Força de Resistência Patriótica de Ituri ou Frente pela Resistência Patriótica em Ituri (; FRPI) é uma milícia e um partido político baseado em Bunia que atua principalmente no sul da província de Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo.
Origem A FRPI foi estabelecida em novembro de 2002 a partir do grupo etnolinguístico Ngiti, um subgrupo dos lendus, como um aliado da Frente Nacionalista e Integracionista (FNI) dominada pelos lendus. Os Ngiti, organizados sob os líderes tradicionais, formaram um contrapeso à União dos Patriotas Congoleses (UPC), apoiada por Ruanda e dominada pelos hemas, no conflito de Ituri. A FRPI foi suportada pela Forças de Renovação, uma facção do Reagrupamento Congolês para a Democracia apoiada por Uganda. Em 2002-2003, a FRPI recebeu apoio das Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC) e da Força de Defesa Popular de Uganda na luta contra a União dos Patriotas Congoleses. Tanto a República Democrática do Congo quanto a Uganda também ajudaram na criação inicial da FRPI e da FNI, embora nenhum grupo tenha estabelecido controle total sobre os combatentes lendus em Ituri.
Operações Em maio de 2003, a FRPI supostamente possuía 9.000 combatentes e estava intimamente ligada à FNI. Até 2015, este número foi estimado por ter diminuído para 1.000. Em fevereiro de 2003, a FRPI participou do massacre de Bogoro com a FNI. A FRPI juntou-se à Força de Defesa Popular de Uganda em uma ofensiva bem-sucedida contra a União dos Patriotas Congoleses em março de 2003 e em conjunto com a FNI ocupou a cidade de Bunia em maio de 2003."Ituri: Bloodiest Corner of Congo -- Who is Who - Armed Political Groups in Ituri" (May 2003), Human Rights Watch Em 2006, o governo congolês assinou um cessar-fogo com a FRPI e outros grupos rebeldes ativos no nordeste do país. Embora 15.000 soldados da FRPI tenham sido desmobilizados como parte do processo de paz e muitos comandantes tenham sido integrados nas FARDC, a atividade violenta da FRPI retornou em 2008 com ataques das forças residuais do grupo contra aldeias em Ituri e acampamentos das Forças Armadas da República Democrática do Congo. Em setembro de 2008, os comandantes da FRPI se dividiram para formar a Frente Popular para a Justiça no Congo (FPJC). Enquanto seu aliado, a FNI, transformou-se em um partido político em 2005, a FPRI resistiu às campanhas de desarmamento e desmobilização. Na década de 2010, as Forças Armadas da República Democrática do Congo lançaram operações de busca contra membros da FRPI, consideradas as operações governamentais de maior sucesso desde a derrota de 2013 do Movimento 23 de Março pelo enviado das Nações Unidas Martin Kobler.
Inicialmente liderado por Germain Katanga, a liderança da FRPI passou em 2005 para Baudouin Adirodo.Coalition for the International Criminal Court - The Defence of Mr. Katanga continued its examination-in-chief of Mr. Katanga Katanga foi preso e levado para o Tribunal Penal Internacional em Haia, em outubro de 2007, para enfrentar acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, incluindo o uso de crianças-soldados e a promoção da escravidão sexual. Ele foi considerado culpado em março de 2014."Congo warlord flown to The Hague", BBC News, 18 de outubro de 2007Germain Katanga: Guilty of war crimes, the brutal warlord who terrorised the Democratic Republic of Congo, The Independent, 7 de Março de 2014.
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