María Josefina Teodora Plá Guerra Galvany (Ilha de Lobos, 9 de novembro de 1903 – Assunção, 11 de janeiro de 1999) foi uma poetisa, dramaturga, jornalista, crítica de arte, escultora, ceramista e historiadora espanhola-paraguaia, natural das Ilhas Canárias.

Naturalizada no Paraguai, ela é reconhecida por elencar as mulheres como protagonistas da História do Paraguai.Mateo del Pino, Ángeles. 2001. "Sellando itinerarios: género y nación en Josefina66 Isis Internacional. Ediciones de las Mujeres. nº 31, p. 65-74. Ela é considerada a mais fundamental artista e intelectual da cultura paraguaia no século XX. Sua maestria artística e literária abarcou a criação, pesquisa e docência.

Recebeu inúmeros prêmios e distinções pelo seu trabalho artístico e literário, pela defesa dos direitos humanos e da igualdade de gênero.

Vida pessoal Maria Josefina Teodora Plá Guerra Galvany nasceu no dia 9 de novembro de 1903, na Ilha de Lobos, município de La Oliva nas Ilhas Canárias, onde seu pai, Leopoldo Plá, mantinha um farol. Josefina foi a primogênita de uma família de sete filhos. Sua mãe chamava-se Rafaela Guerra Galvany.

Em 1924, durante as férias com sua família em Villajoyosa, Alicante, Plá conheceu o escultor paraguaio Andrés Campos Cervera, conhecido pelo nome artístico Julián de la Herrería. Ele estava na Espanha para estudar cerâmica. Plá e Cervera se conheceram poucos dias antes dele concluir seus estudos e retornar ao Paraguai. Apesar dessa separação, vinte meses depois, ele pediu permissão ao pai de Plá para se casar com ela. A cerimônia foi realizada em 17 de dezembro de 1926. Em 1927, Plá se instalou no Paraguai com o marido e se estabeleceu na Villa Aurélia, em Assunção.

Plá e seu marido retornaram duas vezes à Espanha. Na primeira vez, no ano de 1931, para a exposição das obras de cerâmica de Cervera em Madri. A segunda visita foi em 17 de outubro de 1934. Julián de la Herrería morreu em Valência, Espanha, em 1937. Plá voltou ao Paraguai um ano depois.

Plá faleceu em 11 de janeiro de 1999 em Assunção. Carreira artística miniaturadaimagem|Diretoria do Ateneo paraguaio em meados da década de 1930. Josefina Plá está sentada no meio, ao seu lado, Juan Francisco Recalde. O terceiro a esquerda é Hérib Campos Cervera.Apesar de iniciar-se na poesia e ser escritora por toda sua vida, Plá expandiu seu trabalho artístico também para as artes visuais. O trabalho de escultura e cerâmica dela foi descrito como “um arquivo da história cultural do Paraguai”. Seu trabalho foi amplamente exibido por toda a América do Sul. Alguns dos murais e mosaicos que ela criou ainda podem ser vistos nos prédios da cidade de Assunção. Algumas de suas cerâmicas estão expostas no Centro Cultural de España Juan de Salazar na capital paraguaia.

Na década de 1950, ela cofundou o Grupo Arte Nuevo (Grupo de Arte Nova, em português) junto com outros artistas, incluindo Olga Blinder, Lilí del Mónico e José Laterza Parodi. Em 1952 ela escreveu um artigo para um catálogo da exposição de Olga Blinder que foi considerado, posteriormente, um manifesto da arte moderna no Paraguai. Na época, foi um passo pioneiro para a criação do grupo. Em 1959, em resposta à Exposición de Obras del Museo de Arte Moderno de San Pablo, Plá discutiu a modernização artística em dois longos artigos de jornal, contextualizando a exposição dentro da cena artística local e avaliando criticamente a seleção de obras de arte.

Carreira literária

Plá foi considerada uma poetisa da escola vanguardista, ao lado de Hérib Campos Cervera, sobrinho de seu marido.

A criação literária de Josefina Plá abrange vários campos da escrita e apresenta temas ligados a temas típicos da história cultural e sobre dimensões da experiência humana. A representação de figuras femininas é uma característica marcante em suas narrativas. Sua poesia dá voz a esfera feminina historicamente silenciada e denuncia as prisões sociais imposta às mulheres.Valente, Cynthia (2021). «Josefina Plá y la Creación de la Muerte». In: Cota, Débora; Rodrigues, Daiane Pereira. Josefina Plá: Uma Produção Múltipla e Moderna desde a Cultura Paraguaia (PDF). Foz do Iguaçu: EdUNILA. p. 52; 64. ISBN 978-65-86342-13-0 Também explora experiências individuais contraditórias como o amor e o ódio.Navarro, José Antonio Alonso. 2021. Sobre la Concepción del Amor en la Poesía de Josefina Plá. é constante o conceito de deslocamento cultural, por meio de personagens com identidades diaspóricas, fronteiriças e híbridas e narrativas multi idiomáticas, que misturam tradições e imaginários culturais.

Sua produção agrega literária mais de quarenta títulos, entre poesia, narrativa e teatro; também história social e cultural do Paraguai; sobre cerâmica, pintura e crítica. Ela colaborou frequentemente com Roque Centurión Miranda em muitas de suas peças, particularmente a partir de 1942. Produção ficcional A seguir, um resumo dos trabalhos de poesia e peças de teatro de Josefina Plá.

