Cox Communications, Inc., também chamada de Cox Cable e antes denominada Cox Broadcasting Corporation, Dimension Cable Services e Times-Mirror Cable, é uma operadora norte-americana de televisão digital por cabo e uma empresa de telecomunicações e domótica. É a terceira maior operadora de televisão a cabo dos Estados Unidos, com cerca de 6,5 milhões de clientes. Também ocupa o sétimo lugar entre as operadoras de telefonia do país, com 3,5 milhões de assinantes de internet e quase 3,2 milhões de assinantes de telefonia digital. Sua sede fica no número 6205 da Peachtree Dunwoody Road, em Sandy Springs, na Região Metropolitana de Atlanta. A empresa é subsidiária da Charter Communications.

História A Cox Enterprises entrou no ramo da televisão a cabo em 1962, quando comprou sistemas em Lewistown, Lock Haven e Tyrone, todos na Pensilvânia. Depois adquiriu sistemas na Califórnia, no Oregon e em Washington. A subsidiária Cox Broadcasting Corporation, sem relação com a Cox Media Group, dedicada a emissoras de rádio e televisão, só foi criada formalmente em 1964, como empresa de capital aberto negociada na Bolsa de Valores de Nova Iorque. O nome mudou para Cox Communications em 1982. A Cox Enterprises fechou seu capital em 1985.

Em 1993, a Cox começou a oferecer serviços de telecomunicações a empresas. Foi a primeira operadora de sistemas de cabo a fazê-lo. A operação cresceu e deu origem à Cox Business, que alcançou US$ 1 bilhão em vendas anuais em 2010. Em 1995, a Cox comprou as operações de cabo da Times-Mirror e voltou a ser uma empresa de capital aberto.

Em 1997, após a Lei de Telecomunicações de 1996, a Cox tornou-se a primeira operadora de sistemas de cabo a oferecer telefonia aos clientes. Em 1999, comprou os ativos de televisão a cabo da Media General no condado de Fairfax e em Fredericksburg, na Virgínia. Em maio daquele ano, adquiriu a TCA Cable TV e suas operações no Texas, no Arkansas e na Luisiana. Em julho, comprou os sistemas de cabo da AT&T Broadband em Oklahoma, Arkansas, Luisiana, Texas, Novo México, Utah e Nevada. Em agosto, vendeu à MediaOne sistemas de Massachusetts com cerca de 54.000 clientes. Em troca, recebeu sistemas da MediaOne em Connecticut e Rhode Island com cerca de 51.000 clientes. No ano seguinte, a Cox Communications adquiriu a Multimedia Cablevision, com ativos no Kansas, em Oklahoma e na Carolina do Norte.

Em 2004, o Conselho de Supervisores do Condado de Fairfax concluiu que a Cox Communications havia violado um acordo com o condado. O texto previa que todas as casas atendidas pela empresa estariam prontas para serviços digitais por meio da nova rede de fibra óptica até junho de 2003. Quando o prazo venceu, menos de 30% do condado estava coberto. O conselho aplicou uma multa diária de US$ 100, contada desde a data acertada para a conclusão até o fim das obras, em janeiro de 2006. Também proibiu a Cox de elevar suas tarifas para recuperar o valor da multa durante os dez anos seguintes à conclusão efetiva. A cobrança total ficou em cerca de US$ 93.000. Ainda em 2004, a Cox Communications anunciou que fecharia novamente seu capital, frustrada com a ênfase dos acionistas em metas de curto prazo. A mudança foi concluída em 2005.

150px|miniaturadaimagem|esquerda|Trailer da Cox Communications no SNUPY Awards de 2006 Em 1º de novembro de 2005, a Cox anunciou a venda de todas as suas operações no Texas, no Missouri, no Mississippi e na Carolina do Norte, além de sistemas no Arkansas, na Califórnia, na Luisiana e em Oklahoma, para a Cebridge Communications. A venda foi concluída em 2006 e o novo proprietário trocou a marca Cox pela Suddenlink Communications nesses sistemas.

Em 14 de maio de 2007, a Cox anunciou que havia trocado sua participação na Discovery Inc. pelo controle do Travel Channel, ativos relacionados e US$ 1,3 bilhão.

