O Grande Prêmio da Toscana de 2020 (formalmente denominado Formula 1 Gran Premio della Toscana Ferrari 1000) foi a nona etapa do Campeonato Mundial de 2020 da Fórmula 1. Foi disputada em 13 de setembro de 2020 no Circuito de Mugello, na Toscana, Itália, que recebeu uma corrida de Fórmula 1 pela primeira vez na história, em virtude das mudanças no calendário provocadas pela pandemia de COVID-19. O evento marcou a primeira corrida do Grande Prêmio da Toscana, que foi criado para diferenciar a segunda corrida realizada no país do , que foi a etapa anterior.
Relatório Treino Classificatório Q1 Q2
Q3 800px|thumb|centro|Grid de Largada
Corrida Pré-Corrida Minutos antes da largada, na volta de saída dos boxes, Max Verstappen reportou problemas no motor Honda que empurra na Red Bull. Os instantes que antecederam o início da prova foram de muito trabalho para a equipe taurina, que conseguiu deixar o carro do holandês pronto para a partida.
Primeira Largada A primeira volta da mais nova corrida da Fórmula 1 foi marcada por uma verdadeira bagunça. Antes, na largada, Valtteri Bottas tracionou melhor que Lewis Hamilton e assumiu a liderança. Verstappen, logo no começo, despencou no pelotão e foi um dos pilotos envolvidos na grande confusão ocorrida na curva 2: Pierre Gasly teve seu carro prensado entre a Alfa Romeo de Kimi Räikkönen e a Haas de Romain Grosjean.
Envolvido no incidente, Verstappen foi acertado e parou na caixa de brita, onde não conseguiu sair. O francês, vencedor do último GP da Itália, também abandonou. Sebastian Vettel também teve o carro acertado após uma rodada de Carlos Sainz, que se chocou com a Racing Point de Lance Stroll. O tetracampeão teve de parar nos boxes para trocar a asa dianteira, enquanto o safety-car foi acionado para a retirada dos detritos da pista.
A bandeira amarela vigorou até a sexta volta e tinha Bottas na frente, seguido por Hamilton, Charles Leclerc, Alexander Albon e Stroll em quinto.
Quando os pilotos receberam a determinação para a relargada, Bottas, que puxava o pelotão, vinha muito lento e ziguezagueando para abrir a volta depois que a luz verde foi acionada. O que aconteceu em seguida foi outra grande confusão. Quem vinha atrás foi envolvido em uma batida que, por muito pouco, não trouxe maiores consequências.
Antonio Giovinazzi chegou a sair do chão com sua Alfa Romeo, e o bate-bate ali no meio fez com que Kevin Magnussen, Sainz e Nicholas Latifi batessem forte uns nos outros e de maneira determinante para abandonos. Outros também se envolveram de forma mais leve. No rádio, Romain Grosjean soltou os cachorros para cima de Bottas por ter segurado a fila. “Foi estúpido o que fez seja quem esteja à frente. Querem nos matar?”, bradou.
A direção de prova preferiu chamar a bandeira vermelha para limpar o traçado e, enfim, tentar começar a corrida. Depois que a Renault confirmou que Esteban Ocon também estava fora da corrida por superaquecimento dos freios, o francês se unia a Latifi, Magnussen, Giovinazzi, Sainz, Verstappen e Gasly. A corrida passava a ter somente 13 carros.
Com a bandeira vermelha, as equipes aproveitaram o ensejo para fazer a troca de pneus. Assim, por exemplo, Bottas e Hamilton foram para a sequência da prova com os compostos médios.
Segunda Largada A relargada, parada, conforme diz o regulamento, foi dada na volta 10 da corrida. Valtteri saiu na frente, mas Hamilton tracionou melhor , emparelhou lado a lado na curva 1, a San Donato, e conseguiu fazer a ultrapassagem. Leclerc aparecia em terceiro, seguido por Stroll, Sergio Pérez, Daniel Ricciardo e Alexander Albon.
Hamilton tinha uma vantagem controlada de 1s5 para Bottas na volta 15, enquanto Leclerc sofria para segurar a ‘Mercedes rosa’ de Stroll. Já o outro carro da Racing Point, o de Pérez, era ultrapassado pela Renault de Ricciardo, que vinha forte para a sequência da corrida.
Leclerc realmente não conseguiu fazer frente aos carros que vinham atrás. Stroll tirou proveito da melhor performance da Racing Point e fez a ultrapassagem para subir para terceiro depois de boas voltas seguindo a Ferrari. Ricciardo, ao contrário, não perdeu tempo e logo superou o monegasco. Por sua vez, Pérez, em má fase, era batido por Albon, que era outro a superar o carro #16 de Charles.
