Marco Aurélio Cota Máximo Messalino () foi um senador romano da gente Aurélia eleito cônsul em 20 com Marco Valério Messala Barbato.Pettinger, The Republic in Danger: Drusus Libo and the Succession of Tiberius, p. 39 Era filho de Marco Valério Messala Corvino, cônsul em 31 a.C. e conhecido patrono da literatura romana.Syme, R., Augustan Aristocracy, p. 230f.Veleio Patérculo, Compêndio da História Romana, p. 127
Ancestrais e família Máximo nasceu e foi criado em Roma. Sua data de nascimento é desconhecida, mas é posterior a 24 a.C., possivelmente 14 a.C. Das obras do poeta OvídioOvídio, EIV.XVI:1-52 depreende-se que sua mãe era uma nobre romana chamada Aurélia Cota, o que também é suportado pelo fato de Máximo ter sido adotado pela gente Aurélia apesar de ter nascido na gente Valéria.Skidmore, Practical Ethics for Roman Gentlemen: The Works of Valerius Maximus, p. 116
Seu nome de nascimento é desconhecido e ele é conhecido apenas por seu nome pós-adoção. De um casamento anterior de seu pai, Máximo tinha três meio-irmãos mais velhos, Valéria Messalina, casada com o senador Tito Estacílio Tauro, cônsul em 11, outra irmã chamada Valéria, que se casou com Marco Lólio, cônsul em 21 a.C., e Marco Valério Messala Messalino, cônsul em 3 a.C. Através da primeira Valéria, Máximo era parente da imperatriz Estacília Messalina, a terceira esposa de Nero; através da segunda, era tio-avô da imperatriz Lólia Paulina,Tácito, Anais II,10 a terceira esposa de Calígula.
Relação com Ovídio Máximo era amigoGardner, The Roman Household: A Sourcebook, p. 40 e patrono do poeta Ovídio, que endereçou a ele várias de suas cartas. Os dois estavam juntos em 8 quando chegou a notícia do banimento de Ovídio.Pettinger, The Republic in Danger: Drusus Libo and the Succession of Tiberius, p.38-9 Máximo ajudou material e psicologicamente o amigo durante o exílio. Apesar da amizade de Máximo com Augusto não tenha tido influência no seu banimento, Ovídio acreditou, até pelo menos 11, que Máximo poderia ter intercedido junto ao imperador para ajudá-lo.
Carreira Máximo foi um político proeminente durante todo o reinado de Tibério e permaneceu amigo dele até pelo menos 32. Depois do julgamento e da execução de Marco Escribônio Libão Druso em 16, Máximo propôs no Senado Romano que a estátua dele deveria ser excluída de futuras procissões funerais de seus descendentes.Tácito, Anais II. 27-52
Segundo uma inscrição de 25 ou 26 encontrada em Éfeso, em algum momento depois de seu consulado (em 20), Máximo foi nomeado procônsul da Ásia.
Em 32, Tibério defendeu Máximo quando ele foi processado por ter acusado Calígula de homossexualismo, de ter zombado de um banquete realizado em homenagem à finada mãe do imperador como tendo sido "uma festa funerária" e por ter se gabado da proteção de Tibério quando foi processado.
Reputação Máximo foi condenado por Tácito por seu estilo de vida extravagante, por seu comportamento vergonhoso e sua subserviência.Tácito, Anais 6.5-6.7 Plínio o descreve como um glutão extravagante.Plínio, ''História Natural 10.52 Juvenal o descreve apenas como um patrono das artes.Juvenal, Sátiras 5.109, 7.94 Um liberto de Máximo, Marco Aurélio Zósimo, foi enterrado na Via Ápia com sua esposa, Aurélia SaturniaGardner, The Roman Household: A Sourcebook, pp. 40-1 e seu epitáfio é uma as raras inscrições funerárias romanas a expressar a relação entre patrono e liberto em termos poéticos:
Família Marco Valério Messala Corvino, cônsul em 58, pode ter sido seu filho.
Ver também
Bibliografia
Categoria:Cônsules do Império Romano Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Nascidos no século I a.C. Categoria:Ano de morte desconhecido Categoria:Mortos no século I Categoria:Romanos antigos do século I Categoria:Procônsules da Ásia Categoria:Aurélios