AnoPoesia1934 El precio de los sueños1950 Una Novia para Josevai1960 La raíz y la aurora1965 Rostros en el aguaInvención de la muerte1966 Satélites oscuros1968 El polvo enamoradoDesnudo día1975 Luz negra1982 Follaje del tiempoTiempo y tiniebla1984 Cambiar sueños por sombras1985 La nave del olvidoLa llama y la arenaLos treinta mil ausentes1996 De la imposible ausente Teatro (1927-1974)ObservaçãoVíctima propiciatoriaEpisodios chaqueñoscom Roque Centurión MirandaPorasyroteiro de ópera com música de Otakar PlatalDesheredadocom Roque Centurión MirandaLa hora de Caíncom Roque Centurión MirandaAqui no ha pasado nadacom Roque Centurión MirandaUn sobre en blancocom Roque Centurión MirandaMaría inmaculadacom Roque Centurión MirandaPater familiascom Roque Centurión MirandaLa humana impacienteFiesta en el río El edificioDe mí que no del tiempoEl finginte inesperadoHistoria de un número Teatro (1927-1974)ObservaçãoEsta é a casa que Juana construiuLa cocina de las sombrasEl professorEl pan del avaropeça infantilEl rey que rabiópeça infantilEl hombre de oropeça infantilLa tercera huella dactilarMedia docena de grotescos brevísimosLas ocho sobre el marHermano FranciscoMomentos estelares de la mujerDon Quijote y los GaleotesEl hombre en la cruzEl empleoAlcestes

Carreira historiográfica alt=Uma placa de cerâmica esverdeada com o rosto de Josefina Plá gravado (aparência de uma senhora de óculos e com o cabelo preso em um coque). Ao lado estão os dizeres citados na legenda.|miniaturadaimagem|500x500px|Placa memorial à Josefina Plá na Ilha de Lobos, local de seu nascimento. Sua figura aparece ao lado dos dizeres em espanhol: "Neste canto do Atlântico, iluminada pela luz fraca do farol de Martino, nasceu a poetisa Josefina Plá / 1930 Ilha dos Lobos / 1999 Paraguai / Conselho da Ilha de Fuerteventura" Plá elencou as mulheres como grandes protagonistas da História em suas reflexões históricas sobre a nação paraguaia. Produção historiográfica Sua obra sobre a história cultural e social do Paraguai inclui os seguintes títulos: História cultural e social do ParaguaiLa cultura paraguaya y el libroLiteratura paraguaya del siglo XXApuntes para una historia de la cultura paraguayaArte actual en el ParaguayQuatro selos de teatro no ParaguaiImpacto de la cultura de las reduciones en lo nacionalApuntes para una aproximación a la imaginería paraguayaEl Templo de YaguarónEl barroco hispano-guaraníLas artesanías en el ParaguaiÑandutí. Encrucijada de dos mundosEl espíritu del fuegoEl libro en la época colonialBilingüismo y tercera lengua en el ParaguayEspañoles en la cultura del ParaguayLa mujer en la plástica paraguayaOs britânicos no Paraguai, 1850 - 1870 (traduzido por BC McDermot)Hermano Negro. La Esclavitud en el Paraguai alt=Uma placa de metal com aspecto esverdeado e corroído sob pedras de uma linha costeira e frente ao oceano. Tem a forma de uma gaivota vasada e leva dizereres em espanhol, descritos na leganda. |miniaturadaimagem|500x500px|Placa de metal com a forma abstrata de uma gaivota em memória a Josefina Plá na Ilha de Lobos, que leva os dizeres "Para Josefina Plá, que nunca esqueceu que era canariana, e ainda assim uma majojora. Através dela, aprendemos que as sombras podem ser trocadas por sonhos. Isla de Lobos, 1903 / Paraguai, 1999. Conselho da Ilha de Fuerteventura"

Prêmios e participações Ao longo de sua vida, ela recebeu vários prêmios, condecorações e indicações a prêmios.

Premiações

Dama de Honra da Ordem de Isabel la Católica (1977); Prêmio de "mulher do ano" em (1977); Troféu "Ollantay" à investigação teatral da Venezuela (1984); Postulação para o "prêmio Cervantes", reconhecimento máximo para as letras hispânicas (1989 e 1994); Ordem Nacional do Mérito do Paraguai, no grau de comendatária do Governo paraguaio (1994); Medalha de Ouro de Belas Artes da Espanha (1995); "Ciudadanía Honoraria", concedida pelo Parlamento paraguaio em 1998. Reconhecimento de defesa dos Direitos Humanos concedido pela Sociedade Internacional de Juristas; Medalha Johann Gottfried von Herder.

Participações Membro da Academia Internacional de Cerâmica em Genebra, Suíça; Membro fundador do PEN Clube paraguaio; Membro da Academia Linguística Paraguaia de História do Paraguai e da Espanha; Membro do Conselho do Vice-ministro da Cultura paraguaia.

Ligações externas

"Sin Título" (1995), em Artful Diplomacy: Art as Latin America's Ambassador em Washington, DC, p. 23.

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