Intoxicação escombroide é uma intoxicação alimentar associada ao consumo de peixe estragado. É classificado como um intoxicação alimentar causada por frutos do mar, como a ciguatera. A toxina responsável pela intoxicação é a histamina, formada na carne do peixe que começa a apodrecer. A histamina é um hormônio envolvido nas reações alérgicas, de modo que essa intoxicação alimentar costuma ser idêntica a uma alergia alimentar.

O nome desta síndrome é referência a família de peixes escombrídeos, que inclui as cavalas, os atuns e os bonitos, porque nas primeiras descrições da doença, observou-se uma associação com as espécies. No entanto, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) identificaram que peixes de outras famílias, tais como mahi-mahi e albacora, também causam essa síndrome.

A intoxicação escombroide pode ser causada pelo manuseio inadequado dos peixes durante o armazenamento ou processamento. Cozinhar o peixe não previne essa doença, porque a histamina não é destruída em temperaturas normais de cozimento.

Sintomas Os sintomas ocorrem tipicamente por volta de 10 a 30 minutos posteriores a ingestão do peixe e são geralmente auto-limitados. Pessoas com asma são mais vulneráveis a problemas respiratórios, como chiado e espasmos brônquicos. No entanto, os sintomas podem demorar mais de duas horas após o consumo do peixe para aparecer. Geralmente duram cerca de 10 a 14 horas e raramente ultrapassam dois dias.

Inicial Os primeiros sinais dessa intoxicação são os mesmos de uma reacção alérgica grave com os seguintes sintomas: Rubor facial e transpiração Sabor apimentado na boca e na garganta Tontura Náusea e vômito Dor de cabeça Taquicardia Sintomas de gripe

Sintomas adicionais Os sintomas acima pode avançar para: Erupção cutânea (rash) em cara com coceira intensa Urticária pelo corpo Edema generalizado Diarréia e cólica

Grave No pior dos casos, a intoxicação pode causar: Visão turva Dificuldades respiratórias Inchaço da língua

Tratamento O tratamento é na forma de cuidados sintomáticos de suporte. Se não há tontura, a vítima deve deitar com os pés elevados. Se não houver graves chiado respiratório, uma dose de adrenalina IM deve ser dada, de 0,5 a 1 ml em diluição de 1/1000 (padrão medico em emergências). Uma dose intravenosa de anti-histamínicos como a difenidramina podem ser usados, se necessário.

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