Em 2007, a revista DiversityInc colocou a Cox Communications na 25ª posição de sua lista das cinquenta melhores empresas para a diversidade. A empresa subiu para o sexto lugar na edição de 2008. Naquele ano, também ficou na oitava posição entre as dez melhores empresas para afro-americanos.

175px|miniaturadaimagem|direita|Logotipo usado de 1995 a 2007 175px|miniaturadaimagem|direita|Logotipo usado de 2007 a 2018 Em 19 de novembro de 2010, a Cox começou a oferecer serviços sem fio no condado de Orange, na Califórnia, em Omaha, no Nebraska, e em Hampton Roads, na Virgínia. Em fevereiro de 2011, concluiu seu Projeto de Energia Alternativa, que instalou duas células de combustível em cada uma de suas sedes de San Diego e Rancho Santa Margarita, na Califórnia. Duas instalações separadas do sistema PureCell, com 400 quilowatts cada, produziriam energia no local para reduzir a dependência da rede elétrica e a pegada de carbono da empresa.

Em setembro de 2011, a empresa acrescentou o Cox Home Security à lista de serviços de seu site. A Cox oferecia segurança e automação residencial desde 2011 e mais tarde reuniu esses serviços sob o nome Cox Homelife.

Em agosto de 2013, a Cox lançou a plataforma de televisão Contour, com recomendações e perfis de usuário em aparelhos diferentes. Em 2015, licenciou a plataforma X1 da Xfinity, pertencente à Comcast. O sistema ampliava a integração com aplicativos de vídeo e trazia um controle remoto por voz. A implantação começou em 2016, mantendo o nome Contour. Em outubro de 2017, a Cox afirmou que pelo menos um milhão de assinantes usavam a versão do Contour baseada na X1.

Em 2016, a receita comercial anualizada da Cox chegou a US$ 2 bilhões.

Em agosto de 2018, a Cox anunciou a compra da RapidScale, provedora de serviços gerenciados e híbridos de computação em nuvem.

Em 19 de setembro de 2019, lançou o reprodutor Contour Stream, baseado no Xfinity Flex da Comcast.

Em fevereiro de 2023, a Cox comprou a Logicworks, empresa de serviços gerenciados de computação em nuvem com sede em Nova Iorque, por um valor não divulgado.

miniaturadaimagem|Logotipo de transição da Cox e da Spectrum após a fusão Em 16 de maio de 2025, a Cox anunciou um acordo de fusão com a Charter Communications. O negócio avaliava a empresa resultante em US$ 34,5 bilhões. O grupo adotaria o nome Cox Communications, enquanto suas operações voltadas ao consumidor usariam a marca Spectrum da Charter. A Cox Enterprises ficaria com 23% da nova companhia e substituiria a Liberty Media como fonte de capital de longo prazo da Charter. A Comissão Federal de Comunicações aprovou a aquisição em 27 de fevereiro de 2026. Em 13 de agosto, a Comissão de Serviços Públicos da Califórnia também aprovou o negócio. Era a última autorização regulatória necessária. A fusão foi concluída em 20 de agosto de 2026.

Cox Charities A divisão da Cox Communications na Virgínia criou a entidade filantrópica Cox Charities, que concede todos os anos verbas a organizações sem fins lucrativos voltadas a jovens.

Divisões da Cox em outros estados também fazem doações anuais por meio do programa Community Investment Grant. O dinheiro vem dos funcionários e é destinado a organizações enquadradas na seção 501(c)(3) do código tributário norte-americano. Em Oklahoma, o programa distribuiu quase US$ 165.000 em 2017.

Privatização Em 2004, a Cox Enterprises anunciou que compraria as ações da Cox Communications que ainda não possuía. A oferta pública de aquisição, no valor de US$ 6,6 bilhões, foi concluída em dezembro daquele ano. A Cox Communications tornou-se uma subsidiária integral. Foi a segunda vez que a Cox Enterprises fechou o capital da empresa.

Serviços residenciais

Cox Cable TV A Cox distribui programação de televisão a cabo em definição padrão e alta definição, inclusive por seu serviço Digital Cable. O Digital Cable foi lançado no sistema do condado de Orange em 1997. Em fevereiro de 2008, a Cox começou a implantar a tecnologia de vídeo digital comutado em alguns mercados. No fim de 2014, avisou aos clientes de Connecticut que passaria a usar uma plataforma inteiramente digital. Televisores antes ligados apenas ao sinal analógico precisariam de um pequeno adaptador chamado Cox Mini-Box. O mesmo aviso chegou aos outros mercados principais em 2016.

