Dorceta E. Taylor (1957) é uma socióloga ambiental americana (embora nascida na Jamaica) conhecida por seu trabalho sobre justiça ambiental e racismo no movimento ambientalista. Ela é Reitora Associada Sênior de Diversidade, Equidade e Inclusão na Yale School of the Environment, bem como Professora de Justiça Ambiental. Antes disso, foi Diretora de Diversidade, Equidade e Inclusão na Escola de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEAS) da Universidade de Michigan, onde também atuou como Professora Colegiada James E. Crowfoot de Justiça Ambiental. A pesquisa de Taylor abrange história ambiental, justiça ambiental, política ambiental, lazer e recreação, gênero e desenvolvimento, assuntos urbanos, relações raciais, ação coletiva e movimentos sociais, empregos verdes, diversidade no campo ambiental, insegurança alimentar e agricultura urbana.

Uma pesquisadora da justiça ambiental, o trabalho de Taylor ganhou inúmeros prêmios. Seu livro de 2009, The Environment and the People in American Cities: 1600s-1900s, foi a primeira história de injustiça ambiental na América. Sua obra Toxic Communities, de 2014, foi aclamado como um "porta-estandarte" para estudos sobre justiça ambiental. Por fim, seu terceiro projeto literário, The Rise of the American Conservation Movement, é uma "arrebatadora história social" que desafia a narrativa da história ambiental e inspira os leitores a "reconsiderar quase tudo".

Primeiros anos e educação Taylor nasceu e foi criada na zona rural da Jamaica. Ela concluiu o bacharelado em Estudos Ambientais e biologia (com honras) pela Universidade Northeastern Illinois, na cidade de Chicago, no ano de 1983. Em seguida, obteve um mestrado em ciências florestais pela Universidade Yale em 1985. Três anos depois, garantiu mestrado em arte e em filosofia. Posteriormente, foi doutorado conjunto em sociologia e estudos florestais e ambientais da Escola de Florestas e do Departamento de Sociologia da Universidade de Yale em 1991. Ela foi a primeira mulher afro-americana a obter um doutorado na Yale School of Forestry & Environmental Studies.

Carreira acadêmica Taylor recebeu uma bolsa de pós-doutorado da Fundação Nacional da Ciência em 1991 para estudar o ativismo ambiental de minorias étnicas na Grã-Bretanha. Ela se afiliou ao Departamento de Geografia da University College of London enquanto conduzia sua pesquisa. No ano seguinte, obteve uma bolsa de pós-doutorado da Fundação Ford/Rockefeller e Underclass Postdoctoral Fellowship na Universidade de Michigan. A escolha foi realizada em conjunto entre a Ford School of Public Policy e a School of Social Work.

Em 2010, ganhou o prêmio Allan Schnaiberg Outstanding Publication pelo livro Environment and the People in American Cities, 1600s-1900s: Disorder, Inequality, and Social Change (Duke University Press, 2009). Taylor foi presidente da Seção de Meio Ambiente e Tecnologia da Associação Americana de Sociologia de 2012 a 2013.

Em 2012, Taylor tornou-se a principal investigadora de uma concessão de cinco anos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para estudar disparidades raciais e de classe no acesso a alimentos no estado de Michigan.

Em 2014, foi celebrada pela cidade de São Francisco como uma das 29 ambientalistas negras que fizeram “mudanças reais e duradouras”.

Em 2015, Taylor se tornou professora catedrática do James E. Crowfoot Collegiate de Justiça Ambiental e Diretora da Diversidade, Equidade e Inclusão da Escola de Meio Ambiente e Sustentabilidade (abreviado em inglês: SEAS) da Universidade de Michigan.

Em 2018, foi celebrada por uma ampla gama das organizações ambientais mais proeminentes do mundo. Ela recebeu o prêmio Women in Conservation Rachel Carson da National Audubon Society, o prêmio Freudenburg Lifetime Achievement da Association of Environmental Science and Studies, o prêmio presidencial de Excelência de Mentoria em Ciência, Matemática e Engenharia (em inglês: PAESMEM), o prêmio Distinguished Faculty Achievement da Universidade de Michigan e o prêmio presidencial da Detroit Audubon Society.

Em 2021, Taylor tornou-se a primeira reitora associada sênior de diversidade, equidade e inclusão na Yale School of the Environment.

Trabalho sobre diversidade em organizações ambientais O trabalho de Taylor sobre a exclusão racial no movimento ambientalista começou em 1989, com seu artigo "Blacks and the Environment: Toward an Explanation of the Concern and Action Gap between Blacks and Whites", e ela escreveu vários artigos sobre o assunto na revista início dos anos 1990. Em 2014, Taylor escreveu um relatório inovador sobre diversidade em organizações ambientais. As conclusões do relatório, de que as organizações ambientais falharam em representar a diversidade da população americana em sua liderança, provocaram uma tempestade de controvérsias. O relatório foi encomendado pela iniciativa de diversidade Green 2.0, que continua a rastrear dados de diversidade para as 40 maiores organizações ambientais. Para expandir esse trabalho, em 2018, Taylor publicou um relatório atualizado que examinava o status da diversidade em mais de duas mil organizações ambientais americanas sem fins lucrativos, e até que ponto elas relatavam suas características demográficas e atividades de diversidade no sistema de relatórios GuideStar. Em 2019, Taylor publicou uma nova pesquisa sobre a falta de relatórios de diversidade em organizações ambientais.

