Chatô, o Rei do Brasil é um filme brasileiro, dirigido e produzido por Guilherme Fontes, com roteiro baseado na obra homônima de Fernando Morais.

Chatô traz uma versão romantizada da vida do Paraibano Assis Chateaubriand, magnata da comunicação e fundador dos Diários Associados. No longa, ele é interpretado por Marco Ricca, identificando traços de personalidade como o cinismo e o deboche, além de seu lado mulherengo e extrovertido. A vida de Chateaubriand é analisada a partir de um AVC, que o faz delirar com um julgamento transmitido pela TV em pleno horário nobre de domingo, onde antigos amores e desafetos se unem para o acerto de contas.

O filme começou a ser produzido em 1995, com previsão de lançamento para 1997, e depois adiado para 1999, ano em que foi interrompido. O material foi engavetado devido à suspeita de que, na primeira tentativa de lançar-se como diretor, Guilherme Fontes tenha se envolvido em um grande escândalo de mau uso de verbas governamentais destinadas ao cinema e à cultura. O filme só foi concluído em 2015.. 'Chatô' é considerado o caso mais notável de um 'Development hell' na indústria do entretenimento Brasileira.

Guilherme Fontes buscou inspiração no clássico Cidadão Kane, de Orson Welles; em Martin Scorsese, Federico Fellini; e no Cinema Novo.

Sinopse Partindo do momento em que Assis Chateaubriand sofre uma trombose em 1960, a narrativa também conta suas origens, de criança pobre na Paraíba a magnata da mídia, e põe Chatô imaginando estar sendo julgado em um programa de televisão.

Elenco Marco Ricca.... Assis Chateaubriand Andréa Beltrão.... Vivi Sampaio (reúne muitas características de Aimée Soto-Maior de Sá, figura da sociedade carioca) Paulo Betti.... Getúlio Vargas Leandra Leal.... Lola Letícia Sabatella.... Maria Eudóxia Eliane Giardini.... Consuelo Gabriel Braga Nunes.... Carlos Rosemberg (inspirado em Samuel Wainer, fundador do jornal Última Hora, e no jornalista Carlos Lacerda)Enfim,‘Chatô’: filme de Guilherme Fontes sai-se bem com as emendas, acesso em 07 de dezembro de 2015. Zezé Polessa.... Germana de Almeida, 1ª sogra de Chateaubriand (baseada em Ana Louise Lundgren, dona das Pernambucanas) Liliana Castro.... Ingrid Borgoin Marcos Oliveira.... Teddy Ricardo Blat..... Manuel Alexandre Régis.... Afrânio José Lewgoy.... General Walmor Chagas..... General Guilherme Fontes.... Apresentador de Tv

Para evitar complicações com familiares e herdeiros, a maioria dos personagens reais tiveram seus nomes alterados, ou seus papéis combinados em amálgamas.

Produção Guilherme Fontes declarou que seu interesse em adaptar a vida de Assis Chateaubriand era "um Forrest Gump brasileiro", bem como "uma tragicomédia musicada, minha estratégia pessoal para, no futuro, reinventar personagens da história brasileira e construir uma nova dramaturgia". Para garantir que a ambiciosa produção fosse realizada, Guilherme Fontes articulou uma parceria com a American Zoetrope de Francis Ford Coppola. Montou um escritório no quartel general da empresa em San Francisco e passou oito meses discutindo instâncias técnicas, artísticas e promocionais da produção, incluindo vários subprodutos, como os documentários televisivos Dossiê Chatô e Cinco dias que abalaram o Brasil (sobre Chateaubriand e suicídio de Getúlio Vargas, respectivamente) e uma sitcom chamada O Caudilho e o Jagunço, sobre as relações de Chateaubriand e Getúlio.Garcia Lima, César. "Uma Visita ao Set de Chatô". SET, maio de 1999 (pp.54-57)Guilherme Fontes diz que apresenta A Zoebra Filmes foi fundada em julho de 1998 no Jardim Botânico.Parceria se resume a estúdio

A primeira versão do roteiro foi feita pelo cineasta gaúcho Carlos Gerbase, autor de diversas minisséries da TV Globo. Após passar por mais três roteiristas, o texto foi traduzido para o inglês e mandado para a American Zoetrope. Os americanos gostaram, mas adicionaram que não dava para avaliar sem conhecer o livro. Às pressas, uma equipe do Instituto Alumni traduziu o livro de Fernando Moraes em uma semana ao custo de US$ 20 mil, enviada por e-mail para a Zoetrope. Após ler o livro, o estúdio pediu ao roteirista Matthew Robbins para criar seu script. Robbins viajou para o Rio, leu Chatô, o Rei do Brasil'' repetidamente em um apartamento no Copacabana Palace, e chegou a visitar a cidade natal de Chateaubriand, a pequena cidade de Umbuzeiro no agreste da Paraiba, antes de voltar para Los Angeles para escrever seu roteiro. A versão de Robbins foi então vertida para o texto final por João Emanuel Carneiro.Morais, Fernando. "Chatô, o Filme". Playboy Brasil, maio de 1999 (pp.87-93)