Gravador de vídeo digital A Cox oferece serviço de gravação de vídeo digital com equipamentos da Motorola, Scientific-Atlanta, Cisco ou, no passado, Moxi, conforme o mercado.

On Demand O serviço de vídeo sob demanda da Cox está disponível na maior parte dos mercados com o nome On Demand. A oferta segue um portal padronizado, reúne redes de vídeo sob demanda como The Ski Channel e traz conteúdo em alta definição e reprises de séries das grandes redes.

Cox High Speed Internet Em 2013, o serviço de internet a cabo da Cox estava disponível para mais de 21,8 milhões de pessoas em dezoito estados. Pela área de cobertura, era o quarto maior provedor desse tipo nos Estados Unidos.

O Cox High Speed Internet recebeu o prêmio Readers' Choice da revista PC Magazine para internet de alta velocidade em 2003, 2004, 2005, 2007 e 2011. Em 2014, a Cox anunciou que ofereceria conexões de 1 Gbit/s sob o nome "G1GABLAST" em Phoenix, Las Vegas e Omaha. O plano era levar o serviço às demais áreas atendidas até o fim de 2016.

No outono de 2016, a Cox lançou o serviço Panoramic WiFi em San Diego, no condado de Orange e em Santa Bárbara. A oferta chegou a todo o país em 13 de junho de 2017.

Cox Digital Telephone A Cox oferece telefonia na maior parte de sua área de cobertura. Conforme a região, emprega sistemas de comutação de circuitos ou sistemas híbridos de VoIP. O serviço recebeu mais de um prêmio da J.D. Power and Associates.

Cox Business A Cox Business presta serviços de voz, dados e vídeo a mais de 260.000 empresas pequenas e regionais. Seus clientes abrangem prestadores de saúde, escolas, universidades, instituições financeiras e órgãos dos governos federal, estaduais e locais. A empresa de pesquisa Vertical Systems Group colocou a Cox como a quarta maior provedora norte-americana de Ethernet empresarial por número de portas em 2008. Nos estudos de telecomunicações da J.D. Power and Associates, a Cox ficou em primeiro lugar entre os provedores de dados para pequenas e médias empresas em 2006, 2008 e 2010. No terceiro trimestre de 2013, a Cox Business tinha receita de US$ 1,2 bilhão e era a terceira maior operação comercial, por receita, entre as operadoras de cabo que atendiam empresas.

A Cox Business adotou cedo a tecnologia de Voz sobre IP. Em 2007, a Cox tornou-se a primeira operadora de cabo da América do Norte a implantar um serviço próprio e inteiramente gerenciado de telefonia IP para empresas, o Cox Business VoiceManager.

Cox Wireless extinta A Cox ofereceu telefonia celular e outros serviços sem fio em quatro mercados dos Estados Unidos, no condado de Orange, em Hampton Roads, em Oklahoma City e em Omaha. Divulgava o serviço com o lema "Unbelievably Fair", em referência a um plano que devolvia dinheiro por minutos não usados, chamados de "MoneyBack Minutes". Clientes com minutos restantes podiam receber um crédito mensal de até US$ 20 na conta. A Cox Wireless vendia aparelhos fabricados pela Motorola, Samsung, HTC, Kyocera e LG.

A Cox Wireless usava as redes de voz e 3G da Sprint e planejava construir sua própria rede 4G LTE.

Em 24 de maio de 2011, a Cox Communications abandonou o plano de construir uma rede sem fio 3G. Em vez disso, pretendia oferecer o serviço da Sprint em metade de sua área de cobertura e atuar como operadora móvel virtual da Sprint até o fim de 2011.

Em 15 de novembro de 2011, a Cox Communications anunciou que deixaria de vender produtos sem fio de sua marca. As operações existentes seriam encerradas até 30 de março de 2012. A empresa também desistiu de revender os serviços da Sprint como operadora móvel virtual.

Controvérsias sobre distribuição

Disputa com a News Corporation