O Paraíso Perdido Park foi um complexo turístico localizado no litoral do Nordeste do Brasil, na praia de Icaraí, no município de Caucaia, a cerca de 18 quilômetros de Fortaleza. O empreendimento teve suas atividades encerradas pelo IBAMA em 2006, após denúncias e comprovação de maus-tratos aos animais mantidos em seu zoológico. Informações gerais O parque foi inaugurado em 2000 pelo empresário Lincoln Morais. O complexo reunia infraestrutura turística composta por parque aquático, área de lazer, hospedagem e um zoológico particular que abrigava cerca de 600 animais.
Instalado em uma área de aproximadamente 46 mil metros quadrados, o local tinha como uma de suas principais atrações o Zoológico Shangri-la. O parque aquático incluía toboáguas, piscinas, cachoeiras artificiais e áreas de recreação.
Além das atrações aquáticas, o complexo também contava com um chamado Parque Seco, que possuía brinquedos e atividades recreativas, como Sit-Skate, Touro Mecânico e circuitos de aventura, incluindo estruturas suspensas e passarelas semelhantes às trilhas utilizadas em atividades de arvorismo.
O zoológico mantinha diversas espécies de animais, entre elas leões, tigres, onças-pintadas, hipopótamos e chimpanzés, além de macacos, aves silvestres, cobras, avestruzes, emas, porcos-do-mato e crocodilos.
De acordo com informações divulgadas à época, o zoológico possuía viveiros e espaços destinados às diferentes espécies. Alguns animais de maior porte eram mantidos em áreas rebaixadas em relação ao nível do solo, protegidas por muretas e cercas de segurança. Encerramento das atividades Apesar da popularidade inicial, o empreendimento enfrentava problemas administrativos, incluindo denúncias de atraso no pagamento de funcionários e irregularidades em licenças ambientais.
Em 2006, após denúncias e investigações sobre maus-tratos aos animais mantidos no zoológico, a Justiça determinou o fechamento do parque, com execução da medida pelo IBAMA.
Após o encerramento das atividades, parte dos animais foi transferida para zoológicos e instituições de outros estados. Entre eles estava um rinoceronte posteriormente encaminhado para um zoológico no estado de São Paulo. Em 26 de fevereiro de 2007, o jornal Diário do Nordeste informou que alguns animais ainda permaneciam no local enquanto aguardavam transferência:"Desde o fechamento do Paraíso Perdido Park, no Icaraí, ocorrido no ano passado, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) trabalha para manter a alimentação e a medicação dos bichos sob controle. Além disso, o Ibama ficou sendo o responsável pela transferência dos animais. Todos ainda permanecem no parque devido à falta de estrutura adequada em outros locais. Desde novembro de 2006, já foram transferidos 67 animais, mas ainda restam 27 para este ano. Entre eles: dois hipopótamos, três onças pintadas, duas onças pardas, nove jacarés e 11 leões. Apesar do trabalho do Ibama, o processo de transferência dos animais não é fácil. De acordo como o analista ambiental do núcleo de fauna do Ibama, Alberto Klefasv, transportar os animais tem um custo bastante elevado. São animais de grande porte e, além de nos preocuparmos com a transferência deles, temos a alimentação e a medicação, diz Klefasv. Segundo o analista ambiental, o Ibama gasta, em média, R$ 20 mil por mês com a alimentação dos 27 animais do zoológico. Conforme Klefasv, as negociações com outros zoológicos do Brasil é demorada, porque os parques não querem arcar com as despesas de locomoção e, para isso, o Ibama deve entrar em acordo para não ter prejuízo." Em 2012, o programa Fantástico, da Rede Globo, exibiu uma reportagem sobre a situação de dois leões chamados Juba e Yasmin, que também haviam pertencido ao zoológico do parque e foram posteriormente transferidos para a UNESP de Botucatu após denúncias de maus-tratos.
O UOL Notícias também relatou a situação do leão Juba em reportagem publicada em 14 de dezembro de 2011. Segundo a ONG Mata Ciliar, do município de Pedreira (SP), o animal havia passado por diferentes locais em condições inadequadas antes de ser transferido para o interior paulista. Na ocasião, o transporte aéreo do animal do Ceará para São Paulo foi viabilizado com apoio da empresa Tetra Pak.
A analista ambiental Carla Sombra, do centro de triagem do IBAMA, explicou que o animal já possuía idade avançada e apresentava marcas decorrentes dos maus-tratos sofridos. Ver também
Praia de Icaraí
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