Hermótimo de Clazômenas (; c. Século VI a. C.), chamado por Luciano de pitagórico, foi um filósofo que primeiro propôs, antes de Anaxágoras (segundo Aristóteles), a ideia de a mente ser fundamental na causa da mudança.Aristóteles. Metafísica 984b20, trad. por Hugh Lawson-Tancred. London, 2004. Ele propôs que as entidades físicas são estáticas, enquanto a razão causa a mudança. A história do pensamento considera que ambos Hermótimo e Anaxágoras ensinavam que uma inteligência divina teria criado o mundo, ordenando com sabedoria todas as partes e que a mente (noûs) ou espírito é o deus em nós. "Quando um homem chegou a dizer que na Natureza, como nos animais, há uma Inteligência, a causa da ordem e do arranjo universal, ele apareceu como o único em seu bom senso diante dos delírios de seus antecessores. Sabemos, sem dúvida, que Anaxágoras adotou esses pontos de vista, mas diz-se que ele fora antecipado por Hermótimo de Clazômenas."Aristóteles, Metafísica, A, 3, 984 b 15Sexto Empírico coloca-o com Hesíodo, Parmênides e Empédocles como pertencente à classe dos filósofos que realizou uma teoria dualista de um princípio material e um princípio ativo estar juntos a origem do universo.Sextus Empiricus, adv. Math. ix., ad Phys. i. 7

O termo "hiperbóreos" ou "apolinianos" já foi usado para descrever um grupo de pensadores que antecederam o primeiro dos pré-socráticos, Tales; Aristeu do Proconeso no século VII a. C., e por volta do século VI a. C., Epimênides de Creta, Ferécides de Siro, Ábaris, o cita e Hermótimo de Clazômenas. Os gregos fizeram dela uma escola que antecipava o pitagorismo; de acordo com Apolônio Díscolo, "A Epimênides, Aristeu, Hermótimo, Ábaris e Ferécides foi sucedido Pitágoras (...) que nunca quis renunciar à arte de fazer milagres."Apolônio Díscolo, Histórias maravilhosas (vers 140, 6). Estes seriam por sua vez xamãs e pensadores ou mesmo filósofos. O primeiro a notar o aspecto xamânico foi Karl Meuli.Karl Meuli, "Scythica", Hermès, 70, 1935, sq. : Gesammelte Schriften, Bâle, Schwabe, 1975, t. II, p. 163 sq.

Diz-se que o Hermótimo era capaz de separar a alma do seu corpo e sua alma viajaria em completa independência, deixando o corpo inerte. Tertuliano relata uma história sobre isso (na qual ele não parece acreditar).Tertuliano. De Anima (Sobre a Alma) (Capítulo 44), trad. por Peter Holmes, D.D., Anti-Nicene Fathers Vol. 3, 1885. De acordo com essa história, a alma de Hermótimo deixava seu corpo durante o sono, como se estivesse em viagem. Sua esposa atraiçoou essa singularidade e seus inimigos vieram e queimaram seu corpo enquanto ele dormia, sua alma retornando tarde demais. O povo de Clazômenas ergueu um templo para Hermótimo, proibindo as mulheres por causa da traição de sua esposa. Esta história e outras sobre Hermótimo são encontradas em Plínio, o Velho, Plínio, Hist. Nat. vii. 42 Luciano,Luciano, Encom. Musc. 7 Apolônio e Plutarco.

Diógenes Laércio registra uma história em que Pitágoras se lembrou de suas vidas anteriores, uma delas tendo sido reencarnado como Hermótimo, e que havia validado sua própria alegação de recordar vidas anteriores ao reconhecer o escudo decadente de Menelau no templo de Apolo dos Branquidas.Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres, Bk.8: Pitágoras Categoria:Mortos em ano desconhecido Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Pré-socráticos Categoria:Filósofos do século VI a.C.