miniaturadaimagem|Artista Xadalu Tupã Jukupé diante de sua obra "Lágrimas do céu", doada ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro em 2026. Dione Martins da Luz, comumente conhecido como Xadalu Tupã Jekupé (Alegrete, Rio Grande do Sul, 12 de agosto de 1985) é um artista indígena que usa elementos da serigrafia, pintura, fotografia. Com o despertar do interesse pela arte, a representatividade indígena tomou o protagonismo de seu trabalho. Suas contribuições e sua origem estão ligadas ao povo que habitava as margens do Rio Ibirapuitã e a revelação de seu nome espiritual guarani, foi designado a partir de um ritual de nomeação em batismo Nhemongarai, pelo centenário cacique Karai Tataendy Ocã. As visões e inquietações das aldeias são levadas para a cidade em forma de arte urbana, mostrando os contrastes sociais entre a cultura indígena e a cultura ocidental. Xadalu, faz parte de uma geração de artistas ativistas voltados para o debate e luta contra o apagamento da cultura indígena no Rio Grande do Sul. Suas obras representam parte de suas vivências na aldeia e das conversas com sábios. O artista realiza temporadas de residência artística em aldeias do sul do Brasil e da Argentina, produzindo obras nas comunidades.

Em 2014 também participou do Sticker Connection, documentário de 19min, sob direção de Tiago Bortolini e produzido por Zeppelin Filmes. Em 2019 ganhou o prêmio de melhor filme Longa Metragem Júri Popular no Festival Internacional Amazônia, com Xadalu e o Jaguaretê. Em 2016 publicou o livro xadalu movimento urbano sobre a importância da arte urbana e contemporânea de Porto Alegre, que foi um projeto realizado pela Joner Produções com financiamento do Pró-Cultura-RS/ FAC/ Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul. Neste contexto, o trabalho de Xadalu contribui para que a visibilidade dos povos indígenas não seja apagada e cada vez mais a luta por territórios ganhe força. Ele também abre espaços para contar sua própria história de resistências e possibilitar que outros artistas indígenas também alcancem esse espaço, tornando possível conhecer suas vivências que carregam a bandeira da resistência e da luta por direitos.

Em 2026, tornou-se o primeiro indígena a ingressar como sócio no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. O artista já vem colaborando com a instituição há alguns anos, desenvolvendo obras inspiradas na leitura e na releitura crítica de documentos históricos que integram o seu acervo.

Prêmios

Prêmio Aliança Francesa, classificação em 1º lugar (2020); Prêmio Salão Anapolino, como artista selecionado (2020); Prêmio Fundação Iberê Camargo (2019); Prêmio Açorianos de Artes Plásticas, na categoria de Artista Revelação (2019); Prêmio Faces Artes Visuais Projeto Fauna Guarani (2016); Indicado para o Prêmio Açorianos Artes Plásticas (2016); Indicado para o Prêmio Açorianos Artes Plásticas (2015); Prêmio Humanidades (2014), pelo Instituto Brasileiro da Pessoa, homenagem pela defesa da causa indígena aliada às questões sócio culturais deste tempo; Melhor Artista, pela Expo Colex Mostra Internacional de Sticker Art, em Santos, São Paulo (2012).

Exposições Individuais

Xadalu Tupã Jekupé, Galeria Bolsa de Arte, São Paulo (2021); Cosmovisão, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro (2021); Área Indígena, Ação da Bandeira do MAR, Museu Arte do Rio (2020); Invasão Colonial Yvy Opata “A terra vai acabar”, MACRS, Porto Alegre (2020); Espaço, Arte e Resistência na Cultura Guarani, curadoria Luciano Migliaccio, FAU – USP, São Paulo (2019); Fauna Guarani, Galeria Bolsa de Arte, Porto Alegre (2018); Tribalismo, Galeria Generation Berlin Mitte Hostel, Berlim, Alemanha (2017); Tribalismo, Galleria d ́arte Puzzle, Florença, Itália (2017); Elementos Urbanos, Centro cultural Erico Veríssimo, Porto Alegre, (2016); Aldeia dos Anjos, IAB – Porto Alegre (2015); O Dilúvio, 13ª Semana de Museus, MARGS, Porto Alegre (2015); Xadalu – O Índio Universal, 72Ny Gallery, Porto Alegre (2014).

