Repetição espaçada é uma técnica de aprendizado baseada em evidências usualmente utilizada com flashcards (cartões de memorização). Flashcards recém-introduzidos e mais difíceis são mostrados com maior frequência, enquanto os mais antigos e menos difíceis são mostrados com menor frequência para explorar o efeito de espaçamento. Foi comprovado que o uso de repetição espaçada aumenta a taxa de aprendizado.

Embora o princípio seja útil em muitos contextos, a repetição espaçada é normalmente utilizada em contextos onde o aprendiz deve se recordar de muitos itens e os reter indefinidamente na memória. Dessa forma, é empregada no processo de aquisição de vocabulário no processo de aprendizagem de uma segunda língua. Vários programas de software de repetição espaçada foram desenvolvidos para auxiliar o processo de aprendizagem. Também é possível realizar repetições espaçadas com flashcards usando o sistema Leitner.

História

A base de pesquisa para a repetição espaçada foi iniciada por Hermann Ebbinghaus que sugeriu que o esquecimento de informações ao longo do tempo segue uma curva de esquecimento. O esquecimento, porém, pode ser evitado com a repetição do conteúdo, em especial com técnicas de recuperação ativa da informação (active recall).

O treinamento com repetição espaçada foi testado pela primeira vez por Landauer e Bjork em 1978; eles reuniram um grupo de estudantes de psicologia mostrando aos estudantes fotos de certas pessoas seguidas pelo nome dos indivíduos. Com a repetição espaçada, os estudantes conseguiram associar o nome e o rosto dos indivíduos ao longo do tempo.

Schacter, Rich e Stampp, em 1985, pesquisaram o uso da técnica por pessoas que têm amnésia e outros distúrbios de memória. Os resultados mostraram que o uso da repetição espaçada pode ajudar não apenas os estudantes, mas também indivíduos que lidam com problemas de memória.Hawley, K. S., Cherry, K. E., Boudreaux, E. O., & Jackson, E. M. (2008). A comparison of adjusted spaced repetition versus a uniform expanded repetition schedule for learning a name-face association in older adults with probable Alzheimer's disease. Journal of Clinical & Experimental Neuropsychology, 30(6), 639–649. . Em 1989, C.J. Camp descobriu que usar essa técnica com pacientes de Alzheimer pode aumentar a duração da memória de fatos específicos. Esses resultados demostraram que a expansão do intervalo de tempo implica em maiores benefícios para a memória.

Categoria:Métodos de aprendizagem