevereiro de 1996. Desde cedo, quando tinha 7 anos, interessou-se pelo ofício poético. Quando tinha 16 anos, em 2012, teve o poema Rotina Decadente reconhecido pela Academia Paranaense de Letras.
Formou-se em Letras pela Universidade Federal do Paraná e em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, além de possuir especialização em Gestão de Negócios pela PUCPR e MBA em Gestão de Projetos pela Universidade Positivo.
Publicou diversas obras que têm sido estudadas em campos acadêmicos ligados à descolonialidade e linguagem neutra. Entre seus livros mais destacados estão TeXtosterona: do X a neutralidade dos Homens (Toma Aí Um Poema, 2021, poesia) - Finalista Prêmio Mix Literário 2022, A Pele da Pitanga (Toma Aí Um Poema, 2021, poesia) - Finalista Prêmio Jabuti 2022, Irreversível (Toma Aí Um Poema, 2022, poesia e arte gráfica), América Xereca (Toma Aí Um Poema, 2023, poesia) - Finalista Prêmio Mix Literário 2023 e Texto2terona (Coleção Frida Fúcsia, 2024, poesia).
É uma pessoa não binária e, em 2023, recebeu o Prêmio Sérgio Mamberti 2023 de Agente de Cultura Viva LGBTQIA+, concedido pelo Ministério da Cultura .
Em 2024, com recursos da Lei Paulo Gustavo, e apoio da Fundação Cultural de Curitiba, criou e coordenou as atividades do Prêmio Literário da Cidade de Curitiba, voltado exclusivamente para autores residentes em Curitiba.
Em 2025, foi incluída na lista Forbes Under 30 Brasil, na categoria Música e Literatura.
Prêmios
Prêmio Jabuti 2022: A Pele da Pitanga (Finalista na Categoria Poesia) Prêmio Mix Literário 2022 (MixBrasil) - TeXtosterona: do X à neutralidade dos homens. Prêmio Candango de Literatura 2022: As Laranjas de Alice Mazela (Vencedor na Categoria Capa) Prêmio Sérgio Mamberti 2023 (MinC) - Diversidade Cultural (Vencedor na Categoria Agente de Cultura Viva LGBTQIA+) Prêmio Mix Literário 2024 (MixBrasil) - América Xereca (Finalista) Prêmio Candango de Literatura 2025: O Revólver do Pai (Finalista na Categoria Capa) Forbes Under 30 Brasil 2025: incluída na lista na categoria Música & Literatura
Toma aí um poema É idealizadora do Toma Aí Um Poema, que possui uma editora, podcast e revista de divulgação poética.
Divulgação poética O podcast é o maior podcast lusófono do Spotify, destinado a declamação de poemas. Possui cerca de 65 mil ouvintes. Jéssica Iancoski foi responsável por produzir e distribuir mais de 1600 poemas para o audiovisual, nas páginas do Toma aí um poema, no Spotify, YouTube, Instagram e TikTok, somando mais de 1 milhão de acessos.
Editora A editora Toma Aí Um Poema, tem por foco escritores estreantes. Jéssica Iancoski é editora chefe e frisa o papel político da instituição:
“Queremos contribuir e estimular a literatura gratuita e livre para todos. Estamos incentivando a emancipação dos autores em relação às editoras prestadoras de serviço. Acreditamos em um mercado editorial mais justo e sem exploração.”
A editora é uma empresa sem fins lucrativos, e não cobra os escritores para publica-los. A arrecadação para publicação é realizada por financiamento coletivo e on-line. Iancoski foi editora responsável pela primeira publicação de pelo menos mil autores e autoras.
Publicações Publicou em várias antologias e revistas, nacionais e internacionais. Entre elas a Revista Ruído Manifesto, Germina - Revista de Arte e Cultura, Revista Acrobata, Revista Literatura & Fechadura, Revista Mallarmargens, Revista Carlos Zemek de Arte e Cultura, etc.
Já publicou no Brasil, Argentina, Colômbia, Espanha, Galiza e Portugal. Possui diversos livros digitais e físicos, entre eles:
Poesia
A Pele da Pitanga (2021), Eugênia Uniflora. Publicado pela Toma Aí Um Poema. TeXtosterona: do X a neutralidade dos Homens(2021). Publicado pela Toma Aí Um Poema. A.I: a Inteligência Artificial pode escrever poesia? (2021). Publicado pela Toma Aí Um Poema. IrreVERsível (2022). Publicado pela Toma Aí Um Poema. América Xereca (2023), Eugênia Uniflora. Publicado pela Toma Aí Um Poema. Texto2terona(2024). Publicado pela Toma Aí Um Poema.
Infantil
Por onde vai o barco (2017). Publicado pela Viseu. Fábulas de Anansi(2023). Publicado pela TAUPinha.
Ilustração
Mancha Gráfica (2023), de Katiuce Lopes Justino. Publicado pela Toma Aí Um Poema. A Filha das Mães (2024), de Giselle Ribeiro. Publicado pela TAUPinha.
Crítica A poesia de Jéssica Iancoski tem sido objeto de críticos e artistas de diferentes áreas, destacando sua força discursiva e impacto cultural.
Para Kaê Guajajara, rapper indígena e compositora, a poesia de Iancoski "carrega um tom de denúncia, resgatando elementos da cultura indígena para falar sobre os processos de urbanização, expor denúncias e mexer em feridas antigas".
O poeta e ensaísta Marcelo Ariel descreve sua poesia como algo que "conversa com os territórios domados do antipresente em um discurso que é uma amálgama de fúria, alegria e urgência".
Já o professor doutor de literatura na Universidade de São Paulo e crítico literário Matheus Guménin Barreto, ressalta que os poemas de Iancoski "têm um frescor e um tom 'no bullshit, folks'".
Para Isa Corgosinho, professora aposentada doutora de literatura da Universidade de Brasília e ensaísta, a poesia de Iancoski "é provocativa desde o título". Segundo Corgosinho, os poemas remetem ao discurso e às imagens do Manifesto Pau-Brasil, de Oswald de Andrade, mas com uma abordagem própria que explora "a síntese dos versos em tomadas cinematográficas cubistas da natureza X civilização". Ela destaca ainda a base irônica dos textos, que "desconstrói e denuncia os processos de aculturação dos povos originários". Os poemas de Iancoski, segundo Corgosinho, "se nutrem da inovadora fonte do concretismo e sua posição vanguardista na exploração verbivocovisual do poema, mirando, certeiros, o modo de exploração nas colônias latinas".
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