Exposições coletivas

Exposição Die Macht der Vervielfältigung, Instituto Goethe, Leipziger Baumwollspinnerei, Leipzig, Alemanha (2019); O Poder da Multiplicação, Curadoria Gregor Jansen. Instituto Goethe, Margs, Porto Alegre (2018); Salão Arte Pará, Curadoria Paulo Herkenhoff, Museu UFPA, Belém (2018); RSXXI Experimental, Curadoria Paulo Herkenhoff, Santander Cultural, Porto Alegre (2018); Projeto Arte no Muro Santander Cultural, Santander Cultural, Porto Alegre (2015); Arte x Publicidade, MARGS, Porto Alegre (2015); Dimensão Pública, Centro Cultural Érico Veríssimo, Porto Alegre (2015); Vontade para tudo na vida, 20 anos do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, MACRS (2014); Conexões Globais, Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre (2013); Do Meio, Instituto de Artes Visuais do Rio Grande do Sul/IEA VI, Porto Alegre (2012); Expo Colex, Festival Mundial de Arte – Santos/SP (2012); Metropolitanos, MACRS Arte e Memória, Fórum Social Mundial Temático, Memorial do Rio Grande do Sul, Porto Alegre (2012).

Palestras e oficinas

Palestra Xadalu movimento Urbano, Santander Cultural, Porto Alegre (2017); Vozes Contra o Racismo, curadoria de Helio Menezes, São Paulo (2020); WEeb Serie Oficina Arte urbana e impressões em papel Fibra Lab Xadalu, CMPC Brasil/ Porto Alegre (2020); Palestra Onhemongu´e A arte entre aldeia, periferia e Museu, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (2020); Oficina de contos Indígenas para crianças Xadalu e Ara poty, Sesc RS/ Porto Alegre (2020); Palestra Xadalu e Cacique Cirilo Karai Karai Retã o tempo parou, Fundação Ibere Camargo, Rio Grande do Sul (2020); Projeto Arte em Diálogo com Xadalu, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro (2020); Podcast Rodas de escuta Xadalu e Carlos Vergara, Sesc Rio, Rio de Janeiro (2020); Curso Mediação Cultural no Sesc, Espaços Educativo-Culturais, Cidade e Ocupação/Sesc Rio, Rio de Janeiro (2020); Palestra História e mito: os povos Huni-Kuin e Guarani, IEA-USP, Cátedra Olavo Setúbal, São Paulo (2019); Palestra Raça e Artes Visuais em Terra Brasil, Bienal Mercosul (2019); Mediação no Encontro Nacional Sesc Artes visuais, Aldeia Pindó Mirim Porto Alegre; Palestra Resistência na Cultura Guarani, FAU – USP, São Paulo (2019); Palestra Xadalu movimento Urbano, Santander Cultural, Porto Alegre (2017); Palestra Xadalu movimento Urbano, Universidade Sorbonne, Paris, França (2017); Ministrante curso extensão Serigrafia, UCS- Caxias Do Sul (2016); Palestra Xadalu Elementos Urbanos - UCS - Caxias do Sul RS (2016); Oficina de Sticker Art, Justiça Federal - RS / FASE (2015); Palestra Movimento Urbano, IMED, Passo Fundo (2015); Oficina de Arte Urbana, Atelier Livre, Porto Alegre (2015); Oficina de Serigrafia, Festival Macondo Circus, Santa Maria (2014).

Obras em acervo

Coleção Frances Reynolds; Coleção Paulo Sartori; Sesc Nacional; Fundação Iberê Camargo; Fundação Biblioteca Nacional Rio de Janeiro; MAR – Museu Arte Rio; MACRS – Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul; MARGS – Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli; Memorial da Justiça Federal - Rio Grande do Sul.

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