Leclerc era o sétimo, depois de ter sido ultrapassado por Pérez, quando parou para fazer o pit-stop. O chamado plano C consistia em uma troca de pneus e a sequência da corrida com pneus duros. O piloto de 22 anos caiu para 13º e último dentre os que estavam na pista, enquanto um apagado Vettel vinha só em décimo.
Confiante em poder dar o ‘pulo do gato’ contra Hamilton, Bottas pediu à Mercedes o tipo de pneu contrário ao que o britânico escolhesse para o último stint da corrida. Stroll tinha algum alívio depois que Ricciardo fez seu pit-stop. O pit-lane tinha boa movimentação com as paradas também de Pérez, Vettel e Grosjean. Quem se deu mal foi Räikkönen, com problemas no trabalho feito pela Alfa Romeo.
Logo depois de pedir uma estratégia diferente, Bottas perdeu tempo na pista e viu a diferença para Hamilton subir para 6s8 na volta 31. O finlandês reclamava de desgaste excessivo do pneu dianteiro esquerdo antes de partir para a troca. A Mercedes colocou compostos duros para Valtteri ir até o fim da corrida sem nova parada. Na volta seguinte, foi Hamilton quem fez o pit-stop e seguiu na corrida também com pneus duros.
Enquanto Bottas reclamava dos pneus, Ricciardo fazia o chamado ‘undercut’ e superava Stroll depois do pit-stop do canadense. O australiano estava cada vez mais perto de levar a Renault ao pódio pela primeira vez desde Nick Heidfeld no GP da Malásia de 2011.
Hamilton controlava uma vantagem de cerca de 6s para Bottas, que torcia por um safety-car, Ricciardo era o terceiro e vinha seguido por Stroll e Albon. Leclerc lutava por posição com a AlphaTauri de Daniil Kvyat quando a Ferrari o chamou para um novo pit-stop. O monegasco fez seu último stint com pneus médios.
Se a corrida foi incrivelmente agitada e acidentada nas primeiras voltas, o terço final da disputa caminhava de forma bem mais tranquila, até monótona. Até que, na volta 43, Stroll enfrentou um furo no pneu enquanto percorria a segunda ‘perna’ da curva Arrabbiata e bateu forte na barreira de pneus. Com o novo acionamento do safety-car, Bottas logo de imediato foi o primeiro a fazer novo pit-stop e arriscar tudo ao trocar os pneus duros pelos macios. Hamilton também fez a parada e se manteve na frente com a bandeira amarela.
Mas com 45 voltas, a direção de prova acionou pela segunda vez a bandeira vermelha na corrida. A alegação foi que era preciso arrumar a barreira de pneus avariada após a batida de Stroll. Durante o processo de remoção, o carro do canadense pegou e ficou praticamente destruído.
Durante a interrupção, a direção de prova anunciou uma determinação incomum e pediu para Grosjean e Räikkönen, 11º e 12º, respectivamente, passarem a fila de carros e descontassem a volta que tinham de desvantagem. Ao mesmo tempo, o finlandês era investigado por ter entrado no pit-lane sem ainda ter permissão para tal, do mesmo jeito que aconteceu com Hamilton e Giovinazzi em Monza semana passada.
Terceira Largada Os pilotos partiram para uma nova largada todos usando pneus macios para as voltas finais da corrida. Hamilton alinhou novamente na posição de pole, lado a lado com Bottas, enquanto Ricciardo era o terceiro e Albon completava a segunda fila.
Hamilton largou muito bem e não deu chances a Bottas, que partiu mal e foi superado por Ricciardo. Albon manteve o quarto posto, à frente de Pérez, Lando Norris, Kvyat, Leclerc e Räikkönen. Só que o finlandês teve de pagar punição pela infração cometida antes de nova entrada do safety-car. Russell, que mostrava até ter chances de pontuar, despencou para a última posição na pista com a Williams.
Ricciardo não teve como segurar Bottas, que fez a ultrapassagem na volta seguinte. O australiano passou a ser atacado por Albon, que buscava seu primeiro pódio na Fórmula 1.
Valente, Albon emparelhou com Ricciardo na curva San Donato e fez a ultrapassagem para subir ao terceiro lugar na corrida na volta 51. Em seguida, o anglo-tailandês apertou o ritmo e até se aproximou de Bottas. Mas Bottas não apenas respondeu, como encostou em Hamilton. Só que o hexacampeão controlou a vantagem e conseguiu manter a diferença na casa de 1s5, abriu bem mais no fim e chegou a outra vitória histórica na Fórmula 1.
