Alvito é uma vila histórica portuguesa sede da Freguesia de Alvito e do Município de Alvito, pertencentes ao Distrito de Beja, região do Alentejo e sub-região do Baixo Alentejo.Localização no Google Maps,
A 1 de Agosto de 1280, estando a povoação na sua posse, a Ordem da Santíssima Trindade concede a Alvito carta de foral. Tal foral viria a ser confirmado por D. Dinis, em 1283, e desde então Alvito mantém o estatuto de vila."Síntese histórica", no portal do Município de Alvito,
O nome Alvito provém de Olivetto, que significa olival, facto comprovado pelas oliveiras milenares que se encontram no concelho.Portal do Município de Alvito,
História
Os testemunhos mais antigos que se conhecem da presença humana no concelho remontam ao Neolítico, existindo vários vestígios que asseguram a presença do Homem durante a Idade do Cobre, do Bronze e do Ferro.
A ocupação intensa levada a cabo pelos romanos fez-se sentir logo no início do século I, subsistindo ainda vários testemunhos desta presença, de que são exemplos as villae de S. Romão, de S. Francisco e Malk Abraão. Também visigodos e muçulmanos ocuparam estas antigas villae, dando continuidade à ocupação romana.
Conquistada pelos portugueses em 1234, a povoação de Alvito é doada a D. Estêvão Anes em 1251, chanceler-mor do reino, por D. Afonso III e pelos Pestanas de Évora. A partir desta data, sobretudo através da ação do chanceler, procede-se ao seu repovoamento, passando Alvito a ser uma povoação com dimensões consideráveis para a época.
Em 1279 morre D. Estêvão Anes, ficando a vila em testamento para a Ordem da Santíssima Trindade, a qual lhe concede carta de foral, idêntica à de Santarém, a 1 de agosto de 1280. Tal documento viria a ser confirmado por D. Dinis, em 1283. Em 1387, D. João I doa Alvito a D. Diogo Lobo, em troca dos bons serviços prestados na batalha de Aljubarrota (1385) e na conquista de Évora aos espanhóis (1387), ficando a vila ligada à história desta família ao longo de todo o período que durou o regime monárquico.
A 24 de abril de 1475, D. Afonso V concede ao Dr. João Fernandes da Silveira, marido de D. Maria de Sousa Lobo, o título de Barão, passando Alvito a ser a sede da primeira baronia instituída em Portugal. Nesta época, já a povoação desfrutava de um crescimento acentuado, fruto da conjuntura favorável em que o reino se encontrava e que permitiu um forte crescimento populacional em todo o país. Tal crescimento teve fortes repercussões na economia da vila, passando Alvito a ser um dos principais centros político-económicos de todo o Alentejo, durante o período moderno, tendo quase 1700 habitantes e 364 fogos, segundo as estatísticas do censo de 1527. Este facto justifica o esplendor que se pode observar em muitos monumentos: o castelo, a Igreja Matriz, a Igreja da Misericórdia, a Igreja de Nossa Senhora das Candeias, bem como na representatividade da arte manuelina de Alvito.
Na época de transição do século XVIII para o século XIX, o crescimento e prosperidade de Alvito estagnam, começando o seu declínio a partir de meados do século XX, sobretudo durante as décadas de 60 e 80.
Gastronomia miniaturadaimagem|230x230px|Migas, prato típico da região As iguarias típicas da vila e da região são: Açorda de Cação Migas Ensopado de Borrego Sopa de Beldroegas Feijão com Catacuzes Carrasquinhas Destaca-se, também, a doçaria regional (pastéis de chila e grão), os licores e, na freguesia de Vila Nova da Baronia, os enchidos da Baronia, e os vinhos da Herdade das Barras e do Monte dos Catacuzes - ALVITUS e BARONIUM.
Em Fevereiro e Junho realizam-se semanas gastronómicas em que participam os restaurantes do concelho, oferecendo pratos em torno de espargos, catacuzes e carrasquinhas (na 1ª semana) e beldroegas (na 2ª semana).
Cultura Biblioteca Municipal de Alvito Centro Cultural de Alvito
Património miniaturadaimagem|Igreja da Misericórdia e Capela de Nossa Senhora das Candeias
Capela de Santa Luzia Casa de António Pedro Góis Casa na Rua do Conselheiro Machado, n.º 44 Castelo de Alvito Convento da Santíssima Trindade de Alvito Convento de São Francisco Ermida de São Sebastião Escola Conde de Ferreira Igreja da Misericórdia de Alvito e Capela de Nossa Senhora das Candeias Igreja Paroquial de Alvito Igreja de Santo António Paços do Concelho de Alvito Pelourinho de Alvito
Personalidades Padre Luís Caldeira - jesuíta que nasceu em Alvito. Foi professor em Évora, deixando vários sermões religiosos. D. Luiz Cerqueira - bispo do Japão (Funai), (1598-1614). Mariana Mortágua - deputada do Bloco de Esquerda (BE)
Heráldica esquerda|74x74pxBrasão: Escudo de prata com um castelo composto de um pano de muralha ladeado por duas torres circulares a azul. Em chefe, um ramo de oliveira e um ramo de azinheira, ambos a verde frutados de negro, cruzados em ponta e atados a vermelho. Em contra-chefe, duas faixas ondadas a azul entre um arco de ponte a negro realçada de prata. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com legenda a negro: "VILA DE ALVITO".esquerda|80x80pxBandeira: De fundo azul. Cordões e borlas de prata e azul. Haste e lança de ouro.
Geminações Alvito está geminada com Alvito, Lácio, Itália.
Ligações externas Município de Alvito
Categoria:Vilas de Portugal