Em 8 de janeiro de 2020, mísseis balísticos atingiram as bases aéreas de Al Asad e Erbil, no Iraque, na chamada Operação Mártir Soleimani.Irão batiza ataque às bases norte-americanas como operação "Mártir Soleimani" - SIC NotíciasOperação "Mártir Soleimani". Irão bombardeou bases militares dos EUA no Iraque - Rádio Renascença Segundo a mídia iraniana, foi relatado que os mísseis foram lançados pelo Irã em retaliação pela morte de Qasem Soleimani no ataque aéreo anterior ao Aeroporto Internacional de Bagdá em 2020. miniaturadaimagem|300px|Imagem feita por um drone do ataque de mísseis contra a Base de Al Asad.

Segundo a Agência de Notícias Estudantil Iraniana (ISNA), o Irã disparou "dezenas de mísseis terra a terra" nas bases americanas em território iraquiano e o governo do país rapidamente assumiu a responsabilidade pelo ataque. As autoridades americanas confirmaram que esses mísseis balísticos foram disparados de dentro do Irã para vários alvos no Iraque. A ISNA afirmou que os ataques eram uma abertura para uma operação militar conhecida como "Mártir Soleimani".Operation ‘Martyr Suleimani’ Raining Down Missiles In Iraq, State TV Calls It ‘Revenge’ A mídia iraniana também disse que "Oh Zahra" foi a palavra código usada para lançar os mísseis. O primeiro-ministro do Iraque, Adel Abdul Mahdi, foi avisado previamente do ataque pelos iranianos.

Segundo informações, entre 6 e 10 mísseis Fateh-313, de curto alcance, foram disparados pelos iranianos contra as instalações militares ocidentais na Base aérea de Al Asad e no Aeroporto Internacional de Erbil. Um míssil Qiam 1 atingiu o aeroporto de Erbil mas não explodiu, com três outros Qiam 1 falhando no ar e um outro explodiu a cerca de 20 milhas do aeroporto. De acordo com o exército iraquiano, cerca de 22 mísseis balísticos foram disparados de duas localidades entre as 01h45 e 02h15 da manhã contra as instalações de al-Asad e Erbil. Eles afirmaram que dezessete foram lançados contra Ayn al-Asad e cinco contra Erbil. miniaturadaimagem|300px|Militares americanos analisando os danos causados na Base Al Asad. Relatórios iniciais divulgados pelos americanos mostraram que os ataques dos mísseis iranianos em Erbil e na base de Al Asad não causaram baixas ou danos extensos. Contudo, uma semana após o incidente, foi reportado que mais de 100 militares dos Estados Unidos foram evacuados e tratados com sintomas de concussão e traumatismo cranioencefálico. Já a mídia iraniana afirmou que ao menos 80 soldados inimigos foram mortos nos seus ataques, mas esta informação não foi verificada de forma independente."Iran claims 80 American troops killed in missile barrage; US says no casualties". Página acessada em 8 de janeiro de 2020.

No Irã, o líder supremo do país, Ali Khamenei, afirmou que ações militares "não seriam o bastante" e que a "presença corruptiva" dos Estados Unidos no Oriente Médio precisava acabar. Já o presidente americano, Donald Trump, afirmou que não iria retaliar militarmente pois ninguém ficou ferido nos ataques iranianos e as perdas materiais foram mínimas. Porém, Trump anunciou que buscaria ampliar as sanções econômicas ao Irã até que eles "mudassem seu comportamento".

Analistas sugerem que o fato do ataque iraniano não ter causado mortes nas bases americanas foi deliberado, com o propósito de não escalar o conflito ao provocar uma resposta militar americana. Contudo, Mike Pompeo, o Secretário de Estado dos Estados Unidos, afirmou que o ataque tinha sim intenção de matar.

Ver também

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Ligações externas Bases que abrigam tropas dos EUA são atacadas no Iraque; Irã assume responsabilidade, G1

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