Pedro Antônio de Miranda (Porto Alegre, 14 de novembro de 1843 — 1900) foi um escritor, jornalista, advogado, educador e intelectual brasileiro.
Formou-se professor na Escola Normal de Porto Alegre, atuando como professor primário em Santa Maria e São Borja. Em Santa Maria foi secretário da Câmara de Vereadores,"Editaes". A Federação, 1002/1888 criador da Sociedade Literária,Bragança, Aníbal & Márcia Abreu. Impresso no Brasil: dois séculos de livros brasileiros. Editora UNESP, 2010, p. 242 e idealizador e o primeiro diretor da Biblioteca Independência.Centro Regional de Pesquisas Educacionais do Sul. Gabinetes de leitura e bibliotecas do Rio Grande do Sul no século XIX. Ministério da Educação e Cultura, 1973. pp. 43-44 "Santa Maria". A Federação, 31/08/1885 Em Itaqui fundou uma escola. Lutou na Guerra do Paraguai, foi ainda advogado provisionado em Porto Alegre e Uruguaiana, tabelião em Pelotas e Itaqui, e jornalista em Porto Alegre e Pelotas.Strelow, Aline. "Primórdios da imprensa literária no Rio Grande do Sul - A história do jornal O Guayba". In: Intercom: Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, 2016; 39 (2)
Chamado na imprensa da época de "mavioso poeta"Alves, Francisco das Neves; Mauro Nicola Póvoas & Luciana Coutinho Gepiak. Escrita feminina no sul do Brasil: textos jornalísticos de Revocata Heloísa de Melo. CLEPUL/Biblioteca Riograndense, 2016, p. 113 e "um dos mais antigos e esforçados trabalhadores das boas letras rio-grandenses","Publicações recebidas". Almanach Popular Brazileiro, 1894, p. 194 foi membro fundador em 1868 do Parthenon Litterario, a principal instituição cultural do estado do Rio Grande do Sul no século XIX.Laitano, José Carlos Rolhano. História da Academia Rio-Grandense de Letras (1901-2016) e Parthenon Litterario (1868-1885). Metamorfose, 2016, p. 21 Colaborou na revista do Parthenon com o pseudônimo O Roseteiro, no Correio Mercantil, e foi um dos fundadores e colaborador da revista O Guayba. Nesta mantinha a coluna "Revista", que fazia uma resenha em tom cômico dos fatos da semana, usando o pseudônimo O Freguês.Póvoas, Mauro Nicola. "Exaltação mitificadora de personagens históricas em periódicos literários sul-riograndenses do século XIX". In: Historiæ, 2015; 6 (1): 268-282Póvoas, Mauro Nicola. Uma história da literatura: Periódicos, memória e sistema literário no Rio Grande do Sul do século XIX. Buqui, 2018, s/pp.
Sua obra escrita compreende crítica literária, crônicas, poemas, quadras humorísticas e artigos para almanaques. Sua obra poética tem perfil romântico e em geral uma temática regionalista, destacando-se o livro Epístolas Campeiras, mas também trabalhou outros temas. Sampaio, Rebecca Demicheli. Produção e recepção de Anália Vieira do Nascimento no Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro (1871-1898). Mestrado. UCS, 2019, p. 26Saldanha, Benedito. A mocidade do Parthenon Litterário. Alcance, 2003, p. 34 Como cronista e poeta humorista foi um crítico de costumes.Jansen, Carlos. O patuá: novela gauchesca, 1879-1880. Gabinete de Pesquisa de História do Rio Grande do Sul, 1974, p. 37 Também deixou uma Synopse grammatical para uso dos seus alunos. Em 1968 a Câmara Municipal de Porto Alegre, comemorando o centenário de fundação do Parthenon, aprovou a criação de um monumento público com a inscrição dos nomes dos fundadores.Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Lei nº 3145, de 18 de junho de 1968
Ver também História da imprensa no Rio Grande do Sul Literatura do Rio Grande do Sul
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