A Agência Geral das Colónias foi uma entidade do Estado Novo fundada em 30 de Setembro de 1924 dedicada à comunicação e divulgação do Império Colonial Português. Funcionou em complementaridade com o Secretariado Nacional de Informação.

A sua divisa era “conhecer” e “informar”, atuando na recolha e divulgação de dados estatísticos e de outras notícias de interesse aos governos central e coloniais.

Era responsável pela organização de grandes eventos publicitários, tais como a Exposição Industrial de Lisboa, a Conferência no Casino do Estoril, a "Semana das Colónias", as comemorações do 40.º aniversário da prisão de Gungunhana, as celebrações do dia de Mouzinho, a 28 de Dezembro de 1935, etc.

Inicialmente era composta pelas seguintes divisões: “Procuradoria” - serviços de representação jurídica e comercial dos governos e entidades coloniais; “Informação” - fornecimento de notícias aos jornais diários, tendo em conta informações recolhidas nos governos coloniais, nos boletins oficiais e nos periódicos; “Propaganda” - realização de publicidade da Agência. “Boletim, Publicações e Biblioteca” - edição do periódico difusor da problemática ultramarina, gestão da biblioteca, colecções de livros.

Em 1934 coube-lhe a autoria do catálogo O Império Português na Primeira Exposição Colonial Portuguesa

Com o Decreto n.º 38.300, que mudava a designação do ministério das Colónias, para o de Ultramar, a Agência passou a designar-se Agência Geral do Ultramar. A partir de 1957 passou a atuar também na divulgação turística das possessões tropicaisGarcia, Luís (sem data). A Agência Geral das Colónias/Ultramar e a Propaganda do Estado Novo (1932-1974), A Cultura do Poder - A Propaganda nos Estados Autoritários, Universidade de Coimbra..

A Agência Geral do Ultramar foi extinta em 1978 pelo Decreto-Lei n.º 208/78, de 27 de julho.

Agentes-gerais Armando Cortesão foi o primeiro responsável desta instituição; Júlio Garcez de Lencastre (de 4 de Abril de 1932); Júlio Cayolla (Agosto de 1934); Banha da Silva; Francisco da Cunha Leão (Agosto de 1967);

Prémios de literatura colonial De forma a estimular o interesse dos intelectuais pelos assuntos tropicais foi criado um concurso literário, promovido de 1926 até 1951. Em 1954 criaram-se quatro prémios, dinamizados até 1974, nas seguintes categoriais: conto, a poesia, o romance e o teatroRodrigues, Flavia (2010). Narrativas da Dominação no concurso de literatura colonial da Agência Geral das Colónias (1926-1951), PUC-Rio..

Premiados (Primeira categoria) 1926 - Pretos e brancos de Brito Camacho; África portentosa de Gastão de Sousa Dias; 1930 - A derrocada do Império Vátua de Julião Quintinha e Francisco Toscano; 1933 - O vélo d'oiro de Henrique Galvão; 1934 - Auá de Fausto Duarte; 1935 - Gentio de Timor de Armando Pinto Corrêa; 1942 - Homens sem Caminho de Castro Soromenho; 1944 - Na pista do marfim e da morte: Reportagens africanas vividas e escritas por Ferreira da Costa de Ferreira da Costa; 1945 - Terra Conquistada de Eduardo Correia de Matos; 1947 - O reino de Benguela de Ralph Delgado; 1948 - História de Angola de Ralph Delgado; 1949 - Julgareis qual a mais excelente de Gastão de Sousa Dias; 1950 - Alvorada de Agosto de Luís Teixeira; 1956 - Chuva Braba de Manuel Lopes; 1959 - O Galo Cantou na Baía de Manuel Lopes; 1965 - Engrenagens Malditas de Reis Ventura.

Ligações externas Repositório do Boletim Geral das Colónias (1925-1969) Obra da Agência Geral das Colónias na Biblioteca Nacional de Portugal

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