Semaprochilodus (nome comum: jaraqui) é um gênero de peixes da família Prochilodontidae.
Espécies
Semaprochilodus brama, - Jaraqui, comum no Brasil (Rio Xingu e Rio Tocantins) Semaprochilodus insignis, - Jaraqui-açu ou jaraqui-de-escama-grossa, comum no Brasil, Equador e Peru (bacia do Rio Amazonas) Semaprochilodus kneri, - Rio Orinoco Semaprochilodus laticeps, - Rio Orinoco Semaprochilodus taeniurus, - Jaraqui-escama fina, comum no Brasil (Bacia do Rio Amazonas) Semaprochilodus varii, - Rio Maroni
Características gerais
miniaturadaimagem|Aspecto na nadadeira caudal de um jaraqui (Semaprochilodus sp.)
Os peixes do gênero costumam ser pequenos, com menos de 40cm de comprimento. Fazem sua reprodução durante a época de cheia. São peixes de escamas prateadas com nadadeira peitoral cinza amarelada e nadadeira pélvica cinza avermelhada, enquanto as nadadeiras anal, dorsal e caudal apresentam um padrão listrado que alterna as cores preto e amarelo.
O maior exemplar do gênero foi um macho da espécie Semaprochilodus brama com 54 centímetros de comprimento e 2,6 quilogramas de peso.
Consumo O consumo do jaraqui como parte da alimento ocorre em grande escala no Amazonas, onde faz parte da cultura local onde existe a frase tradicional "quem come jaraqui, não sai mais daqui". Essa frase seria dita pelos visitantes que resolveram fixar domicílio no estado. Em 18 de Março de 2026 foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas o projeto de lei que torna o jaraqui um "Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Amazonas". Em 23 de Novembro de 2019 o peixe já havia sido reconhecido como "Patrimônio Imaterial de Manaus" pela lei municipal nº 2.540. Estas leis se aplicam às espécies do gênero Semaprochilodus.
O jaraqui é o segundo peixe mais "capturado" pela pesca na Amazônia, correspondendo a 30% da produção. Em Manaus o comércio do peixe só é menos importante no mercado local que o Tambaqui. Em 2026 foram distribuídas entre 15 e 20 toneladas de jaraqui para cerca de 2 mil famílias de baixa renda de Manaus com o programa municipal "Jaraqui da Gente". De acordo com o IDAM (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas) e a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) o consumo de jaraqui anualmente é de cerca de 33kg por pessoa em Manaus, 40kg por pessoa nas sedes municipais e até 180kg por pessoa entre os ribeirinhos.
Ligações externas
Categoria:Culinária do Amazonas Categoria:Culinária da Região Norte do Brasil Categoria:Culinária indígena do Brasil
Categoria:Gêneros de proquilodontídeos Categoria:Peixes do Brasil