O Parque Estadual de Sagarana é uma unidade conservação de proteção integral da esfera estadual mineira, criado em 2018. O parque é localizado no noroeste de Minas Gerais e se encontra dentro do município de Arinos. O bioma presente no parque é o Cerrado, o parque ainda não possui plano de manejo publicado. Anteriormente, à área do parque era uma estação ecológica estadual que foi criada em 2003, a mudança de categoria da área protegida permite o acesso de visitantes para além de fins de pesquisa científica.

História O parque foi criado pela Lei estadual nº 22.897, de 11 de janeiro de 2018, como unidade de conservação de proteção integral, na categoria de parque estadual. A área havia sido instituída como estação ecológica estadual por decreto estadual de 21 de outubro de 2003; a recategorização para parque, em 2018, manteve a proteção integral e passou a permitir a visitação pública, além da pesquisa científica. No Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), a categoria parque estadual integra o grupo das unidades de proteção integral, que admitem apenas o uso indireto dos recursos naturais; na classificação da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), corresponde à categoria II. O nome da unidade faz referência a Sagarana, livro de contos do escritor João Guimarães Rosa; a sede do parque abriga esculturas em homenagem a essa obra e a Grande Sertão: Veredas.

Geografia A unidade abrange cerca de 2 340 hectares no município de Arinos, no noroeste de Minas Gerais, integralmente no bioma Cerrado. Situa-se na Região Geográfica Intermediária de Patos de Minas e tem cerca de 2 340 hectares de Cerrado preservado. A unidade é apontada como responsável pela manutenção dos recursos hídricos da região, protegendo nascentes e cursos d'água locais.

Biodiversidade A flora do parque inclui espécies típicas do Cerrado, como aroeira-do-sertão, ipê, jacarandá, jatobá, sucupira e peroba, além de uma espécie endêmica conhecida como folha-miúda-de-sagarana, registrada na unidade. A vegetação preservada é representativa das fitofisionomias do Cerrado do noroeste mineiro. Entre a fauna registrada estão a onça-pintada, a onça-parda, o tamanduá-bandeira e a arara-vermelha, ao lado de outras aves, répteis e anfíbios. A ocorrência de grandes mamíferos, como a onça-pintada e o tamanduá-bandeira, e de aves de grande porte, como a arara-vermelha, reflete a relevância da unidade para a conservação da fauna do Cerrado.

Gestão O parque é administrado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), por meio de seu Escritório Regional Noroeste. Até 2026, a unidade ainda não dispunha de plano de manejo publicado.

Atrações O parque possui uma sede com espaço para visitação com esculturas em homenagem as obras Grande Sertão Veredas e Sagarana. Dentro do parque existem duas cachoeiras, Cachoeira do Boi Preto e Cachoeira do Marques. A sede administrativa, arborizada, é aberta à visitação, atividade que passou a ser permitida após a recategorização da área em parque, em 2018. As cachoeiras e as trilhas tornam a unidade um ponto de ecoturismo no noroeste de Minas Gerais.

Sagarana