miniaturadaimagem|Visão geral de objetos ligados ao candomblé, sendo alguns pertencentes à Coleção Polícia da Corte. A Coleção Polícia da Corte é uma das coleções em exposição no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. O acervo reúne objetos recolhidos por agentes policiais no contexto da repressão às manifestações culturais e religiosas afro-brasileiras no século XIX. O nome da coleção remete à Polícia da Corte, uma força policial militar e profissional criada em 1809. A coleção registra a história da formação cultural afro-brasileira e a da violência contra a cultura negra no Brasil.CABRAL, C. (2017). Da polícia ao museu: A formação da coleção africana do Museu Nacional na última década da escravidão”. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Os objetos foram recolhidos por Ladislau Netto, então diretor do Museu Nacional, que, na década de 1880, os coletou e catalogou. A polícia pretendia destruir os objetos, considerados "bugigangas". Para Ladislau Netto, em documento ao chefe da polícia, os objetos tinham "grande valor etnológico".
A coleção reúne 120 itens, incluindo instrumentos musicais, especialmente tambores, e itens ligados ao candomblé, como itens ferramentas dos Orixás. Também foram catalogados objetos de pesca, brinquedos e adereços. São destaque na coleção:
um abebé, elemento ritualístico de Oxum, produzido com latão e identificado com o número de tombo 6.308; ferramentas de Ogum, um amuleto com sete símbolos identificado com o número de tombo 6.231; Ofá de Oxóssi, de metal, registrada com o número de tombo 5.308; e Oxé de Xangô, de madeira e com aspecto feminino, sem numeração.
Esta coleção foi destruída no incêndio de 2018 no Museu Nacional.
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Categoria:Coleções do Museu Nacional do Brasil