thumb|270px| em Astorga

Santa Marta de Astorga foi uma mártir cristã que viveu na cidade espanhola de Astorga, onde morreu . Desde 1741 que é a padroeira sua cidade natal, situada na província de Leão.

Biografia e culto Segundo a tradição, Marta nasceu na então cidade [Império Romano|romana] de Asturica Augusta, atualmente Astorga, e tinha laços familiares com os grupos cristãos que surgiram entre os legionários convertidos provenientes do Norte de África. O seu irmão era o legionário , pai dos santos Justo e Pastor. Segundo as atas do seu martítio, durante o reinado do imperador romano Décio, foi denunciada como seguidora de Cristo e foi forçada a renegá-lo, o que se negou a fazer. O governador mandou então torturá-la, sendo açoitada com correstes e ganchos que lhe rasgaram a carne. Depois puseram-lhe sal nas feridas e encerraram-na num calabouço. O governador voltou depois a tentar convencê-la, prometendo casá-la com o seu filho, mas sem sucesso, pelo que foi executada com uma espada. O corpo foi arrastado para um local imundo, do qual foi recolhido por uma nobre matrona astorgana, que a colocou numa sepultura honrosa.

O culto a Santa Marta é atestado não só em Astorga, mas também noutros locais da diocese daquela cidade, como Camarzana de Tera ou Santa Marta de Tera, onde houve mosteiros a ela dedicados. A sua festa é celebrada a 23 de fevereiro, dia em que a os membros do governo municipal de Astorga se reúnem à para fazerem um oferenda e agradecer a sua proteção, mas os festejos populares têm lugar em finais de agosto, quando o tempo é mais favorável.

A iconografia da santa reduz-se praticamente a Astorga e mostra-a como uma rapariga segurando um livro e com a palma da mão de mártir. Por vezes mostra um livro aberto a duas crianças de tenra idade, que seriam os seus sobrinhos Justo e Pastor. A imagem que preside a sua igreja paroquial é da autoria de e data do . Também se convervam duas pinturas do , de Gaspar de Palencia, em que são representados momentos da vida da santa.

Em 1685 chegou-se a um acordo sobre a declaração da santa como padroeira de Astorga, que foi ratificado em 1693, mas a formalização não se concretizou. Finalmente, por iniciativa do cónego Bartolomé de Loredo, que também promoveu a reconstrução da igreja paroquial, a declaração foi feita em 1 de julho de 1741.

Notas e referências

Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Naturais de Astorga (Espanha) Categoria:Romanos antigos do século III Categoria:Santos do século III Categoria:Santos de Castela e Leão Categoria:Santos da Igreja Católica Categoria:Santas Categoria:Mulheres do século III