Leurotrigona muelleri, conhecida popularmente como abelha lambe-olhos ou mirim, é uma espécie de abelha sem ferrão da tribo Meliponini, nativa do Brasil. Nogueira-Neto, P. (1997). Vida e criação de abelhas indígenas sem ferrão. Nogueirapis, São Paulo. Species 2000 & ITIS Catalogue of Life: 2011 Annual Checklist.
Descrição As operárias medem entre aproximadamente 1,5 a 3,0 mm, conforme diferentes observações e estudos — algumas referências registram comprimentos mínimos próximos a 1,5 mm,Camargo, J.M.F.; Pedro, S.R.M. (2007). “Meliponini Lepeletier, 1836”. In: Moure, J.S. et al. (orgs.). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region. enquanto outras fontes técnicas e de divulgação indicam valores em torno de 2,5–3,0 mm.Menezes, C. et al. (2021). Material de divulgação – Projeto A.B.E.L.H.A., USP/Embrapa.
Possuem coloração escura, asas transparentes e hábitos discretos. Apesar do tamanho reduzido, vivem em colônias sociais organizadas.Nogueira-Neto, P. (1997). Vida e criação de abelhas indígenas sem ferrão. Nogueirapis.
Distribuição A espécie é nativa do Brasil e ocorre em diversos estados do território nacional,Camargo, J.M.F.; Pedro, S.R.M. (2007). Catalogue of Bees in the Neotropical Region. sendo registrada principalmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste.Menezes, C. et al. (2021). Projeto A.B.E.L.H.A.
Nidificação e ninho Nidifica em ocos de árvores, cavidades em paredes, alicerces de pedra, mourões de cerca e até em canos de ferro.Nogueira-Neto (1997). As células de cria são relativamente esféricas e ligadas por conexões de cerume, formando cachos, não havendo invólucro envolvendo as células de cria.Kerr, W.E.; Zucchi, R.; Nogueira-Neto, P. (1967). Observações sobre a biologia e nidificação de meliponíneos brasileiros. Revista de Biologia Tropical. Os potes de alimento são ovais e geralmente amarelados, e a entrada é formada por um pequeno tubo de resina escura.Nogueira-Neto (1997). thumb|500px|Colônia criada em caixa racional
Colônia Cada colônia abriga uma rainha e, em média, de 500 a 1.000 operárias.Menezes, C. et al. (2021). Projeto A.B.E.L.H.A. As colônias acumulam pequenas pelotas de lixo próximas à entrada, e o volume das cavidades utilizadas costuma variar entre 0,2 a 0,5 L.Nogueira-Neto (1997).
Comportamento A espécie recebeu o nome popular “lambe-olhos” porque visita os olhos de animais e humanos em busca de lágrimas ricas em sais minerais.Menezes, C. et al. (2021). Projeto A.B.E.L.H.A. São abelhas dóceis e não possuem ferrão funcional, causando apenas incômodo quando pousam repetidamente sobre pessoas.Camargo, J.M.F.; Pedro, S.R.M. (2007). thumb|500px|Prisão real. nota-se várias operarias cercando a princesa. Esta espécie não faz estrutura de cera para prender a princesa. Rainha aparece logo abaixo.
Importância Apesar do diminuto tamanho, contribuem para a polinização de flores nativas, desempenhando papel ecológico relevante.Menezes, C. et al. (2021). Projeto A.B.E.L.H.A.
Curiosidades Considerada uma das menores abelhas sem ferrão conhecidas.Nogueira-Neto (1997). Constrói colônias pequenas, em cavidades reduzidas.Camargo, J.M.F.; Pedro, S.R.M. (2007).
Ver também Meliponicultura Abelha sem ferrão
Referências Nogueira-Neto, Paulo (1997). Vida e criação de abelhas indígenas sem ferrão. Nogueirapis, São Paulo. Camargo, J.M.F.; Pedro, S.R.M. (2007). “Meliponini Lepeletier, 1836”. In: Moure, J.S. et al. (orgs.). Catalogue of Bees in the Neotropical Region. Menezes, C. et al. (2021). Material de divulgação – Projeto A.B.E.L.H.A., USP/Embrapa. Kerr, W.E.; Zucchi, R.; Nogueira-Neto, P. (1967). Observações sobre a biologia e nidificação de meliponíneos brasileiros. Revista de Biologia Tropical.
Nomes vernáculos WarázuRamirez, H.; França, M.C.V. (2017) O Warázu do Guaporé (tupi-guarani: primeira descrição linguística). LIAMES, v. 17, n. 2, p. 1-96.: ðeti-óro KanoêBacelar, Laércio Nora. 2004. Gramática da língua kanoê. Dissertação de Doutorado. Katholieke Universiteit Nijmegen. Nijmegen, Holanda.: emiã RikbaktsaTREMAINE, Sh. Dicionário Rikbaktsa-português, português-Rikbaktsa. Cuiabá: Associação Internacional de Lingüística – SIL Brasil, 2007. viii + 100 f.: mekmekzatsa MỹkyMonserrat, Ruth Maria Fonini; Elizabeth R. Amarante. 1995. Dicionário Mỹky-Português. Rio de Janeiro: Editora Sepeei/SR-5/UFRJ.: ikiisi Proto-ChapacuraAngenot, Geralda de Lima (1997). Fonotática e Fonologia do Lexema Protochapacura. Dissertação do Mestrado, Universidade Federal de Rondônia.: *totʃik
Categoria:Abelhas do Brasil Categoria:Himenópteros descritos em 1900 Categoria:Leurotrigona