Iniciativa de Desenvolvimento de Liderança Ambiental Minoritária Com financiamento da Fundação Joyce, Taylor fundou a Iniciativa de Desenvolvimento de Liderança Ambiental Multicultural (abreviado do inglês: MELDI) em 2003. Em 2005, organizou uma conferência nacional e, dois anos mais tarde, uma internacional com o objetivo de avaliar o estado da diversidade no campo ambiental e planejar o aumento da diversidade no futuro. Vários trabalhos apresentados na conferência de 2007 foram publicados no livro Environment and Social Justice: An International Perspective.

Taylor também conduziu quatro estudos sobre diversidade, financiados pela Fundação Joyce, Fundação Ford e Fundação Nacional da Ciência, e publicados em revistas acadêmicas BioScience, Journal of Environmental Education, Research in Social Problems and Public Policy e Environmental Practice.

Programa de Bolsas Ambientais Em 2015, Taylor lançou o Programa de Bolsas Ambientais (abreviado do inglês: EFP) em parceria com a Environmental Grantmakers Association. O EFP é um programa nacional que busca diversificar o campo filantrópico ambiental e de conservação por meio de estágios de verão remunerados de doze semanas para estudantes de pós-graduação em fundações parceiras e organizações sem fins lucrativos. Os financiadores do programa incluem CS Mott, Fundação Island, New York Community Trust, Fundação Pisces, e muito mais. O programa visa reduzir as barreiras à entrada em empregos de nível médio e sênior em organizações ambientais e fundações para profissionais de origens sub-representadas, conectando-os a mentores e dando-lhes experiência na área.

Doris Duke Conservation Scholars Program Também em 2015, Taylor iniciou na Yale School of the Environment, filial do projeto Doris Duke Conservation Scholars Program (abreviado do inglês: DDCSP), financiado pela Fundação Doris Duke Charitable. Em 2020, o programa mudou para Yale School of the Environment com Taylor. Este programa é um estágio de dois verões destinado a diversificar o setor de conservação, dando oportunidades a estudantes de origens sub-representadas no campo e àqueles comprometidos com a diversidade, equidade e inclusão. Por meio dessa experiência, aproximadamente vinte alunos de graduação ganham experiência a cada verão por meio de um verão de pesquisa de laboratório e um verão adicional de estágio com grupos ambientais.

Conferências de Diversidade, Equidade e Inclusão Em 2018, a Conferência New Horizons in Conservation - liderada por Taylor - ocorreu em Washington, D.C. Mais de 200 alunos, professores, ex-alunos do Programa Ambiental e Doris Duke Conservation Scholars Program e profissionais de conservação — a maioria deles pessoas de cor — se reuniram para "celebrar e avaliar" a diversidade, a equidade e a inclusão no setor ambiental, marcando um marco na história da conservação. "Os estudantes e jovens profissionais que participaram desta conferência representam o futuro da conservação", disse Taylor sobre a conferência, "Eles são multiculturais, multifacetados e talentosos, e estão preparados para assumir papéis de liderança neste setor. A diversidade beneficia a todos nós, e há força nisso." A programação incluiu uma extensa série de palestrantes, construção de comunidade e desenvolvimento de carreira e acadêmico para ex-alunos do programa.

A Conferência Novos Horizontes em Conservação é agora um encontro anual para pessoas com origens sub-representadas no campo da conservação e aquelas que estão comprometidas com os princípios de diversidade, equidade e inclusão. O evento atrai participantes de todo o país, em várias profissões e estágios de carreira, incluindo, entre outros, estudantes de graduação e pós-graduação, acadêmicos, profissionais ambientais, defensores de políticas e autoridades eleitas. A New Horizons também trabalha para reforçar os pipelines críticos construídos por programas de caminhos de diversidade em todo o país, fornecendo espaços para os participantes se conectarem com colegas, fazerem contatos, participarem de workshops e treinamentos práticos de desenvolvimento profissional, participarem de viagens de campo locais e ouvirem de diversas gama de líderes e visionários no campo. A segunda conferência anual New Horizons in Conservation ocorreu em Chicago, Illinois, em abril de 2019. A terceira conferência anual foi planejada para acontecer em Ann Arbor, Michigan, em abril de 2020, mas foi cancelada devido à pandemia de COVID-19. A conferência foi organizada virtualmente pela Yale School of the Environment em 2021, com mais de 800 participantes de vários países. A conferência de 2022 será realizada em New Haven, Connecticut.

Iniciativa de Justiça, Equidade, Diversidade e Inclusão Em 2021, Taylor iniciou a Iniciativa de Justiça, Equidade, Diversidade e Sustentabilidade (abreviado do inglês: JEDSI) na Yale School of the Environment. JEDSI procura examinar a relação entre desigualdades sociais, experiências vividas e resultados ambientais. JEDSI atualmente se concentra em oito áreas principais de pesquisa, ensino e prática: História Ambiental-Natureza, Experiências ao Ar Livre, Atitudes e Percepções Desigualdades Ambientais, Resiliência e Sustentabilidade Alimentação e Agricultura: Acesso, Soberania, Justiça Alimentar Diversidade Institucional, Transparência e Força de Trabalho Programação do Caminho da Diversidade Dinâmica Novos Horizontes na Conservação Orientação de Conferências e Perfis de Profissionais Ambientais de Cor.

Trabalho pela justiça ambiental