, é uma personagem fictícia do mangá e anime One Piece criada por Eiichiro Oda. Nami é introduzida na narrativa como uma aliada oportunista do protagonista Monkey D. Luffy mas que possui motivos nobres por trás de suas ações ambíguas. Após Luffy ajudá-la a resolver seus assuntos pessoais derrotando o tritão Arlong, Nami entra oficialmente para sua tripulação dos Piratas do Chapéu de Palha onde atua como navegadora graças a seu conhecimento meteorológico. Nami possui um sonho, assim como seus companheiros, e almeja cartografar o primeiro mapa-múndi. Quando necessário ela luta usando seu bastão Bō que é capaz de controlar o clima.
Nami foi umas das primeiras personagens desenvolvidas por Eiichiro Oda, com protótipos dela aparecendo em seus trabalhores anteriores. Inicialmente ela seria a primeira tripulante a se juntar a Luffy, mas acabou sendo a segunda no produto final depois de Zoro. Com a crescente popularidade de One Piece, Nami veio a se tornar uma de suas personagens mais populares e reconhecidas, um feito de destaque para uma personagem que luta pouco em um mangá com lutas em foco. Muito elogiada não só por sua personalidade mas também pela beleza, Nami já foi alvo de críticas por sofrer momentos de grande sexualização e fanservice exagerado, especialmente no anime.
Criação e concepção A criação de Nami começou com o one-shot Romance Dawn, uma história que serviu de base para o início do que viria a ser One Piece. Nessa história, Luffy conhece uma garota chamada Silk. Ela já apresentava um passado similiar ao que seria usado de Nami, com piratas subjulgando sua cidade. Pouco tempo depois a história foi relançada sobe o título de Romance Dawn, version 2 agora apresentando a personagem Ann. Por sua vez, Ann já demonstrava um temperamento similiar ao de Nami mas não se juntava à tripulação de Luffy. Depois dessas duas tentativas, Oda veio a conceber a versão definitiva de Nami. Em planejamentos iniciais, Nami seria a primeira companheira de Luffy, mas acabou sendo a segunda quando o mangá veio a ser publicado. Um resquício dessa ideia é a presença de Nami na capa do capítulo 1 apesar de ela só ser introduzida no capítulo 8. Em rascunhos do autor ainda foi revelado que Nami seria uma personagem mais ativa em combates e usaria um grande machado de guerra. Ela também teria um braço e um pé mecânicos. Falando sobre sua aparência física, Oda revelou que Nami seria sueca caso One Piece se passasse no mundo real.
Características do personagem Aparência Em entrevista, Eiichiro Oda revelou que a cor primária de Nami e todo seu material promocional é laranja. Nami é conhecida por ter um grande senso de moda e estar em constante troca de roupas, diferenciando-a de outros personagens que possuem vestimenta padrão. Quando é introduzida ela veste uma camisa branca com listras azuis e uma minissaia laranja com dois anéis brancos desenhados. Dois anos depois, na progressão narrativa, ela aparece vestindo um biquíni verde com listras brancas, calças jeans e constantemente usa brincos brancos. Nami começa a história com cabelo curto e ele vai crescendo até quase atingir sua cintura. Ela mantém a bússola Log Pose presa ao seu pulso esquerdo para navegar.
Durante seu tempo servindo aos Piratas do Arlong, Nami teve de tatuar o símbolo do grupo em seu ombro esquerdo. Após deixar o grupo e se juntar aos Chapéus de Palha, ela tatua por cima um catavento com uma tangerina em uma das pontas para representar sua família. Essa nova tatuagem é preta no mangá e azul no anime.
