O Cerco de Diu de 1531 deu-se quando uma forte armada portuguesa sob o comando do governador Nuno da Cunha tentou tomar a cidade guzerate de Diu pela força das armas, sem sucesso. A vitória deveu-se em parte devido ao poder de fogo empregue por Mustafá Bairã, um mercenário de origem árabe antes ao serviço do Império Otomano.Guns for the sultan: military power and the weapons industry in the Ottoman Empire, Gábor Ágoston, page 194, 2005

Pouco antes do cerco, os portugueses derrotaram cerca de 800 soldados inimigos na ilha de Betel , massacrando-os por completo. Monteiro (1991), p.205 Morreram 9 Frederick Charles Denvers: The Portuguese in India, W.H. Allen & Company, 1894, p. 401. ou 17 portugueses e ficaram feridos 120. Navegaram depois para Diu, mas os muçulmanos obrigaram-nos a retirar, matando 14. Monteiro, 1991, p.209

Embora Diu tenha sido defendida, a vitória guzerate durou pouco: foi imposto um bloqueio naval a Diu e a armada portuguesa foi desviada para cidades guzerate mais expostas.Denvers, 1894, p.403. Goga, Surrate, Mangrol, Somnate, Baçaim, Trapor, Quelva, Maim, Bulçar, Agaçaim, Patão, Pate e muitas povoações menores foram atacadas e saqueadas, algumas jamais recuperando.Pearson, Michael Naylor (1976). Merchants and Rulers in Gujarat: The Response to the Portuguese in the Sixteenth Century. University of California Press, pg. 76Denvers 1894, p.402-404Gazetteer of the Bombay Presidency, Volume 13, Government Central Press, 1882, p.451

Em 1534, o sultão Badur de Guzerate assinou um tratado de paz com o governador Nuno da Cunha, concedendo aos portugueses o território de Baçaim, incluindo Bombaim. Em 1535, os portugueses foram autorizados a construir uma fortaleza em Diu.

Ver também Cerco de Diu Conflitos Luso-Guzerates Índia Portuguesa

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