Carlos Manuel Vila Nova (Neves, São Tomé e Príncipe, 27 de julho de 1959) é um político são-tomense e atual presidente de São Tomé e Príncipe desde 2 de outubro de 2021. Foi Ministro das Obras Públicas e Recursos Naturais de 2010 até 2012 e Ministro das Infraestruturas, Recursos Naturais e Ambiente de 2014 e 2018 em sucessivos governos do primeiro-ministro Patrice Trovoada.

Ele foi o candidato vencedor pela Ação Democrática Independente (ADI) para as eleições presidenciais de 2021. Foi reeleito como candidato independente nas eleições presidenciais realizadas em 2026.

Biografia Vila Nova nasceu em Neves, município do distrito de Lembá, litoral norte da Ilha de São Tomé.

Ele se formou em engenharia de telecomunicações pela Universidade de Oran, na Argélia, em 1985, e voltou a se tornar chefe do departamento de informática da Diretoria de Estatística do Governo. Em 1988, deixou o serviço público para se tornar gerente de vendas do Hotel Miramar, então o único hotel do país. Foi promovido a Diretor do Hotel Miramar em 1992. Em 1997, tornou-se Diretor do hotel Pousada Boa Vista, e também fundou sua própria agência de viagens Mistral Voyages. Vila Nova continuou na indústria do turismo até entrar na política em 2010.

Vila Nova serviu como Ministro das Obras Públicas e Recursos Naturais no gabinete de Patrice Trovoada, da Ação Democrática Independente (ADI), ocupando o cargo de 2010 até que o governo perdeu a sua maioria em 2012. Foi nomeado Ministro das Infraestruturas, Recursos Naturais e Ambiente na época do governo de Trovoada, que recuperou a maioria em 2014. A 23 de julho de 2014, foi condecorado com a medalha da Grande Cruz da Ordem da Independência da Guiné Equatorial, "pela contribuição no processo de adesão e integração" daquele país na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Em 2018, Vila Nova foi eleito para a Assembleia Nacional. Ele foi indicado como o candidato da ADI para as eleições presidenciais de 2021 e foi eleito em 2 de outubro de 2021. A 5 de abril de 2022, foi agraciado com o grau de Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique, de Portugal.

Em 6 de janeiro de 2025, o presidente Vila Nova dissolveu o governo do primeiro-ministro Patrice Trovoada, por uma "notável incapacidade de resolver os muitos desafios do país", e ordenou que o partido Ação Democrática Independente (ADI) apresentasse candidatos a primeiro-ministro em 72 horas. Trovoada respondeu chamando sua demissão de "ilegal" e "inconstitucional". Em 9 de janeiro, o presidente escolheu Ilza Amado Vaz para ser a próxima primeira-ministra. No entanto, apenas três dias depois, em 12 de janeiro, ela anunciou sua renúncia ao cargo. Após a renúncia de Amado Vaz, o partido ADI indicou Adelino Pereira, um ex-procurador-geral, para ser o próximo primeiro-ministro. No entanto, em vez de Pereira, Vila Nova anunciou em 12 de janeiro que nomearia Américo Ramos para ser o próximo primeiro-ministro.

Em março de 2026, Vila Nova, juntamente com o primeiro-ministro Américo Ramos e o grupo empresarial internacional Aequatoris, anunciou a futura criação do Centro Financeiro de São Tomé, a primeira jurisdição financeira criada especificamente para esse fim em África. O projeto da zona franca económica visa atrair empresas de serviços internacionais para o país.

Vila Nova foi reeleito presidente nas eleições presidenciais de 2026, em 19 de julho, obtendo 55,94% dos votos no primeiro turno como candidato independente com o apoio do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata (MLSTP-PSD) contra Nito Abreu, que foi apoiado pela ADI e obteve 41,42%.

Vida pessoal É casado com Maria de Fátima Afonso Vila Nova e tem duas filhas.

Ver também

Política de São Tomé e Príncipe Lista de presidentes de São Tomé e Príncipe

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