Anselmo Jover Peralta (*Carapeguá, 1895-†Assunção, 1970) foi um sociólogo, professor, ensaísta, poeta, linguista, político e socialista paraguaio. Foi um conhecido guaraniólogo, tendo contribuído para o estudo das variedades da língua guarani do Paraguai, Sul do Brasil e Norte da Argentina. Foi membro e militante do Partido Revolucionário Febrerista. direita|miniaturadaimagem|200x200px|Bandeira do Partido Revolucionário Febrerista.
Biografia Anselmo Jover Peralta nasceu na cidade de Carapeguá, Departamento de Paraguarí, no dia 21 de abril de 1895, e faleceu no dia 21 de junho de 1970 no Hospital de Clínicas de Assunção. Seus restos mortais encontram-se no Cemitério da Recoleta. Foi casado com Dona Matilde Luzia Pane e sua única filha chama-se María de Jesús Matilde. Estudou na Escuela Normal de Assunción e na Escuela Normal de Montevideo. Na capital do Uruguai, obteve o título de professor de segundo grau. Também obteve o diploma de bacharel no Colegio Nacional de la Capital, no Paraguai, e estudou direito na Universidade Nacional de Assunção.
Ensino Foi professor na Escula Normal, e no Colegio Nacional de la Capital, em Assunção, junto a Lidia Frutos de Gonzalez.
Atuação jornalística e cultural Participou da redação do jornal El Diario. Junto com Federico García, fundaria, em 1919, a revista Pórtico. Participou também da fundação da Academia Paraguaia da Língua Espanhola, em 30 de junho de 1927.
Militância política Em sua juventude, Jover Peralta foi membro do PLRA, chegando a ocupar uma banca na Câmara de Deputados. No entanto, nos anos 20, converteu-se ao socialismo, corrente política a que permaneceria fiel até sua morte. Participou da Revolução de fevereiro de 1936, onde ocupou os cargos de Ministro de Justiça, de Culto Religioso e de Instrução Pública. Durante seu período como ministro, foi criada a Faculdade de Odontología e a Faculdade de Ciências Económicas da Universidade Nacional de Assunção. Representou diplomaticamente o Paraguai frente aos governos do México, Cuba, e Colômbia. Sabe-se de sua intenção de fundar, no ano da revolução, um Partido Socialista, através da fusão da União Nacional Revolucionária e do Partido Comunista Paraguaio. No entanto, Oscar Creydt, um dirigente comunista da época, rejeitou sua oferta, e a fusão dos dois partidos de esquerda nunca aconteceu.Formación histórica de la Nación paraguaya, Oscar Creydt
Com a queda do governo revolucionário, no dia 13 de agosto de 1937, Jover Peralta vai para exílio em Buenos Aires, juntamente com muitos outros febreristas. Do exílio, funda, em 1938, o Partido Revolucionário Paraguaio, de breve duração, que tentou se consolidar como o partido da revolução do 36.
Peralta segue militando pelo Movimento Febrerista nos anos 1940 e permanece no partido até 1951, ano da fundação do PRF, partido efetivo da revolução socialista.
Obras destacadas
Escuelas Literarias (1925) Sobre la reforma educacional (1926) Sobre enseñanza de la literatura (1929) Nuestra defensa (1931) El bilingüismo en América (1936) Vida y Pasión de la Mujer Paraguaya (1941) Cancionero del Mate (Buenos Aires, 1942, con el seudónimo de Luzán del Campo) El Paraguay Revolucionario (1946) Toponimia guaraní y Onomástica guaraní (1949 Diccionario guarani-español (1949) El guaraní en la geografía de América (1950)
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