O Ramal Cuamba—Lichinga,Província do interior de Moçambique vai voltar a ter transporte ferroviário de mercadorias. Diário de Notícias/Lusa. 15 de junho de 2017. igualmente conhecido como Linha Cuamba—LichingaLinha Cuamba-Lichinga. CFM. 2018. e Ramal de Lichinga,Govan, Vidhia. Modelos de Análise de Acessibilidade Rodoviária em SIG – Aplicação ao caso de Moçambique. Lisboa: Instituto Superior de Engenharia de Lisboa. Maio de 2012. pg. 45. é um troço ferroviário de bitola do Cabo, que liga a Estação Ferroviária de Cuamba, no Caminho de Ferro de Nacala, à Estação Ferroviária de Lichinga, em Moçambique.PR Reabre linha Cuamba/Lichinga . MTC - Ministério dos Transportes e Comunicações. 16 de novembro de 2016.
Possui 262 km de extensão, sendo operado conjuntamente pelas empresas Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e Sociedade de Desenvolvimento do Corredor do Norte S.A..The Project for Nacala Corridor: Economic Development Strategies in the Republic of Mozambique. Ministério da Economia e Finanças da República de Moçambique/Agência de Cooperação Internacional do Japão. Abril de 2015O Estudo Preparatório Sobre Plano de Melhoramento da Estrada no Corredor de Desenvolvimento de Nacala (N13: Cuamba-Mandimba-Lichinga) na República de Moçambique. Administração Nacional de Estradas da República de Moçambique/Agência de Cooperação Internacional do Japão. Fevereiro de 2010.
História miniatura|200px|esquerda|Obras no ramal Cuamba—Lichinga, em 2014. A região da província de Niassa havia sido a última a ser integrada ao novo modal de transportes moçambicanos, vinculados às ferrovias. Mesmo assim, a linha de Nacala, que cortava a Niassa, passava na extremidade sul provincial, longe do centro administrativo, Lichinga.
Quando o Caminho de Ferro de Nacala chegou a Cuamba em 1968, o governo colonial de Moçambique planeou sua extensão até a capital provincial, numa obra extremamente rápida, realizada em pouco mais de um ano. Assim, em 1970, numa cerimônia conjunta em Cuamba, realizada pelos governos do Maláui e Moçambique, tanto o troço Cuamba—Nkaya do Caminho de Ferro de Nacala quanto o ramal Cuamba—Lichinga foram inaugurados.Fernandes, Jorge Luis P. República (Popular) de Moçambique: As Alterações Toponímicas e os Carimbos do Correio. Edições Húmus Ldª. Biblioteca Electrónica de Filatelia. Edição: 1ª. Setembro de 2006.
As subsequentes guerras de independência e civil interromperam o tráfego na linha, além de destruí-la em sabotagens. Para além disso, a própria falta de manutenção entre 1977 e 2002 levaram a total paralisação da linha.
Em 2010 o Caminho de Ferro de Nacala foi concessionado para o empreendimento conjunto "Sociedade do Corredor Logístico Integrado do Norte". Dentre as obrigações da concessão estava a restauração do ramal, que foi reinaugurado em 2016.Comboio volta a circular na linha férrea Cuamba-Lichinga. CFM. 11 de novembro de 2016.
Estações principais As principais estações do Ramal Cuamba—Lichinga são: Estação de Cuamba; Estação de Lione; Estação de Mitande; Estação de Itepela (Catur); Estação de Lichinga.
Cuamba