Leonardo Peñafiel y Araújo, foi um jesuíta que nasceu em 1597, em Riobamba (Chimborazo - Equador - Vice-Reino do Peru), e faleceu em 02 de novembro de 1657, em Sucre (Chuquisaca - Bolívia).
Biografia Filho do capitão Alonso Peñafiel, que foi corregedor de Quito e Riobamba; e de Lorenza Araújo, oriunda de Lima (Peru)Alonso de Peñafiel y Araujo, em espanhol, acesso em 10 de novembro de 2018..
Seu pai era oriundo da Espanha, que antes de chegar ao Vice-Reino do Peru, esteve no Vice-Reino da Nova Espanha (atualmente México). Chegou ao Vice-reino do Peru em meados do Século XVI. Participou da guerra contra Hernández Girón, um encomendero que havia ser rebelado contra o poder real e depois foi transferido para a Audiência de Quito. Juntamente com Lorenza Araújo, teve quatro filhos: Alonso, Leonardo, Antônio e Luís. Os três primeiros ingressariam na Companhia de Jesus.
Seguindo os passos de seu irmão mais velho, Alonso Peñafiel y Araujo, ingressou em um noviciado da Companhia de Jesus em Quito (Equador), no dia 8 de maio de 1614.
Depois do noviciado, foi para o Colégio San Pablo, em Lima (Peru), onde conclui a preparação para a ordenação sacerdotal, que ocorreu em 1625.
Tornou-se doutor em teologia pela Universidade San Marcos de Lima.
Entre 1630 e 1637, foi professor de filosofia e teologia no Colégio dos jesuítas em Cuzco (Peru), onde, em 25 novembro de 1633, fez a terceira provação.
Entre 1637 e 1650, foi professor de teologia no Colégio San Pablo e na Universidade San Marcos, em Lima.
A partir de 1650, foi mestre de noviços e reitor do noviciado de San Antonio Abad em Cuzco.
No dia 1º de maio de 1656, foi nomeado como Provincial do Peru, tendo sido o primeiro nascido na América a ocupar esse cargo.
Morreu em 1657, enquanto realizava uma visita à Sucre.
Escreveu três tratados de teologia, publicados após sua morte: "De Deo Uno" (Lyón, 1663); "De Deo Uno et Trino" (Lyón, 1666); "De incamatione Verbi Divini" (Lyón, 1668)Leonardo Peñafiel Araujo, SJ, em espanhol, acesso em 21 de outubro de 2018..
Há manuscritos de Leonardo Peñafiel que foram conservados na Biblioteca Nacional de Lima, tais como: "Commentaria in Aristóteles Metaphysicam" (1632)Trata-se de um manuscrito com mais de 360 folhas.; "Dispvtationvm Theologicarvm, in Primam Partem Divi Thomae, Tomvs Primvs de Deo Vno"; "De Deo Vno et Trino Tomvs Secvndvs"; "Dispvtationes Scholasticae, et Morales de virtvte Fidei Divinae, Deque infedilitate, Haeresi, & poenis Haereticorum, Opvs dvplici locupletatvm Indice"; "Tractatvs de Incarnatione Verbi Divini: Opus Posthumum locupletissimis Indicibus Refertum, Tomus Quartus"; "Virtud de la fé divina"Leonardo Peñafiel y Araujo, acesso em 10 de novembro de 2018..
Aprovou a impressão de obras como: "Brevis paraphrasis Apocalypsis San Joannis apostolis et evangelistae", de Diego Andrés Rocha, catedrático da Universidade de San Marcos; "Oración evangélica predicada en la cathedral de Lima al juramento de tener y defender la Concepción Santíssima de María", do frei Gonzalo de Herrera, provincial dos franciscanos; e "Vida de Jesu Cristo Nuestro Señor", do frei agostiniano Fernando de ValverdeSobre la Escolástica virreinal peruana: el P. Leonardo de Peñafiel, comentarista de Aristóteles (1632), em espanhol, acesso em 10 de novembro de 2018..
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