O produtor executivo Júlio Uchôa justificou o elevado orçamento de 8 milhões de reais, 70% dos quais se originaram das leis de captação de recursos, dizendo que "o cinema brasileiro não está montado como indústria". A produção transcorria seis dias por semana, em doze horas diárias, principalmente no Pólo Rio de Cine e Vídeo, em Jacarepaguá. Setenta cenários diferentes foram usados, incluindo locações reais na cidade do Rio de Janeiro e no Nordeste. Marco Ricca, escalado para interpretar Chatô, engordou 13 quilos e usou cinco perucas e variados apliques para ficar mais parecido com seu personagem. Ricca declarou não ter baseado sua interpretação no livro, mas na compulsividade do diretor Guilherme Fontes, tentando "fazer com que o personagem fosse simpático ao público, porque a falta de caráter dele é tão evidente que na primeira cena já poderia haver um pré-julgamento". Ambições da produção incluíram 5700 figurantes, e efeitos especiais para imitar a Copacabana dos anos 50 e Nova York no inverno.

Problemas judiciais Em 22 de fevereiro de 2008 a Controladoria-Geral da União (CGU) determinou que Fontes e Yolanda Machado Medina Coeli, sócios proprietários da Firma Guilherme Fontes Filme Ltda, devolvessem aos cofres públicos o valor de R$ 36,5 milhões. A auditoria da CGU concluiu pela "irregularidade" das contas. O processo foi instaurado pela Ancine do Ministério da Cultura."CGU vê quebra de contrato em 'Chatô, o Rei do Brasil'", G1, 22 de fevereiro de 2008 (visitado em 28 de abril de 2010).

O ator e diretor Guilherme Fontes foi condenado a três anos, um mês e seis dias de reclusão por sonegação fiscal pela juíza da 19ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, Denise Vaccari Machado Paes.

Fontes, no entanto, não será preso; por decisão judicial, a pena foi convertida em trabalho comunitário de sete horas semanais - pelo mesmo período -, além do pagamento de 12 cestas básicas de R$ 1 mil para instituições sociais no Rio de Janeiro."Guilherme Fontes é condenado a três anos de prisão por sonegação fiscal", O Globo, 27 de abril de 2010 (visitado em 28-4-2010).

A sentença é de 8 de março de 2010, mas só foi publicada no dia 8 de abril e veiculada pela mídia em 27 de abril. No dia 19, o ator entrou com recurso questionando a decisão.

A ação judicial refere-se ao ano de 1995, quando a empresa de Fontes - a Guilherme Fontes Filmes Ltda - iniciou a captação de recursos para a produção do longa-metragem "Chatô - O Rei do Brasil", primeiro filme dirigido por ele e que demorou vinte anos para ser concluído.

Em 2014, Fontes foi mais uma vez condenado e teria que devolver R$ 66,2 milhões aos cofres públicos. Em nota, o ator informou que pretendia recorrer da decisão do tribunal. “Aos amigos e aos fãs respondo mais uma vez: lutarei contra toda e qualquer violência contra minha pessoa. E esta me parece ser mais uma. Mas vamos falar de flores: antes do Natal, iniciaremos o lançamento do filme. A partir de dezembro inicio o primeiro dos 10 previews oficiais que faremos em todo o Brasil”, disse Fontes. Além dos R$ 66,2 milhões, o ator teria que pagar uma multa de R$ 5 milhões.

Prêmios Melhor Diretor - prêmio APCA - Associação paulista de críticos de arte de São Paulo. Grande vencedor do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2016, levando os 4 prêmios concedidos a longa-metragens:ABCINE

Melhor Direção de Fotografia em Longa-Metragem – José Roberto Eliezer, ABC Melhor Direção de Arte em Longa-Metragem – Gualter Pupo Melhor Montagem em Longa-Metragem – Felipe Lacerda e Umberto Martins, ABC Melhor Som em Longa-Metragem''' – Mark van der Willigen, Pedro Lima, Sérgio Fouad e Marcelo Cyro

Categoria:Filmes do Brasil de 2015 Categoria:Filmes biográficos do Brasil Categoria:Filmes de comédia do Brasil Categoria:Filmes em língua portuguesa Categoria:Filmes biográficos da década de 2010 Categoria:Filmes de comédia da década de 2010 Categoria:Filmes baseados em obras de Fernando Morais Categoria:Representações culturais de Getúlio Vargas Categoria:Filmes baseados em biografias Categoria:Representações culturais de Carlos Lacerda Categoria:Assis Chateaubriand