O massacre em Buffalo em 2022 foi um crime ocorrido em 14 de maio de 2022, quando Payton Gendron, de apenas 18 anos, matou 10 pessoas afrodescendentes e feriu outras três no Supermercado Tops na Jefferson Avenue 1200, em Buffalo, Nova York, usando uma arma de fogo.

Payton, que foi depois descrito como um supremacista branco, foi condenado à prisão perpétua sem direito à liberdade condicional em 15 de fevereiro de 2023 no Tribunal Estadual de Nova Iorque.

Sua sentença no Tribunal Federal ainda não foi anunciada, mas ele enfrenta a pena de morte.

Crime Aproximadamente às 14h30 EDT, o atirador chegou ao Tops Supermarket, que estava lotado, por ser sábado, reporta o Buffalo News. Ele atirou em quatro pessoas no estacionamento, três das quais morreram. Ele então entrou no local, mas um guarda de segurança, um ex-oficial do Departamento de Polícia de Buffalo, tentou detê-lo, disparando sua arma. Devido ao colete à prova de balas, os tiros não detiveram o criminoso e o guarda foi baleado e morreu no local. Ele entrou no supermercado, onde atirou em diversas pessoas e depois saiu para a frente do Tops. Segundo o relato de uma testemunha para o Buffalo News, ele apontou a arma para sua própria cabeça, no que parecia ser uma tentativa de suicídio, tendo depois se colocado de joelhos, ainda com a arma apontada para si mesmo. Quando os policiais chegaram, conseguiram convencê-lo a largar a pistola e ele acabou preso, sem mostrar resistência. "Parecia que ele estava esperando que os policiais atirassem nele", disse a testemunha.

O criminoso, que transmitiu o ataque na plataforma de vídeos Twitch e postou um manifesto descrevendo-se como um supremacista branco, foi preso e posteriormente identificado como Payton Gendron, um jovem de 18 anos que morava em Conklin, Nova York, há mais de 300 km da de Buffalo. "A emissora americana CBS noticiou que o agressor gritou insultos raciais ao abrir fogo", reportou a BBC Brasil.

Vítimas Todas as vítimas fatais (abaixo) eram afrodescendentes, mas Payton também atingiu duas vítimas brancas e outra afro-americana que não morreram: +nomeidadeRoberta A. Drury32Margus D. Morrison52Andre Mackniel53Aaron Salter55Geraldine Talley62Celestine Chaney65Heyward Patterson67Katherine Massey72Pearl Young77Ruth Whitfield86

Reações A governadora Kathy Hochul, o deputado Brian Higgins, a procuradora-geral Letitia James e muitos outros condenaram o tiroteio. “Estou monitorando de perto o tiroteio em uma mercearia em Buffalo. Oferecemos assistência às autoridades locais. Se você estiver em Buffalo, evite a área e siga as orientações das autoridades policiais e locais”, escreveu a governadora em seu Twitter.

Investigações A polícia descobriu após o crime que Payton havia planejado o ataque no Tops por vários meses e que ele havia chegado a fazer a contagem das pessoas afrodescendentes que frequentavam o local. Durante o crime ele usou um colete à prova de balas, um rifle Bushmaster XM e portava outros equipamentos táticos, o que foram provas a mais de um ataque planejado. Segundo as investigações, além das postagens racistas nas redes sociais, ele também havia divulgado uma lista com os nomes dos atiradores em massa que admirava.

Prisão, julgamento e pena Payton foi preso no local do crime e depois se declarou culpado pelos crimes de assassinatos racistas e atos de terrorismo.

Em 14 de julho de 2022 o Grande Júri Federal fez 27 acusações contra Payton Gendron por 14 violações da Lei de Prevenção de Crimes de Ódio Matthew Shepard e James Byrd Jr. (Lei Shepard-Byrd) e 13 crimes com armas de fogo em conexão com o tiroteio. As 27 acusações incluíam, entre outras, 10 crimes de ódio que resultaram em morte, três crimes de ódio envolvendo uma tentativa de morte e 13 acusações de uso, porte ou disparo de arma de fogo relacionado a crimes de ódio.

No Tribunal Estadual de Nova Iorque ele foi condenado à prisão perpétua sem direito à liberdade condicional em fevereiro de 2023. "Não há lugar para você ou suas ideologias ignorantes, odiosas e malignas em uma sociedade civilizada. Não pode haver misericórdia para você, nem compreensão, nem segundas chances. O dano que você causou é muito grande e as pessoas que você feriu são muito valiosas para esta comunidade. Você nunca mais verá a luz do dia como um homem livre", disse o juiz ao ler a sentença.

Na Corte Federal o Procurador pediu, em janeiro de 2024, a pena de morte e ele ainda não foi julgado.

Atualizações Quando do anúncio de que poderia ser condenado à morte por um Tribunal Federal, familiares de algumas vítimas "moveram diversas ações civis por homicídio culposo contra as redes sociais Meta, Google e YouTube". Eles acreditam que Payton foi radicalizado por supremacistas brancos que incentivavam o ódio racial e a violência de forma online.

Ver também Tiroteio em El Paso em 2019, Tiroteio na mesquita de Christchurch em 2019 Tiroteio na igreja de Charleston Terrorismo estocástico

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