Personalidade Nami é primariamente caracterizada por ser gananciosa. Ela era uma ladra profissional e mesmo quando abandona seus hábitos de roubo, continua tendo mais interesse nas missões que lhe darão lucro. Sua obsessão por dinheiro parte das condições financeiras que ela enfrentou na infância e as constantes tributações que o vilão Arlong impunha em sua cidade. Sua avareza costuma ser utilizada para efeitos cômicos dentro da série, bem como seu lado covarde perante inimigos e monstros muito poderosos. Ainda que seja uma amante de dinheiro e tesouros, Nami não deixa que sua cobiça venha a frente do seu apreço pela vida. Ela abre mão de suas posses pelo bem não só de seus companheiros, mas também de estranhos necessitados. Ela é muito empática e chora pela dor dos outros. Tendo sido adotada quando recém-nascida e eventualmente visto sua mãe morrer para salvá-la, Nami possui um grande senso maternal e nunca deixa crianças ou bebês sozinhos.
Os anos que Nami sofreu trabalhando para Arlong criaram muitas memórias doloridas e formaram alguns preconceitos em sua cabeça. De início, ela odeia piratas e acredita que todos são universalmente maus. É somente após ter sido defendida e acolhida por Luffy que ela aceita que nem todo pirata busca violência. Nami também desconfiava e temia a raça dos homens-peixe, a qual Arlong pertence, mas eventualmente consegue se desfazer desse pensamento conforme conhece outros indivíduos em sua jornada.
Um outro traço notável em Nami é sua vaidade. Ela se afirma como linda e fofa e sabe que muitos homens a veem da mesma maneira, o que aumenta seu ego. Ela não é modesta quando fala da própria beleza e gosta de agir de forma sensual, usando roupas reveladoras ou trajes de banho cotidianamente e até mesmo posando para suas fotos em cartazes de procurada. Apesar de seu caráter exibicionista, Nami detesta ser objetificada ou criticada pela forma que decide tratar seu próprio corpo.
Poderes e habilidades Nami é uma membro essencial dos Chapéus de Palha devido às suas habilidades como navegadora. Nos mares da Grand Line onde cada ilha possui seu próprio campo eletromagnético, é Nami quem guia a tripulação. Desde pequena ela gosta de desenhar mapas e cresceu estudando geografia, batimetria e meteorologia para que um dia possa criar o primeiro mapa-múndi. Ela é capaz de analisar e prever o clima com muita precisão, bem como seus efeitos nos mar. Devido aos muitos anos que viveu como ladra, Nami é uma ótima batedora de carteira e sabe roubar pequenos objetos sem ser detectada com relativa facilidade.
thumb|right|220px|Nami segurando seu Sorcery Clima-Tact em sua forma retraída Em combate, Nami de início utiliza um bastão Bō articulado para se defender. Conforme seus desafios foram crescendo, ela recebeu de Usopp um bastão metálico chamado . O Clima-Tact, assim como o primeiro bastão articulado de Nami, é dividido em três segmentos cada um com um botão capaz de emitir bolhas com propriedades climáticas; calor, frio e eletricidade. Além de atacar com as próprias bolhas, Nami também as combina em técnicas que ela chama de Tempo. Com seus Tempo ela consegue criar ciclones, nevoeiros, lanças de trovão e miragens. Mais tarde Usopp melhora a arma para a versão Perfect Clima-Tact ao adicionar aparelhos chamados Dials em cada segmento do bastão. Fora o aumento de poder em seus Tempos já existentes, Nami também desenvolve a capacidade de criar nuvens e chuva. Após dois anos estudando climatologia na ilha do céu Weatheria, Nami incorporou mais ainda a tecnologia Dial ao seus conhecimentos para criar o Sorcery Clima-Tact. Esse novo modelo é maior que os anteriores e não segmentado. Além das bolhas e dos Tempos, ele também produz ovos que racham contendo fenômenos climáticos. Com ele Nami também se mostrou capaz de criar neve, correntes de ar pressurizado e nuvens marítimas (que formam o mar das ilhas do céu). Mais tarde o Sorcery Clima-Tact recebeu upgrades de Usopp para permití-lo se esticar a longas distâncias. O estilo de combate de Nami recebeu o nome oficial de em um databook.
