O Primeiro Comando de Vitória (PCV) tem sede no Bairro da Penha, que fica na região conhecida como território do bem, e surgiu em 2010, em um modelo parecido com o Primeiro Comando da Capital (PCC), mas hoje é afiliado ao Comando Vermelho (CV).
Análises do Centro de Inteligência e Análise Telemática da Polícia Civil (Ciat) identificaram que esse grupo criminoso se articulou com o passar dos anos, mesmo com o trabalho policial de combate ao tráfico de drogas na região.
Entre as principais áreas de atuação da organização, estão os bairros Itararé, Bonfim, Penha e São Benedito. As investigações apontam que há, ainda, ramificação por diversos municípios da Grande Vitória e do Norte do Estado
História A facção foi criada por Carlos Alberto Furtado (Nego Beto) quando foi para um sistema penitenciário federal, com membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo. Foi formado o Estatuto do Primeiro Comando de Vitória datado de 2010 com 10 artigos e, atualmente, tem 33 artigos. O Estatuto do PCV é muito parecido com o da facção paulista. Depois, viraram aliados do Comando Vermelho (CV), no Rio de Janeiro.
Núcleo de Comando Central
Carlos Alberto Furtado, vulgo Nego Beto João de Andrade, vulgo Joãozinho da 12 Itamar Martins Falcão Cleuton Gomes Pereira, vulgo Frajola Gleydson Luiz de Oliveira, vulgo Gleycinho
Estrutura do Primeiro Comando de Vitória
Comando Central: fica dentro do presídio e avalia as principais determinações da organização. Cada membro tem um voto e juntos decidem a abertura de guerras contra os bairros; Lideranças: cada morro tem uma liderança. A Polícia Civil explica que a ideia é ter um líder local do próprio bairro, em uma espécie de “franquias”. Os membros não pegam em armas, só dão determinações; Gerentes: existem gerentes por localidade, por tipo de droga e por quantidade de material ilícito vendido. Eles gerenciam o tráfico nos bairros; Contenção: conhecidos como “faixa preta”, pegam em armas, cometem os homicídios e têm que defender o bairro; Vapores e visão: os “vapores” são os que efetivamente vendem as drogas e acabam ficando mais expostos às operações policiais, já os do “visão”, são a parte mais baixa da pirâmide do crime, ficam com radiocomunicadores, fazem os foguetórios e não estão dentro da divisão dos recursos, recebendo R$ 120 por uma jornada de 12.
Categoria:Organizações criminosas do Brasil