A N-metilfenetilamina (NMPEA) é uma amina traço neuromoduladora derivada da fenetilamina (PEA). É um composto produzido naturalmente pelo organismo de humanos. A substância é detectada na urina humana (<1μg/24horas),G. P. Reynolds and D. O. Gray (1978) J. Chrom. B: Biomedical Applications 145 137–140. e sua produção ocorre pela enzima feniletanolamina N-metiltransferase por catálise de fenetilamina. PEA e NMPEA são alcaloides encontrados também em várias espécies de plantas diferentes.T. A. Smith (1977). "Phenethylamine and related compounds in plants." Phytochemistry 16 9–18. Algumas espécies do gênero Acacia contêm níveis elevados de NMPEA (em torno de 2300–5300 ppm), a exemplo da A. rigidula.B. A. Clement, C. M. Goff and T. D. A. Forbes (1998) Phytochemistry 49 1377–1380. B aixas concentrações de NMPEA (<10 ppm) também estão presentes em uma ampla variedade de alimentos.G. B. Neurath et al. (1977) Fd. Cosmet. Toxicol. 15 275–282.
A N-metilfenetilamina é um isômero estrutural da anfetamina.
Biossíntese N-metilfenetilamina, composto endógeno em humanos, é um isômero da anfetamina que atua principalmente no mesmo alvo biomolecular, sendo um forte antagonista do receptor 1 associado a amina humana (hTAAR1) que está acoplada à proteína G e é responsável por modular a neurotransmissão de catecolaminas.
Química A NMPEA possui aparência de um líquido incolor. Ela é uma base fraca, com pKa = 10,14; e pK b = 3,86 (valores baseados em Kb).W.H. Carothers, C. F. Bickford and G. J. Hurwitz (1927) J. Am. Chem. Soc. 49 2908–2914. O composto forma um sal cloridrato ao atingir seu ponto de fusão a 162–164 °C.C. Z. Ding et al. (1993) J. Med. Chem. 36 1711–1715.
Embora esteja disponível comercialmente, pode ser sintetizado por vários métodos. Um método pioneiro de síntese foi descrito por Carothers e colegas, que realizaram a conversão de fenetilamina em p-toluenossulfonamida, seguida por N-metilação utilizando iodeto de metilo e, finalmente, pela hidrólise da sulfonamida.W.H. Carothers, C. F. Bickford and G. J. Hurwitz (1927) J. Am. Chem. Soc. 49 2908–2914. Um método mais recente de síntese é por meio da conversão de fenetilamina em seu trifluoroacetato, seguido de N-metilação por iodeto de metilo e, por fim, por hidrólise da amina.I. Osamu (1983) Eur. J. Nucl. Med. 8 385–388.
A NMPEA é um substrato tanto para a MAO-A (KM = 58,8 μM) como para a MAO-B (KM = 4,13 μM) em mitocôndrias de cérebros de ratos.O. Suzuki, M. Oya and Y. Katsumata (1980) Biochem. Pharmacol. 29 2663–2667.
Farmacologia NMPEA é um alcaloide vasopressor, de modo que eleva a pressão arterial, e possui cerca de 1/350 da potência da epinefrina.W. H. Hartung (1945) Ind. Eng. Chem. 37 126–137. Assim como o composto do qual é derivada, a fenetilamina, e seu isômero anfetamina, a NMPEA é um agonista potente do receptor 1 associado a amina humana (hTAAR1). Possui propriedades farmacodinâmicas e toxicodinâmicas comparáveis às da fenetilamina, anfetamina e outras metilfenetilaminas em estudos com ratos.
Tal como acontece com a PEA, a NMPEA é metabolizada de forma relativamente rápida por monoamina oxidases durante o metabolismo de primeira passagem; ambos os compostos são metabolizados preferencialmente por MAO-B.
Toxicologia Na administração oral em ratos, a dose letal mínima (CLLo) do sal de HCl de NMPEA é 203 mg/kg;A. M. Hjort (1934) J. Pharm. Exp. Ther. 52 101–112. a dose letal mediana (LD50) é 685 mg/kg.C. M. Suter and A. W. Weston (1941) J. Am. Chem. Soc. 63 602–605.
Em estudos de toxicidade aguda, a N-metilfenetilamina apresentou um LD50 de 90mg/kg, em administração por via intravenosa em ratos.A. M. Lands and J. I. Grant (1952). "The vasopressor action and toxicity of cyclohexylethylamine derivatives." J. Pharmacol. Exp. Ther. 106 341–345.
Categoria:Agentes de liberação de noradrenalina e dopamina Categoria:Fenetilaminas Categoria:Anfetamina Categoria:Alcaloides Categoria:Agonistas do TAAR1 Categoria:Aminas traço