800px|thumb|centro|Resultado da Corrida
Pneus + Os compostos de pneus fornecidos pela Pirelli para este Grande Prêmio Nome do composto Cor Banda de rolamento Condições de Tempo Dry Type Aderência LongevidadeMacio (C4) 50px Slick(P Zero) Seco Soft Mais aderência Menos durávelMédio (C3) 50px Slick(P Zero) Seco Medium Médio MédioDuro (C2) 50px Slick(P Zero) SecoHard Menos aderência Mais durávelIntermediário 50px Sulcos(Cinturato) Molhado Intermediate(água não estagnante) Chuva 50px Sulcos(Cinturato) Molhado Wet(água estagnante)
Escolhas de Pneus de cada piloto para o GP da Toscana: Nº Pilotos Equipe(s) Duro Médio Macio 44 Lewis Hamilton 77 Valtteri Bottas 5 Sebastian Vettel 16 Charles Leclerc 23 Alexander Albon 33 Max Verstappen 3 Daniel Ricciardo 31 Esteban Ocon 8 Romain Grosjean 20 Kevin Magnussen 55 Carlos Sainz Jr. 4 Lando Norris 11 Sergio Pérez 18 Lance Stroll 7 Kimi Raikkonen 99 Antonio Giovinazzi 10 Pierre Gasly 26 Daniil Kvyat 6 Nicholas Latifi 63 George Russell
Resultados Treino Classificatório PilotoConstrutorTemposGridQ1Q2Q3 144 Lewis Hamilton 1:15.7781:15.3091:15.1441 277 Valtteri Bottas1:15.7491:15.3221:15.2032 333 Max Verstappen1:16.3351:15.4711:15.5093 423 Alexander Albon1:16.5271:15.9141:15.9544 516 Charles Leclerc1:16.6981:16.3241:16.2705 611 Sergio Pérez1:16.5961:16.4891:16.3117 718 Lance Stroll1:16.7011:16.2711:16.3566 83 Daniel Ricciardo1:16.9811:16.2431:16.5438 955 Carlos Sainz Jr.1:16.9931:16.5221:17.8709 1031 Esteban Ocon1:16.8251:16.297 Sem tempo10 114 Lando Norris1:16.8951:16.640 11 1226 Daniil Kvyat1:16.9281:16.854 12 137 Kimi Räikkönen1:17.0591:16.854 13 145 Sebastian Vettel1:17.0721:16.858 14 158 Romain Grosjean1:17.0691:17.254 15 1610 Pierre Gasly 1:17.125 16 1799 1:17.220 17 1863 George Russell 1:17.232 18 196 Nicholas Latifi 1:17.320 19 2020 Kevin Magnussen 1:17.348 20Tempo dos 107%: 1:21.051Fonte:
Notas – Sergio Pérez recebeu uma penalidade de um lugar no grid por causar uma colisão com Kimi Räikkönen durante a segunda sessão de treinos livres. – Daniil Kvyat e Kimi Räikkönen marcaram tempos idênticos no Q2;Kvyat foi classificado à frente ao definir seu tempo de volta antes de Raikkonen.
Corrida Piloto Construtor Voltas Tempo/Retirado Grid Pontos 144 Lewis Hamilton 59 2:19:35.060 1 25 277 Valtteri Bottas 59 +4.880s 2 18 323 Alexander Albon 59 +8.064s 4 15 43 Daniel Ricciardo 59 +10.417s 8 12 511 Sergio Pérez 59 +15.650s 7 10 64 Lando Norris 59 +18.883s 11 8 726 Daniil Kvyat 59 +21.756s 12 6 816 Charles Leclerc 59 +28.345s 5 4 97 Kimi Räikkönen 59 +29.770s 13 2 105 Sebastian Vettel 59 +29.983s 14 1 1163 George Russell 59 +32.404s 18 128 Romain Grosjean 59 +42.036s 15 Ret18 Lance Stroll 43 Suspensão 6 Ret31 Esteban Ocon 8 Freios 10Ret6 Nicholas Latifi 7 Colisão 19Ret20 Kevin Magnussen 7 Colisão 20Ret99 7 Colisão 17Ret55 Carlos Sainz Jr. 7 Colisão 9Ret33 Max Verstappen 0 Colisão 3Ret10 Pierre Gasly 0 Colisão 16volta mais rápida: Lewis Hamilton () – 1:18.833 (volta 58) Fonte:
Curiosidades 250px|thumb|direita|Sebastian Vettel pilotando a Ferrari com a pintura especial para o 1000º GP da equipe italiana na Fórmula 1. A Ferrari completou 1000 Grandes Prêmios na história da Fórmula 1 no seu circuito doméstico. Primeiro pódio de Alexander Albon na Fórmula 1 e se tornou o primeiro tailandês a subir no pódio da categoria. É o 3º GPs com três largadas, apenas 2 Grandes Prêmios anteriores tiveram 3 largadas no mesmo dia: e . Ambos receberam duas bandeiras vermelhas na primeira volta.