Fiat justitia, et pereat mundus é uma frase do latim que significa "Que a justiça seja feita, ainda que o mundo pereça". miniaturadaimagem| Uma inscrição Fiat iustitia pereat mundus na escultura A Balança da Justiça em Kolín. Escultura foi feita por Ivan Erben em 2001. Esta frase foi utilizada notadamente por Fernando I, Sacro Imperador Romano (1556-1564), que tomou-a como lema, sendo uma de suas diretrizes para governar o império. Provavelmente se originou no livro de Johannes Jacobus Manlius (1563). É uma máxima que significa que uma decisão justa deve ser tomada a despeito de suas consequências práticas. Uma frase alternativa é Fiat justitia ruat caelum, que significa "Que a justiça seja feita, ainda que os céus caiam".

Um de seus usos famosos é o de Immanuel Kant, em seu 1795 Paz Perpétua: Um Esboço Filosófico (Em alemão: Zum ewigen Frieden. Ein philosophischer Entwurf). Na obra, o autor resume a natureza contrautilitária de sua filosofia moral, na forma , que ele parafraseia como "Deixe a justiça reinar mesmo que todos os patifes do mundo pereçam dela." O filósofo alemão Hegel alterou a sentença para «fiat iustitia ne pereat mundus», significando «faça-se justiça para quem o mundo não pereça»,​ de modo a harmonizar a justiça com o mundo. Ludwig von Mises escreveu em seu "Ação Humana", "O economista utilitarista não diz: Fiat justitia, pereat mundus. Ele diz: Fiat justitia, ne pereat mundus." ("Faça-se a Justiça, para que o mundo não pereça", ou também "Faça-se a justiça, e o mundo não pereça").

Ver também , frase de teor similar.

Referências

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