Luzia Maria Martins (Lisboa, 27 de maio de 1927 – Lisboa, 13 de setembro de 2000) foi uma dramaturga, diretora e atriz portuguesa. É considerada a mãe do teatro independente em Portugal.
Biografia Estudou em Londres, onde residiu parte da sua vida. Ali contactou com um meio cultural muito diferente do que então se vivia em Portugal, inspirando-a a fundar, em 1963, juntamente com Helena Félix, o TEL – Teatro Estúdio de Lisboa.
Luzia Maria Martins foi uma das figuras da resistência ao regime do Estado Novo, proporcionando ao público português, através da sua força de vontade, o contacto com autores e textos centrais da dramaturgia europeia, tais como Strindberg, John Osborne, Edward Bond e Marguerite Duras, vindo a incluir no seu repertório autores então proibidos pela censura, como Sttau Monteiro e Maxwell Anderson.
Terminou a sua carreira teatral no início da década de 1990, após a morte de Helena Félix, desiludida com o desinteresse do público. Apenas em 1998, a convite de Carlos Avilez e Luísa Ortigoso, regressou para encenar o monólogo Frida e a casa azul, de José Jorge Letria, no Teatro Nacional D. Maria II
Morreu a 13 de setembro de 2000, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, vítima de doença prolongada.
Trabalhos Entre as suas obras encontram-se: 1967 - Bocage, Alma sem Mundo, Edições Europa-América 1975 - Lisboa 72-74
Prémios e homenagens Foi distinguida com os prémios: Prémio António Pinheiro para o melhor Encenador do Ano (1969) Prémio da Crítica (1970), pela sua encenação de Lar, de David Storey O Ministério da Cultura distinguiu-a com a Medalha de Mérito Cultural, em 1990.
Em 2001, Câmara Municipal de Lisboa atribuiu o nome de Largo Luzia Maria Martins, a um arruamento da freguesia de São Domingos de Benfica.A mãe do teatro independente num Largo da Quinta dos Barros
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