O ataque à escola em Medianeira foi um tiroteio escolar ocorrido na manhã de 28 de setembro de 2018 na Escola Estadual João Manoel Mondrone, Medianeira, Paraná; dois estudantes não identificados de 15 anos atingiram dois colegas de 15 e 18 anos, antes de se entregar às autoridades após uma troca de tiros.
Ataque Por volta das 8h40, dois estudantes não identificados de 15 anos, um armado e outro dando cobertura para o agressor dentro do Colégio Estadual João Manoel Mondrone, iniciaram um ataque. Ambos estavam armados com uma garrucha calibre .22, faca, material explosivo, aerossóis, bombas de fogos de artifício.
A dupla se dirigiu à primeira sala de aula, onde estavam os alvos, mas, ao chegar ao local, não os encontrou.
Após não encontrar, eles se dirigiram para uma segunda sala de aula. Ao chegar, um deles apontou a arma de fogo para os estudantes e exigiu que eles saíssem. Os estudantes da sala de aula pensaram que era uma brincadeira, mas foi quando um deles atirou através da janela e atingiu um estudante de 15 anos nas costas.
Após o disparo, iniciou-se uma correria, sendo que um segundo estudante de 18 anos foi atingido na perna.
Durante o ataque, estudantes começaram a se deitar no chão ao ouvir os disparos e outros alunos correm em pânico para fora da escola.
Quando os policiais chegaram na instituição, a dupla disparou tiros contra eles, enquanto estavam escondidos dentro de uma sala de aula. Os policiais revidaram, mas não houve mais feridos.
No total, seis disparos foram disparados pela dupla, que feriram dois alunos, um deles gravemente. Além dos disparos, a dupla também detonou bombas caseiras.
Atirador A dupla foi identificada como dois estudantes de 15 anos da escola; os pais de um dos estudantes, que utilizou a arma de fogo, orientavam o adolescente e estavam cientes do bullying que ele sofria. As duas vítimas baleadas não tinham conexão e nem fizeram bullying com o adolescente
Ele também havia citado o nome de 11 colegas de classe, responsabilizando-os por terem provocado o ataque. Ele havia chegado na escola em 2018 e não gostava de ser apelidado de "Zé Patrola" e "Gordo" por seus colegas.
O estudante havia se inspirado em outros casos de ataques em escolas, como o massacre de Realengo, em 2011, perpetrado por Wellington Menezes de Oliveira.
Além de ele ter gravado um vídeo se desculpando pelo ataque e dizendo estar ansioso. Não houve divulgação de detalhes do segundo estudante de 15 anos, que deu cobertura no ataque.
Vítimas Dois alunos de 15 e 18 anos foram atingidos no ataque, um deles gravemente. O estudante mais velho foi encontrado no corredor da escola e o mais novo foi encontrado dentro de uma sala de aula.
O estudante de 18 anos foi baleado de raspão em uma das pernas, foi medicado e recebeu alta pouco tempo depois, no mesmo dia.
Bruno Raphael Facundo, de 15 anos, foi gravemente ferido no ataque. Ele foi atingido na coluna, sendo levado às pressas para o Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, sendo mais tarde transferido de helicóptero para o Hospital do Trabalhador, em Curitiba, de helicóptero do SAMU. A bala que atingiu Raphael se alojou em uma das vértebras na região lombar.
No dia 2 de outubro, o estudante foi transferido para o Centro Hospitalar de Reabilitação. Depois, Facundo recebeu alta no dia 18 de outubro.
Consequências No mesmo dia, um agricultor, pai de um dos atiradores, foi preso por omissão de cautela e porte ilegal de arma de fogo. Ele foi liberado na noite do dia seguinte por pagar três fianças de salários mínimos.
A instituição atacada definiu a volta às aulas no dia 1º de outubro e as atividades serão retomadas normalmente no dia seguinte. Medidas de segurança e prevenção ao bullying foram tomadas na escola.
No dia 17 de outubro, outra invasão armada em outra escola de Medianeira ocorreu. Pouco antes das 13h, um jovem de 20 anos armado com uma réplica de uma pistola invadiu a Escola Municipal Carlos Lacerda, ameaçando todos que estavam lá, até apontando a pistola para um professor. Ele fugiu pulando o muro da instituição, mas foi identificado pela polícia e detido.
Em 13 de outubro, os dois estudantes agressores foram condenados a cumprir medida socioeducativa por tentativa de homicídio e resistência à prisão. Um dos jovens que portou a garrucha foi também condenado por porte ilegal de arma de fogo.
Meses após o ataque, a dupla foi liberada. Depois, o primeiro adolescente que havia dado cobertura deixou o Centro de Socioeducação (Cense) em Cascavel, em 16 de fevereiro de 2019. Em 10 de maio de 2019, o estudante que portou a arma de fogo foi liberado do mesmo estabelecimento.
Reações O ataque chocou a pequena comunidade da cidade de Medianeira. Vários alunos e pais deram suas opiniões sobre o ataque, falando da falta de segurança das escolas públicas no país e pela falta de atenção em relação ao bullying nas escolas.
A Secretária de Educação do Paraná se manifestou, comentando: "O Núcleo Regional de Educação de Foz do Iguaçu está no colégio, prestando todo o apoio necessário à comunidade escolar. As aulas foram dispensadas e devem ser retomadas na segunda-feira (01/10)."
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Categoria:Atentados terroristas de 2018 Categoria:Ataques e invasões escolares no Brasil Categoria:2018 no Paraná Categoria:Crimes cometidos por menores de idade no Brasil Categoria:Medianeira (Paraná)