O último aumento de poder que Nami recebeu veio quando ela adquiriu Zeus, uma nuvem senciente que pertencia à imperadora Big Mom. Ela primeiro o capturou e o convenceu a ser seu servo, mas ele decide ficar com Nami por si próprio depois de ser descartado por sua antiga dona. Zeus por si só é capaz de desferir ataques elétricos poderosíssimos e sua força pode ser aumentada com os ovos de trovão do Sorcery Clima-Tact. Zeus ficava armazenado dentro do bastão mas depois se fundiu à arma.
História A primeira parte de One Piece se passa na metade dos mares da Grand Line chamada Paraíso por serem muito mais tranquilos e com mais influência da marinha. Já a segunda parte ocorre no chamado Novo Mundo onde vivem os piratas mais fortes de todos.
Paraíso Nami ainda bebê foi encontrada em uma zona de guerra por uma menina chamada Nojiko e ambas foram resgatadas e adotadas pela marinheira Bell-mère. Ela as criou em sua casa, a Vila Cocoyashi, onde se tornaram uma família. Nami cresceu desenvolvendo um gosto por desenhar mapas mas como sua condição financeira só lhe fornecia o básico necessário, ela roubava dinheiro de outros moradores para comprar livros e estudar cartografia. Quando o pirata homem-peixe Arlong e seu bando conquistaram a Vila Cocoyashi e outras ao redor, eles impuseram uma taxa de tributos mais alta do que a casa de Nami conseguiria pagar, com a morte sendo a penalidade aos não pagantes. Bell-mère então deixa o restante de seu dinheiro para suas filhas viverem e é assassinada por Arlong. O pirata ainda descobre os mapas de Nami e a força a ser sua cartógrafa, caso contrário ele mataria todos da vila. Se um dia Nami conseguisse juntar 100 milhões de berry (o dinheiro fictício da obra), Arlong sairia de lá.
Anos mais tarde, Nami continua sua missão de conseguir dinheiro para libertar seu povo. Ela rouba um mapa do pirata Buggy e logo em seguida se depara com o protagonista Monkey D. Luffy. Apesar de seu desdenho por piratas, Nami forma uma aliança com Luffy para derrotar Buggy e finge ser sua companheira enquanto ele forma sua tripulação dos Chapéus de Palha. Ela eventualmente rouba o dinheiro deles e volta para sua vila mas é perseguida por Luffy. Os Piratas de Arlong e os Chapéus de Palha entram em conflito e Nami descobre que Arlong nunca planejava cumprir sua promessa; ele na verdade trabalhava com marinheiros corruptos para incobrir seus crimes. Em um momento de fragilidade, Nami finalmente se abre para Luffy e pede sua ajuda contra Arlong. Ele derrota o vilão e Nami aceita ser sua tripulante. Ela guia o bando para os mares da Grand Line onde começam sua busca pelo tesouro lendário One Piece ao mesmo tempo em que ela própria inicia seu mapa-múndi.
Eles logo se aliam à princesa Nefertari Vivi para ajudá-la a libertar seu reino do Shichibukai Crocodile, um pirata afiliado ao Governo Mundial que abusava de seu poder. No caminho Nami fica doente e o grupo para nas Ilhas Drum onde ela convida o médico Tony Tony Chopper a entrar na tripulação. Em Alabasta, o reino de Vivi, os Chapéus de Palha colidem contra a Baroque Works de Crocodile em um combate onde Nami se vê obrigada a lutar sozinha contra a oficial Miss Doublefinger. Nami é vitoriosa e Alabasta é salva. Quando a antiga vilã Nico Robin se junta à tripulação, ela e Nami juntas conseguem levar o grupo até Skypiea, uma ilha no céu. Conforme o navio do bando fica danificado além de reparos na cidade de Water 7, Robin os abandona para mantê-los a salvo de assassinhos do governo que a perseguiam. Os Chapéus de Palha a seguem até o centro judiciário Enies Lobby e derrotam seus inimigos, com Nami em particular vencendo Kalifa e recebendo sua primeira recompensa de procurada por isso.