História Embora não tenham constituído comunidades organizadas até o advento da República, milhares de cristãos-novos, oriundos da Península Ibérica, desembarcaram no Rio. A partir de 1810, ano em que o Império Português revogou sua expulsão de todos os territórios da coroa, os imigrantes reconhecidamente judeus passaram a chegar no Brasil. O principal fator de impulsão veio com a Constituição de 1824, que inaugurou a tolerância em relação a outras religiões além do catolicismo. A partir de então, representações importantes, como a sinagoga da União Shel Guemilut Hassadim (para os historiadores, 1866; para a União, 1840) e a Aliança Israelita Universal (1867), começaram a surgir, em especial na Praça Onze. Até meados do século XX, a área foi o porto seguro desses imigrantes no Rio de Janeiro. Na Praça Onze – região desvalorizada da cidade e compartilhada com a população negra da Pequena África –, sinagogas, escolas, oficinas tipográficas, jornais, clubes, alfaiatarias e lojas marcaram a identidade judaica nas primeiras décadas do século XX. A abertura da Avenida Presidente Vargas, que demandou a demolição completa de diversos quarteirões, contribuiu apenas como um fator a mais naquele contexto. Num primeiro momento, os judeus da Praça Onze foram se transferindo para a Praça da Bandeira e, também, para a Tijuca, como evidencia a localização de diversas sinagogas e de um importante clube recreativo, o Monte Sinai, fundado em 1959.
O comércio não foi abandonado a partir da segunda geração, mas mudou de perfil, se voltando para negócios de renda mais alta, confecção e venda de roupas de grife, joalherias, comércio sofisticado em shopping centers, enquanto se mantinha, também, uma vertente popular em Madureira e na região da Saara. o Centro Israelita do Subúrbio da Leopoldina, criado em 1929, teve sede própria em Olaria e servia de referência para a comunidade que se estabeleceu ao longo dos trilhos da Estrada de Ferro Leopoldina, como em Ramos, Penha e Bonsucesso. Parte da geração que sucedeu os pioneiros da Praça Onze – e que foi a primeira com formação universitária – fez um caminho em direção à Zona Sul, se estabelecendo no Flamengo, em Botafogo e nas Laranjeiras, onde a Sociedade Cultural Esportiva e Recreativa Hebraica funciona desde 1951. Diversas lojas de móveis se transferiram do Centro para a Rua do Catete.http://www.multirio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/reportagens/742-judeus-no-rio-de-janeiro-uma-experiencia-plural
Além da capital, o município de Nilópolis, na Baixada Fluminense também teve grande colônia judaica. A comunidade judaica de Nilópolis foi formada em grande parte por imigrantes judeus de origem polonesa e russa, pertencentes ao grupo dos asquenazitas, maior contingente de imigrantes judeus para terras brasileiras.http://www.encontro2014.rj.anpuh.org/resources/anais/28/1400098016_ARQUIVO_XVIEncontroRegionalDeHistoria_ANPUHRJ_NilopolisJudaica_FernandaCapriRaposo.pdf
Sinagogas no Rio de Janeiro Há uma extensa relação de Sinagogas no estado do Rio de Janeiro. Conforme disposto em diversas páginas da internet e de acordo com o portal da FIERJ(Federação Israelita do Rio de Janeiro) o Rio de Janeiro é um local de muitas Sinagogas.
Sinagogas Messiânicas no Rio de Janeiro Há um debate travado nas academias judaicas se o Movimento Judaico-Messiânico é uma denominação do Judaísmo ou se é uma ramificação cristã. Contudo, o Rio de Janeiro possui mais de 10 Sinagogas espelhadas por toda as regiões do Estado. Desde Zona Sul a Baixada Fluminense.http://judaismomessianicorj.webnode.page/
Notáveis Judeus do Rio de Janeiro Alberto Dines Arnaldo Niskier Bea Feitler Betty Gofman Bussunda David Morethson Campista Deborah Evelyn Eduardo Sterblitch Israel Klabin Jorge Mautner Juca Chaves Malvina Tuttman Marcelo Gleiser Maurício Sherman Pedro Bial Renata Sorrah Samantha Schmütz Sérgio Besserman Vianna Silvio Santos Tereza Rachel Waldemar Levy Cardoso
Ver também Imigração no Estado do Rio de Janeiro Judaísmo no Brasil Asquenazes
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