Eu Quero É Botar meu Bloco na Rua é o primeiro álbum de estúdio solo do cantor e compositor capixaba Sérgio Sampaio, lançado em 1973 pela gravadora Philips.

Antecedentes Em 1971, Sampaio participou do álbum conceitual Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10, ao lado de Raul Seixas, Míriam Batucada e Edy Star. Junto às suas participações no Festival Internacional da Canção no mesmo ano com a canção "No Ano 83" e em 1972 com a música "Eu Quero É Botar meu Bloco na Rua" (ambas de sua autoria), o projeto alavancou a integração do cantor ao elenco da gravadora Philips, influenciada pelo seu parceiro Raul Seixas.

Embora nenhuma de suas apresentações no FIC tenham ficado entre as vencedoras, a canção "Eu Quero É Botar meu Bloco na Rua" foi incluída no compacto As Melhores do VII FIC, que vendeu mais de 500 mil cópias e tornou a música o maior sucesso do carnaval de 1973.

Produção Em 1973, Sampaio lança o seu primeiro álbum solo, com o mesmo título da faixa que fez sucesso no FIC. Com a exceção de "Cala a Boca, Zebedeu", composta em 1963 pelo pai de Sérgio, o maestro Raul Gonçalves Sampaio, todas as faixas foram composições próprias. O LP contou com a participação de músicos de peso da época, como Wilson das Neves, Ivan Conti e Alex Malheiros, além do guitarrista Renato Piau, que já tinha participado da apresentação de Sampaio no Festival Internacional da Canção no ano anterior. Nas faixas, fica evidente a versatilidade do conjunto, com influências de blues, samba, marchinhas, choro, bolero e críticas ao tropicalismo. A vinheta que encerra o disco é uma homenagem ao responsável pela produção do disco, Raul Seixas.

Lista de faixas Todas as faixas compostas por Sérgio Sampaio, exceto onde assinalado.

Créditos Músicos Sérgio Sampaio - vocal, violão Renato Piau - violão, guitarra Wilson das Neves - bateria Ivan Mamão - bateria Alex Malheiros - baixo Zé Roberto - teclados Raul Seixas - vocal de apoio em Viajei de Trem e Eu Quero É Botar meu Bloco na Rua (não creditado)

Ficha técnica Sérgio Sampaio - Arranjos Raul Seixas - Arranjos, produção José Roberto Bertrami - Arranjos Aldo Luiz - Arte da capa

Recepção Ao contrário do single predecessor, o disco foi um fracasso de vendagens, com estimativas de cerca de cinco mil cópias comercializadas na época. Tal fato rendeu a Sampaio a alcunha de "Maldito da MPB". Apesar disso, as faixas "Cala a boca, Zebedeu", "Viajei de trem", "Odete" e a faixa-título foram bastante executadas nas rádios e proporcionaram frequentes aparições de Sérgio Sampaio nos programas televisivos nacionais.

Eu Quero É Botar meu Bloco na Rua rendeu ao cantor o Troféu Imprensa de revelação do ano na edição de 1973 e o álbum serviu de influência para muitos artistas, tendo suas faixas (principalmente a faixa homônima ao disco) regravadas e executadas até os dias atuais por músicos como Roupa Nova, Elba Ramalho, Monobloco, Casuarina, Ney Matogrosso e Mart'nália.

Categoria:Álbuns de 1973 Categoria:Álbuns de estreia de 1973 Categoria:Álbuns de música popular brasileira Categoria:Álbuns de rock do Brasil Categoria:Álbuns em língua portuguesa