Orlando Péricles Brito de Oliveira (Janaúba, 8 de fevereiro de 1950 – Taguatinga, 11 de março de 2022) foi um fotojornalista brasileiro. Em quase sessenta anos de carreira, retratou cenas da política nacional. Também acompanhou questões sociais, indígenas e eventos esportivos, cobrindo eventos em mais de sessenta países.

Biografia A família de Orlando mudou-se de Minas Gerais para a região do Distrito Federal em 1956, para trabalhar na construção da nova capital. Iniciou a carreira aos 14 anos, como laboratorista para o jornal Última Hora; aos 17 anos já era fotógrafo profissional, cobrindo a falta de um colega.

Brito captou momentos da história política brasileira, acompanhando presidentes, parlamentares e militares em eventos oficiais mas também nos bastidores, com um olhar crítico, desafiando a censura oficial da ditadura militar. Dentre alguns de seus registros estão:

a foto do soldado em guarda na frente do Congresso Nacional, em 13 de dezembro de 1968, data da promulgação do AI-5; Brito focou os coturnos em primeiro plano;

a foto do plenário da Câmara vazio, com o fechamento do Congresso em 1977 pelo Pacote de Abril promulgado pelo presidente Ernesto Geisel; a 'dança das cadeiras', registro de 1982 de uma reunião entre o presidente João Baptista Figueiredo, Delfim Netto, Golbery do Couto e Silva e Newton Cruz; o último retrato de Ulysses Guimarães, em silhueta, meses antes de seu desaparecimento no mar em outubro de 1992.

miniaturadaimagem|Visitante fotografa com o celular de fotografia de Ulysses Guimarães retratado por Orlando Brito em exposição no Senado Federal Trabalhou para o jornal O Globo entre 1968 e 1982, para o Jornal do Brasil, para as revistas Veja (entre 1982 e 1998) e Caras. Por fim, fundou a agência ObritoNews. Em 2016, foi um dos fundadores do site Os Divergentes, com Helena Chagas, Andrei Meireles e Itamar Garcez.

Foi o primeiro fotógrafo brasileiro a ganhar o prêmio World Press Photo em 1979, na categoria sequência fotográfica. Ganhou o Prêmio Abril de Fotografia por onze vezes, tornando-se hors concours. Recebeu uma bolsa da Fundação Vitae em 1991.

Morte Brito morreu em 11 de março de 2022, no Hospital Regional de Taguatinga, por complicações decorrentes de uma cirurgia no intestino. Foi velado e enterrado no cemitério Campo da Boa Esperança, na Asa Sul, em Brasília.

Livros publicados 1981 - Perfil do Poder 1992 - Senhoras e Senhores 1996 - Brasil: de Castello a Fernandos 2002 - Poder, Glória e Solidão 2003 - Iluminada Capital 2006 - Corpo e Alma

Homenagens Em 2022, o Senado Federal deu o nome de "Repórter Fotográfico Orlando Brito" a tribuna de imprensa situada no Plenário do Senado Federal, ao aprovar projeto do senador José Serra. No mesmo ano, o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha anunciou a intenção de dar o nome de Orlando Brito ao Teatro Galpão, localizado no Centro Cultural Renato Russo, 508 Sul. mas a classe artística foi contra. Assim, optou-se por dar o nome de Orlando Brito à Praça Central do Centro Cultural, tendo o Teatro Galpão recebido o nome de Hugo Rodas.

Ainda em 2022, Orlando Brito recebeu uma homenagem póstuma, a Medalha Brasília 60 Anos.

Exposição no Senado

Em 2024, na ocasião dos 60 anos do Golpe de Estado no Brasil em 1964, o Senado Federal realizou uma exposição com fotografias de Orlando Brito, com 41 fotografias da Ditadura militar brasileira, promovida pelo MyNews. Sua filha, Carolina Brito, lançou no evento o livro Tempos de Chumbo, editado por Mara Luquet, com relatos da época e fotos de Orlando.

Livro póstumo No mesmo ano Carolina Brito lançou um livro póstumo com fotografias tiradas por seu pai no contexto do futebol: Futebol do Brasil: Sonho e Realidade.

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