Metzgeria psilocraspeda é uma espécie de planta do gênero Metzgeria e da família Metzgeriaceae.
Tem distribuição restrita ao sudeste e sul do Brasil, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina predominando na Mata Atlântica, entre 0–2000 metros de altitude, crescendo sobre troncos de árvores vivas, raramente sobre superfície rochosa, podendo eventualmente ser encontrada em áreas urbanas. É semelhante à M. liebmanniana e M. lechleri, mas Metzgeria liebmanniana não apresenta talo atenuado; a lâmina é maior (29–55 células de largura); costa em seção com de 4–6 fileiras de células epidérmicas dorsais e de 5–8 ventrais; margem com de 1–2(–3) rizoides; gemas discoides a liguladas, planas, com rizoides eretos, flexuosos ou em forma de gancho. 2) Metzgeria lechleri não apresenta talo atenuado; gemas discoides.
Forma de vida É uma espécie corticícola e talosa. Descrição Gametófito mediano, verde a verde escuro, azulado quando seco. Talo subplano, ondulado, não alongado, dicotomias irregulares de dois tipos: atenuado e não atenuado, ápice truncado-emarginado, geralmente ápice dos ramos atenuados decurvo-canaliculados, formando "cornos", em seção transversal lâmina uniestratificada 22-30 células de largura da margem a costa, células medianas mamilosas, de paredes delgadas a ligeiramente espessadas, trigônios ausentes, cutícula lisa; costa com 3-4 fileiras de células epidérmicas dorsais e 5-6 ventrais; medula com 15–22 células em 3-4 camadas, paredes ligeira a fortemente espessadas. Talo densamente hirsuto, rizoides medianos, eretos flexuosos a ligeiramente falcados, ramificados ou não, dispostos na margem, superfície ventral da lâmina e da costa, na margem esparsos 1 rizoides por célula, podendo estar ausentes em extensas regiões. Talo masculino ligeiramente menor que o feminino, com 14-20 células, costa com 3-4 fileiras de células epidérmicas dorsais, 5-6 ventrais, medula com17-18 células, 3-4 camadas. Gemas dorsais, concentradas nos ápices. liguladas a elípticas, planas, azuladas, rizoides poucos e curtos, geralmente em forma de "gancho" (8–9 células de largura). Dioico. Ramo masculino pequeno, globoso, sem rizoides. Invólucro feminino de largura-cordado, densamente hirsuto, rizoides eretos, dispostos na margem e superfície externa. Caliptra carnosa, claviforme a obpiriforme, hirsuta na superfície externa, rizoides eretos e longos. Possui cápsula globosa, com espessamentos nodulosos conspícuos na parede externa, espessamentos semianulares conspícuos na parede interna. Esporos pequenos a medianos, castanhos, tuberculados. Conservação A espécie faz parte da Lista Vermelha das espécies ameaçadas do estado do Espírito Santo, no sudeste do Brasil. A lista foi publicada em 13 de junho de 2005 por intermédio do decreto estadual nº 1.499-R.
Distribuição A espécie é encontrada nos estados brasileiros de Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Em termos ecológicos, é encontrada no domínio fitogeográfico de Mata Atlântica, em regiões com vegetação de áreas antrópicas, campos de altitude, floresta ombrófila pluvial e mata de araucária.
Notas Contém texto em CC-BY-SA 4.0 de Costa, D.P. Metzgeriaceae in Flora e Funga do Brasil.
Ligações externas Metzgeria psilocraspeda no projeto Flora e Funga do Brasil Metzgeria psilocraspeda no portal do Centro Nacional de Conservação da Flora (Brasil)
Categoria:Metzgeria Categoria:Flora do Espírito Santo (estado) Categoria:Espécies citadas na Lista Vermelha de Ameaça da Flora Brasileira Categoria:Espécies citadas na Lista de Espécies da Flora Ameaçadas do Espírito Santo