Casa de Alvenaria - Volume 2: Santana é o segundo de dois volumes autobiográficos da escritora brasileira Carolina Maria de Jesus publicados em 2021 pela Companhia das Letras. Possui prefácios de Conceição Evaristo e da filha da autora, Vera Eunice de Jesus.

Publicado em 2021, juntamente com a reedição do primeiro volume original, o livro inclui os relatos da autora de dezembro de 1960 a 1963, com a maioria dos capítulos se passando no ano de 1961, onde De Jesus segue narrando as dificuldades de sua vida após o sucesso de seu primeiro livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, agora morando no bairro de Santana em São Paulo.

Contexto De Jesus nasceu em Sacramento, no estado de Minas Gerais, mas viveu boa parte de sua vida na favela do Canindé, na cidade de São Paulo, onde escreveu seu best-seller, Quarto de Despejo. Após o sucesso alcançado com esta publicação, De Jesus e seus três filhos se mudam do local onde moravam, para o porão da casa de um empresário em Osasco, na Grande São Paulo. Após um ano do início do primeiro volume, De Jesus se muda novamente com os filhos para uma casa recém-comprada no bairro de Santana em São Paulo e lá escreve este segundo volume de Casa de Alvenaria.

Publicação O segundo volume foi publicado, juntamente o primeiro, pela Companhia das Letras em 2021.

Sinopse O livro segue acompanhando as mudanças na vida da escritora após o sucesso de seu primeiro livro. De Jesus finalmente realiza o sonho de ter sua casa própria e se muda para o bairro de Santana em São Paulo.

A autora passa a conviver com uma realidade muito diferente daquela em que vivera até então: passa a frequentar jantares, eventos diversos e sessões de lançamento e autógrafos de seus livros, chega até mesmo a conhecer diversos políticos e outras pessoas influentes de sua época. Decepcionada com o que vivia agora que trocara o "quarto de despejo" pela "sala de visita", a escritora passa a se queixar de não ter tempo para continuar escrevendo, que gostaria de se dedicar à escrita de romances e poesia, porém, só conseguia se dedicar a continuar escrevendo seus diários. De Jesus constantemente se queixava de estar cansada com tantos compromissos a cumprir como escritora.

A escritora se queixa das pessoas que passam a procurá-la, muitas vezes para pedir dinheiro, das amizades falsas que se aproximam dela após a fama, do racismo velado e da hipocrisia das pessoas que conhece nesses novos ambientes. Ao escancarar suas críticas contra essa elite social que ela conhecera naquele momento, De Jesus mantém viva a sua visão crítica sobre a sociedade brasileira, traço marcante de sua escrita desde o primeiro livro, e chega até mesmo a dizer que é "descendente da bomba atômica".

O livro se encerra com a mudança da escritora e seus filhos para um pequeno sítio na região de Parelheiros em 1963, onde a escritora seguiria morando até sua morte em 1977.

Ver também Autorretratística Literatura confessional

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